Como não olhar pra trás

e não sentir na alma esses

fantasmas do passado que

vivem refletidos em meu olhar?

Tento demais abraçar esses belos

fantasmas em meu peito como

cristalinas memórias como se fossem

as mais divinas relíquias que me provam

que minha vida, tudo por que vivi e fiz

valeu a pena nesses momentos de

puro prazer em que me vejo cantando

todos os versos, de alegria ou de solidão,

que me acariciam até mesmo nas horas

mais sombrias em que minha felicidade

parece uma pura ilusão ou que nunca

ocorreram de fato quando sinto o beijo

da tristeza a me afagar as faces, me

fazendo simplesmente acreditar que tudo

não passou de memórias de tempos ou

de coisas que nunca nem ousei viver

nos momentos em que eu realmente

consegui encontrar a alegria no seu estado

mais puro em que vi meu coração batendo,

como a doçura de ver os portões do paraíso

repleto dos mais belos anjos que já consegui

vislumbrar diante de minha hoje sofrida alma.