Memories
14 Memória 14
Como não olhar pra trás
e não sentir na alma esses
fantasmas do passado que
vivem refletidos em meu olhar?
Tento demais abraçar esses belos
fantasmas em meu peito como
cristalinas memórias como se fossem
as mais divinas relíquias que me provam
que minha vida, tudo por que vivi e fiz
valeu a pena nesses momentos de
puro prazer em que me vejo cantando
todos os versos, de alegria ou de solidão,
que me acariciam até mesmo nas horas
mais sombrias em que minha felicidade
parece uma pura ilusão ou que nunca
ocorreram de fato quando sinto o beijo
da tristeza a me afagar as faces, me
fazendo simplesmente acreditar que tudo
não passou de memórias de tempos ou
de coisas que nunca nem ousei viver
nos momentos em que eu realmente
consegui encontrar a alegria no seu estado
mais puro em que vi meu coração batendo,
como a doçura de ver os portões do paraíso
repleto dos mais belos anjos que já consegui
vislumbrar diante de minha hoje sofrida alma.
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