Memories Of Summer
8 Capitulo 8
Sofia corria de um lado para outro guardando seu bichinhos de pelúcia na sua mochila,ela cantava uma de suas músicas infantis preferida.
— mamãe,mamãe- Sofia grita pulando e sorrindo- e a 'gete' vai fica lá como 'voxe' e papai ficou? "tes" dias. sorrio passando a mão em seu cabelo. — sim,meu amor. Como eu e seu papai.- falo beijando sua testa.- agora vamos antes que fique tarde. Pego sua mochila,a minha e algumas sacolas com compras que eu fiz para o caso de não ter nada para comer lá o que eu suponho que não, já que Percy não deve ter aparecido lá. O caminho foi demorado mais valeu apena. O lugar estava do mesmo jeito que eu lembrava,lindo,o mar,a areia,o cheiro de maresia que eu tanto amo e a cabana.ela está igual,só que abandonada. Me pergunto se outra pessoa já achou esse lugar,é difícil de achar e chegar mais não é impossível. Entro e percebo que Percy já voltou ali, tinha uma mesa e um armário novos,no "quarto" uma cama de casal,um criado mudo. como ele conseguiu? essa cabana está abandonada no meio do nada. Qualquer um pode vir aqui e roubar essas coisas. bom,qualquer um que quisesse descer um morro e adivinhar o caminho certo até aqui. sorrio. Eu pensei que não conseguiria achar o caminho num "labirinto". — mamãe. tô com fome.- Sofia grita e eu saio do "quarto". — o que quer comer?- pergunto colocando as sacolas em cima da mesa. — tota- ela diz enrolado. — azul!?- pego a torta azul colocando num prato. —simmmm- ela grita dando risada.- tê le..i..te? sorrio. — não. aqui não têm geladeira. preferi não trazer.- falo e ela fecha a cara. — o que você e papai faziam aqui?- ela pergunta inocente,mordendo a torta. — muitas coisas querida- respondo não querendo falar disso. Foi a muito tempo não quero viver isso de novo, trouxe ela aqui para ela conhecer um dos lugares que eu e Percy passamos alguns dias e não ficar relembrando. Suspiro. Sinto falta dele,aqui comigo,passou três anos e ainda não superei,maldito Jackson. — e o que foi...? — jogamos alguns jogos...humm,fizemos um piquenique, nadamos e... nos divertimos. Sofia sorri. — que tipo de jogos? bufo,guardando as compras. — jogos. xadrez,dama humm... uno,vólei. Sofia faz um biquinho adorável e cruza os braços,emburrada. até nisso ela é parecida com o pai. — cê tá 'mintino'. cê não gosta de 'xaxez', e nenhum desses jogos.- ela diz e eu respiro fundo a olhando. — como pode ser tão parecida com ele? — Sofia sorri.- e isso não foi um elogio. Querida, que tal você focar no hoje e esquecer o ontem? — mais num 'quelo' sabe de ontem.- Sofia fala confusa. — esquece. Vamos vestir o biquíni e vou te mostrar um lago que têm aqui. — e a paia? — nós vamos mais tarde. Ela fica pouco mais para frente,vai ser um pouco difícil de achar. —'poque'? — Sofia vai até o quarto se jogando na cama. — essa cabana é de difícil acesso, foi feita a onde é bem difícil de achar,pedras escorregadias,lama,muitas arvores em volta,te faz pensar que está andando em círculos e por sorte são poucas pessoas que ficam andando em círculos tentando achar algo que nem sabem o que é,e as que acham a cabana,duvido conseguir voltar. — como papai 'conxeguiu'? — ele é um teimoso,se machucou todo mais achou e decorou o lugar, ele me diz que gosta daqui,quando quer fugir das coisas de fora ele vêm para cá, o lugar preferido dele. Depois de Montauk.-penso. Os olhos da Sofia brilham e ela sorri mostrando dentes. — e papai te contou como 'chaga' aqui!- ela pula na cama feliz. — é querida. — tiro sua roupa e a visto. " — pra que biquíni se estamos só nós dois aqui? — por que pode aparecer alguém. — aqui é isolado,venho aqui a tempos e nunca vi ninguém. Anda vamos nadar pelados." Rio e Sofia me olha confusa. — o que foi? — só uma lembrança. visto o meu biquíni e pego Sofia. — onde tá o 'banheio'? — não tem,meu bem,estamos numa cabana no meio do nada é como se pedisse para ver tevê. — mais como vamos toma banho? Sorrio. —No lago que têm aqui perto. — rio da careta que Sofia faz. — você tomou banho com o papai lá. — Sofia,chega.- falo saindo com ela no colo. — já basta aquilo de sexo,agora quer saber se eu tomei banho com ele? Sofia não é coisa para criança. — num sou 'quiancha' — ela bufa cruzando os braços. Olho para o lado e sem ao menos perceber aslembranças daquele dia vêm em mente. {•••} Estava dentro do carro de Percy ele dirigia rápido e não queria me contar para onde estava indo. — Percy, eu quero saber onde eu vou.- falo cruzando os braços. — estamos chegando. Ele estaciona num lugar deserto. A pronto o que vamos fazer numa rua deserta? — o que viemos fazer aqui? — pergunto saindo do carro e indo até o homem que estava sentado na calçada.
— aqui esta a chave do carro,não quero nenhum arranhão.- Percy diz e vai até uma floresta que tinha ali perto.- você vêm ou não? — você tá louco né?- falo seguindo ele entre as árvores. esquerda,direita,direita,reto,pedra,esquerda.- ele diz e eu franzo a testa. — que!? — o caminho para onde vou te levar. Tem uma decida logo após uma pedra e se não tomar cuidado pode sair rolando. *** Percy andava pela areia da praia e eu olhava toda a paisagem. — como pode ter certeza de que não vêm ninguém aqui? — bom só se ela vir pelo mar e mesmo assim seria difícil achar,aquele lado não tem jeito de subir eu já tentei.- ele aponta para a minha esquerda,onde tinha uma enorme pedra.- e ninguém andaria até aqui sem saber o que vai encontrar,eu não tenho certeza se alguém encontrou mais nunca vi ninguém aqui.- ele sorri e passa o braço em volta da minha cintura.- e também se alguém já tiver a encontrado não iria perder tempo cassando a cabana de novo,ela esta velha,só se for uma criança curiosa igual eu era,mais não iria gostar. —por que você gostou? — meus pais estavam querendo se divorciar na época e eu não queria e quando achei esse lugar achei um ótimo lugar para esfriar a cabeça,depois da casa que tenho em Montauk. Quem sabe um dia não te levo lá. — Percy eu vou embora,eu só vim cá pois minhas amigas me arrastaram e eu tinha que está lá agora.- falo. — você falou isso da ultima vez que nos vimos quem sabe um dia nos vemos de novo.- ele me beija e eu sorrio. Vamos entrar parece que vai chover. Entramos e estava vazio,só tinha sacos de dormir e cesta de piquenique,mochilas e duas garrafas térmicas. Ele pega um cobertor da mochila e estende no chão e deita nela,deito ao seu lado. Inalando o cheiro de maresia que ele tinha que eu aprendi a amar e amar ele também...
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