Torturantes lembranças que

afloram desse rio seco que

vejo em minha alma partida,

exausta, exaurida por esta dor

corrompida e lamacenta que

estranhamente me conforta

em um abraço doloroso, mas

caloroso que me aperta em

seus suaves e fortes braços,

me sufocando nessa doce carícia

que me enlouquece numa angústia

angelicalmente doentia a me fazer

dormir doce e suavemente a cada

noite insone em que meus olhos

se recusam a ficar abertos, me

fazendo mergulhar profundamente

em aconchegante e acolhedores

pesadelos que insistem em me

acompanhar até mesmo nas

minhas horas de vigília mais

alegres, em que desperto em

meu coração toda a doçura de

tirar do amor toda a força de

meu sustento, notória surpresa

a combater cada lágrima de terror

que ainda cai de meus olhos fundos

de tristeza e cansaço dessa

excruciante condição etérea.