Memories

15 Just one chance, just one breath


Notas iniciais
Eeeeita, o último T^T Antes de tudo, tenho que agradecer IMENSAMENTE a YuuKnow pela recomendação, cara, tipo, uma recomendação em uma das minhas fics favoritas e tipo, uma puta recomendação linda! Sério, to sorrindo há dias por causa daquela recomendação, te amo, menina!!! Esse cap é dedicado não só á YuuKnow, mas também todas as meninas que queriam um Takao seme hehe Ai, ai, lá vai uma escorpiana falar sobre sentimentos escorpianos... (ainda não consigo entender como shippar um escorpiano com um canceriano, talvez eu seja a única escorpiana com problemas com cancerianos... ou eu ainda não soube lidar com esse lado malditamente serio deles e.e) Espero que gostem XD

This time, this place (Nesta hora, neste lugar)
Misused, mistakes (Desperdícios, erros)
Too long, too late (Tanto tempo, tão tarde)
Who was I to make you wait? (Quem era eu para te fazer esperar?)
Just one chance, just one breath (Apenas mais uma chance, apenas mais um suspiro)
Just in case there's just one left (Caso reste apenas um)

Far Away — Nickelback

Midorima viu Takao saindo do velório, ele não iria ficar para o enterro, seus olhos estavam vermelhos e parecia arrasado também, havia cantado a música favorita do loiro em sua homenagem, atrás de si. O de cabelos verdes então lembrou-se das palavras de Kise, "vá atrás de Takao". Devia mesmo ir? Depois de tudo que acontecera?

A verdade sobre tudo que estava acontecendo entre ambos era que Takao havia se cansado de como Midorima agia em relação a eles. Sempre tão frio com Takao, sempre tão distante, fora de quatro paredes pareciam ser colegas de trabalho até quando estavam fora do hospital e era isso que vinha machucando tanto o moreno. Midorima tinha total consciência de que a culpa de tudo aquilo era sua, principalmente depois de Takao tê-lo visto cuidado de Kise com tanto carinho.

Suspirou e se despediu de Murasakibara, Momoi e Akashi, dizendo que os encontraria depois, mas naquele momento, tudo que queria era ir atrás de Takao e resolver tudo de vez. Afinal o escorpiano não era o único totalmente partido com tudo aquilo. Seguiu Takao até o estacionamento, estava frio e parecia que choveria novamente em breve.

– Ei, Takao! — Midorima o chamou, o moreno parou no meio do caminho e olhou para trás, encontrando o maior correndo em sua direção.

– O que foi? — Perguntou um tanto frio, Midorima achou aquilo realmente estranho, não se adequava à pessoa sorridente e animada que ele era, mas conhecendo-o sabia que ficaria assim. Por que escorpianos eram tão óbvios? Quis sorrir com aquele pensamento.

– Eu quero conversar com você, nanodayo. — Falou ajeitando os óculos, mas o menor suspirou e lhe deu as costas, caminhando para seu carro.

– Não temos nada para conversar, não acha? Se for sobre o trabalho e sobre Kise-san, falamos sobre isso no escritório quando voltar ou você pode me visitar lá e conversamos. — Falou abrindo a porta de seu carro esporte preto, mas não era realmente aquilo que pensava, Takao podia aparentar indiferença total, mas seu coração dava pulos e mais pulos em seu peito, queria tanto resolver-se com seu Shin-chan, porém não aguentaria mais um relacionamento como aquele, por mais que o amasse. Ainda tinha seu maldito orgulho e rancor escorpiano.

– Não é sobre nada disso. — Midorima parou ao lado de sua janela. — É sobre nós, nanodayo. — Takao arregalou um pouco os olhos e o encarou desconfiado.

– Que "nós"? — O escorpiano suspirou. — Midorima, me desculpa, mas eu já desisti de você... mesmo que queira reviver o que nós tínhamos, se é que tínhamos algo, eu não vou conseguir viver daquela forma de novo... você não sabe como é horrível. — Takao sorriu levemente. — Se coloque no meu lugar por alguns minutos e entenda. Não quero aquilo de novo para mim...

– Eu sei que nã-

– Então só me deixe ir, vai ser mais fácil para nós dois. — Takao fechou a janela, seu rosto sumindo atrás do vidro filmado e então ele deu partida no carro, deixando o maior parado, sem reação. Takao nem ao menos havia deixado que se explicasse, que tentasse resolver as coisas. Havia perdido tanto sua confiança?

Midorima suspirou e correu para seu carro após alguns minutos, adentrou o veículo e partiu. Estava decidido a ter Takao em seus braços novamente, não o deixaria escapar agora, aquele moreno era o amor de sua vida e já havia tido exemplos demais de como a vida pode nos enganar dia após dia, de como se pode perder alguém em questão de segundos.

Estava disposto a mostrar que realmente o amava e realmente o queria de volta, que queria mostrar tudo que sentia por ele. Dirigiu decido, porém o trânsito não estava ajudando, e logo depois começou a chover muito forte, mas chegou até a casa do moreno. Ao olhar para a janela, viu que estava acesa. Suspirou, estava anoitecendo.

Saiu do carro, sentindo as gotas frias começarem a molhar seu corpo. Estava realmente frio. Apertou o interfone e esperou.

Oi?– Escutou a voz do moreno.

– Takao...

O que você quer, Midorima? Já não resolvemos isso? – Perguntou impaciente.

– Não, claro que não, nanodayo. — Falou decidido. — Eu realmente quero resolver as coisas entre nós, Takao...

Olha... eu estou tentando deixar de te amar e, sinceramente, você só está me irritando ainda mais. Por favor, não tente me iludir justo agora que estou me dedicando tanto a parar de me machucar. Eu não te quero mais... – Midorima ficou estático, suas costas pararam na parede, seus lábios estavam entreabertos sem saber exatamente o que falar. Mas também não adiantaria nada falar, Takao já havia desligado. Olhou para cima sentindo algumas lágrimas começarem a escorrer por seu rosto, sendo levadas pela chuva. Tocou novamente o interfone. — Olha aqui, Mido-

– Eu te amo... — Sua voz saiu chorosa e entrecortada, misturando-se ao som da chuva. Do outro lado a linha ficara silenciosa e o choro do de cabelos verdes apenas aumentava. — Kazunari, eu te amo. Por favor... por favor, não me deixe... — Midorima colocou as mãos sobre os lábios, seu choro evoluía, não conseguia parar de soluçar. — Sem você eu não vou conseguir seguir em frente, droga. Sem você não existe mais nada de bom para mim, por favor, não me deixe... não posso ficar sem sua risada, sem sua voz, sem seus abraços, sem aquele irritante "Shin-chan" o tempo todo, nanodayo. — Midorima ofegou, sentindo seu peito rasgar-se. — Eu posso não ser o melhor namorado do mundo, eu sei... mas como eu vou melhorar sem ter você para me ajudar? Sem ter para quem melhorar? Por quem? Você é o único que eu posso amar, Kazunari, por favor... só você... — Midorima fechou os olhos com força, porém isso não bastou para seu choro parar, sua voz saía engasgada e seu corpo tremia de frio e desespero.
Novamente tudo ficou mudo do outro lado e a única coisa que Midorima escutava era seu próprio choro, a chuva e o batimento de seu coração. Escorregou pela parede, deixando o choro aumentar, porém escutou um barulho de algo abrindo e, ao erguer os olhos, Takao estava parado no portão, também chorando.

– Você é tão tsundere que chega a ser assustadoramente fofo, Shin-chan. — A voz de Takao estava rouca e chorosa, mas ele sorria. — Me desculpe... eu não queria ter agido daquela forma com todos, com Kise... e-eu... Shin-chan...

– Bakao! — Midorima levantou-se rápido e jogou-se nos braços do menor, enterrando o rosto em seu pescoço, sentindo-o aninhá-lo em seus braços. Ah, aquele era o melhor lugar do mundo para se estar.

– Vamos para dentro, vamos acabar ficando doentes... — Takao levou o maior até seu quarto, pegando algumas toalhas para ele. — Shin-chan, vá tomar um banho, vou separar uma roupa para vo... — mas não conseguiu completar a frase, seus lábios haviam sido roubados pelo maior. Midorima havia segurado seu rosto e o beijado como nunca antes, quase desesperado, haviam tantos pedidos de desculpas naquele beijo, as lágrimas deixando aquele contato salgado, mas ainda assim delicioso.

– Me ame agora, por favor... — Sussurrou o maior, nada mais importava, naquele momento, tudo o que importava era Takao e apenas Takao. Afastou-se um pouco do moreno e retirou seu terno negro, deixando-o cair ao chão, retirou a camisa social e estremeceu de frio. — Kazunari, me abrace...

– Shin-chan... — O moreno saiu de seu torpor e sorriu levemente, Midorima era adorável, realmente adorável. Tirou sua roupa também e se aproximou do maior, abraçando-o com carinho, roçou seus lábios nos dele, aproveitando a maciez do contato suave. E então o beijou com amor, sua língua explorando cada canto daquele local, seus lábios massageando um ao outro. — Eu te amo, sabia... te amo muito. — Midorima sorriu fraco sentindo o menor retirar seus óculos.

– Eu sei... — Sussurrou sentindo Takao levá-lo para a cama, deixou seus passos acompanharem os do moreno enquanto trocavam beijos molhados e apaixonados, dessa vez não iria se segurar nem ser frio com ele. Amava-o e não o deixaria ir.

O resto de suas roupas logo se foi, deixando apenas seus corpos nus e molhados sobre a cama tão conhecida por ambos, ofegavam baixo em meio aos beijos, Midorima abraçava o pescoço do moreno, prendendo-o cada vez mais em seus beijos longos e cheios de carinho. Lentamente desfez o abraço para apertar os ombros do menor, sentindo-o alisar seu corpo. Abriu um pouco mais as pernas para que Takao se acomodasse, mas pararam e olharam nos olhos opostos.

– Nem parece você... — Murmurou o moreno, acariciando a face do maior, que corou e sorriu fraco, dando de ombros.

– Mas sou eu... — Midorima colocou uma mão entre os frios negros e suspirou, alisando seu cabelo. — Eu fui tão idiota, nanodayo... — Com a outra mão passou a ponta do dedão sobre os lábios do moreno, observando aquele sorriso que tanto amava. Beijou-o novamente, um beijo lento e calmo, seus lábios cúmplices de uma paixão incontrolável.

Então o calor aumentou e seus beijos ficaram intensos, rápidos, como se cada segundo fosse tarde demais. Pele contra pele, aquela sensação era maravilhosa para ambos, sentiam falta daquilo. Midorima apertava as costas de Takao, pressionando ainda mais seus corpos, arrepiou-se quando este abandonou seus lábios para então distribuir beijos por seu pescoço, sua pele ficava mais quente onde seus lábios passavam e a sensação do toque perdurava, formigando de uma maneira deliciosa.

O moreno então tomou um de seus mamilos com os dentes, o maior ofegou fechando os olhos enquanto Takao o lambia, fazendo com que cargas elétricas passassem por seu corpo, apertou o lençól da cama, sentindo Takao morder, lamber e chupar seu mamilo enquanto provocava o outro com os dedos.

– Ahh... — Não conseguiu evitar um gemido contido quando o menor desceu a mão livre até seu membro, alisando-o lentamente enquanto espalhava seu próprio pré-gozo pela extensão quente e dura, suas mãos apertavam ainda mais os lençóis. As sensações eram entorpecedoras, principalmente por ser seu moreno ali, tocando seu corpo como apenas ele saberia fazer. Sentia-se completo com Takao. — Kaz... — Arfou alto quando o moreno começou a descer os beijos por sua barriga, lambendo-a, ele sabia muito bem que aquele local era um ponto fraco do maior. O de cabelos verdes ofegava sentindo intensos arrepios.

– Shin-chan... — Sussurrou rouco estendendo a língua até a glande do maior, lambendo lentamente enquanto o encarava.

– Não fale com essa voz, Takao! — Midorima corou fortemente e Takao riu interiormente, um pouco do antigo e tímido Shin-chan estava ali a sua frente, morrendo de vergonha. Como podia um adulto ainda ter vergonha depois de tantos anos? Takao não sabia, mas achava absurdamente adorável, se pudesse tomaria Shintarou todos os dias apenas para ver aquela timidez o tempo todo.

– Tão fofo o meu Shin-chan. — O menor sorriu lambendo todo o membro do maior, fazendo-o encolher-se e gemer um tanto manhoso, fazendo-o notar ainda mais o quão excitado e ansioso estava o maior, sorriu ainda mais largo enquanto lambia seu membro, desceu um pouco os lábios, abrindo ainda mais as pernas do maior até que sua língua chegasse à entrada dele. Sorriu quando Midorima estremeceu em suas mãos, sua língua rodeava a entrada, tão ansioso quanto este para poder adentrá-lo.

Molhou dois de seus dedos e, juntamente com sua língua, adentrou um dedo no maior, escutando com muito deleite o gemido longo de seu amante, moveu sua lígua lentamente, achando realmente adorável a forma como Midorima dedicava-se a controlar sua voz sem conseguir um mínimo resultado sequer. Moveu seu dedo e sua língua, arrancando um gemido ainda mais alto de Midorima, sua boca salivava, fazendo com que escorresse por seus lábios, molhando ainda mais a entrada do maior. Retirou a língua e penetrou outro dedo, movendo-os dentro do canal quente do de cabelos verdes.

– Shin-chan, está bom? — Perguntou com um sorriso malicioso, lambendo novamente o membro do maior, que agora apertava um travesseiro contra o rosto enquanto sua cintura movia-se involuntariamente contra os dedos do moreno. Sorriu fraco e lembeu novamente a barriga do maior, voltando a ficar sobre ele, porém sem parar de estocá-lo, uniu seus membros e pressionou eu seu contra o dele, movendo-se no mesmo ritmo das estocadas, de forma que friccionava seus falos rijos e úmidos, causando sensações intensas em ambos. Colocou sua cabeça abaixo do travesseiro também e, ofegando, sussurrou ao pé da orelha de Midorima. — Shin-chaaaan... perguntei se está bom... assim? — Tocou aquele lugar mágico que conhecia muito bem no maior.

– Aaaahn! Kaz-zunari... b-baaka! — Midorima soltou o travesseiro e agarrou as costas do moreno, deixando que uma de suas mãos ficasse encarregada de apertar os fios negros e lisos de seu cabelo, mas aquilo apenas incentivou o menor a continuar a tocar no mesmo ponto. — Aaah, m-ma-is, na-nanodayo!

– Shin-chan, está tão quente... — O moreno lambeu o lóbulo da orelha do maior, mordendo no final e voltou a sussurrar roucamente, deliciando-se com as reações do outro. — Shin-chan, eu quero entrar em você... agora. — O moreno olhou diretamente para os olhos verdes de Midorima, ambos os olhos repletos de desejo e amor, uma vontade intensa de unir-se, de prometer com seus corpos que seriam eternamente um do outro. Takao sorriu sincero e feliz, encostando a testa na de Midorima, enquanto retirava seu dedo lentamente do maior e apoiava-se na cama. — Shintarou... — Midorima o abraçou com carinho, deixando que Takao se encaixasse entre suas pernas, abriu a primeira gaveta, sabendo onde o moreno guardava aquilo e lhe entregou o lubrificante, mesmo que corando intensamente, queria aquilo tanto quanto o outro. Takao não demorou muito a se preparar e deixou o pote de lado, sua glande já posicionada, porém queria olhar para Midorima, em seus olhos. — Shintarou... — Sussurrou novamente, acariciando a face corada. — Não feche os olhos.

E então começou a penetrá-lo lentamente observando a face bela de seu amado. Sorria fraco enquanto o fazia, Midorima era realmente belo de muitas formas. Amava-o ainda mais agora, a cada segundo o amava ainda mais. Acariciou a pele delicada e bem cuidada, observando os olhos perdidos brilharem e lacrimejarem de prazer e um pouco de dor, os lábios avermelhados não conseguirem se fechar por causa dos gemidos e arfadas soltas pelo maior, passou a ponta do dedo pelos lábios que tanto admirava e sorriu ainda mais, sentindo seu membro entrar, enfim, completamente dentro de Midorima, que soltava alguns gemidos com a garganta, controlando-se o máximo que podia.

Esperou um pouco e em silêncio, acariciando a face extremamente corada. Pela primeira vez, Takao não sabia o que queria falar, estava entorpecido por Midorima, estava petrificado não somente em sua beleza e atitude, mas em tudo no maior, sentia todos os seus sentimentos ainda mais fortes, não podia evitar o sorriso. Realmente o amava. Amava muito. Alisou os cabelos esverdeados e sorriu fraco, depositando um selo casto na testa do maior.

Midorima suspirou fechando os olhos e sorriu, acariciando as costas de seu parceiro enquanto beijava seu rosto. Olhou diretamente nos olhos de Takao e deixou que seus olhos conversassem, pedissem as últimas desculpas que deviam um ao outro, mas que, por fim, trocassem carinhos e palavras silenciosas de amor e paixão. Midorima então puxou seu rosto e o beijou lentamente, movendo-se devagar contra o corpo do menor, indicando que queria que ele se movesse e assim o fez.

Takao o fez tirar as costas da cama e o rodeou em um abraço, enquanto Midorima abraçava-o com força, deixando as mãos espalmadas em suas costas e assim Takao passou a mover-se devagar, porém profundamente no maior, estocava-o com carinho, tomando cuidado para não machucá-lo. Suas vozes então começaram a se misturar pelo recinto, cúmplices daquele ato de sentimentos extremos, de sensações absurdas.

Um beijo necessitado foi começado pelo moreno, que logo apoiou-se na cama e aumentou o ritmo de suas estocadas, deliciando-se com os lábios de Midorima, que agora cravava as unhas levemente em suas costas, aproveitando as milhares de sensações que apenas Takao poderia lhe dar, gemia e ofegava, sem conseguir tirar os olhos de seu parceiro.

Queria mais e mais, queria tê-lo para sempre.

– Kazu... — Gemeu o nome do moreno ao sentir o membro do menor passar num local que lhe fez sentir várias sensações incríveis, arranhou as costas do mesmo e o encarou, seus corpos moviam-se juntos, no ritmo escolhido pelo moreno, que aumentava gradativamente o ritmo das estocadas, trazendo gemidos cada vez mais altos a Midorima. — Mn... aaah, Kazuna... aaahh!

Midorima fechou os olhos com força e soltou a cintura do maior de seu abraço apertado, abrindo ainda mais suas pernas, de forma que o moreno conseguiu ainda mais espaço para estocá-lo, causando sensações ainda mais intensas. Já não podia controlar sua voz e seus sentimentos, mas também não o queria fazer, queria deixar tudo fluir, deixar que seu corpo, mente e alma absorvessem e despejassem todo o amor possível existente entre ambos.

O maior jogou o rosto para o lado gemendo alto, de forma que Takao passou a beijar seu pescoço, causando-lhe sensações ainda melhores. Seus olhos passearam pelo quarto de seu amado, suas roupas jogadas, fotos suas, um lugar aconchegante, quente e cheio de amor. Conhecia tão bem cada cantinho daquele lugar. Fechou os olhos sentindo-se mergulhar num mar de sentimentos e sorriu enquanto as lágrimas vinham.

– Kazu... — Gemeu um pouco mais alto ao abraçar o pescoço de seu parceiro, sentindo-o apertar suas coxas e arfar com mais intensidade, sabia que logo ele chegaria ao seu limite. — Eu te amo tanto... — Ofegava, movendo seu corpo juntamente a Takao, seus olhos voltaram a se conectar e sorriram um ao outro, gemendo juntos, compartilhando aquele amor transformado em prazer e as lágrimas rolaram pelo rosto do maior, fazendo com que Takao o beijasse com amor.

Midorima gemeu alto em meio ao beijo, quase um grito, quando Takao passou a chocar-se com certa força contra si, saindo e entrando repentinamente, tocando sempre naquele mesmo local mágico dentro de si, seu corpo logo começou a reagir com espasmos intensos, começava a perder controle de absolutamente tudo, seus olhos reviravam de prazer enquanto soltava gritos extasiados e arranhava tudo de Takao que pudesse tocar, sua cabeça estava jogada para trás.

– KAZUNARI! — Acabou gritando o nome de seu parceiro ao chegar ao limite de seu prazer, pressionando os olhos com força, sentindo Takao liberar seu líquido dentro de si também. Beijaram-se novamente com pressa, apertando-se com tanta força que achavam que mais um pouco e se fundiriam em um só, seus corpos movendo-se inquietos pelo recente ato enquanto seus lábios moviam-se frenéticos.

Aos poucos diminuíam o ritmo dos beijos até pararem olhando um para o outro, Takao já não estava dentro do maior e estavam deitados de lado, de frente um ao outro, com pequenos e sinceros sorrisos nos lábios. Era como um sonho. Um lindo, perfeito e amável sonho.

– Shin-chan... — Sussurrou o moreno atraindo o olhar atento do maior. — Quer casar comigo?

Midorima arregalou os olhos... e milhares de coisas aconteceram com seu corpo e mente ao mesmo tempo. Sentiu todas as partes de seu corpo arrepiarem, seu corpo começou a tremer involuntariamente e seu rosto aqueceu quase que em milésimos de segundos, sua respiração ficou completamente difícil, quase como se tivesse esquecido como se faz essa coisa difícil, sua voz não existia mais, sua mente estava completamente confusa, pensava em tudo o que ocorrera entre ele e Takao e ao mesmo tempo pensava no que haviam acabado de fazer e no pedido e ao mesmo tempo pensava que não conseguiria ficar sem ele, que estava feliz e poderia morrer naquele exato segundo. Ah, confuso demais!

Mas não, tudo que fez foi ficar completamente sem jeito e assustado, chorando sem nem ao menos notar e com falta de ar.

– Shin-chan... Shin-chan! — Takao sentou-se preocupado e segurou os ombros do parceiro. — Shin-chan, você está bem? SHINTAROU! — O moreno berrou sacudindo o corpo do maior, que despertou de seu torpor, mas continuava muito confuso.

– O... o que disse? — Sua voz saiu num fio, travada e envergonhada, ainda desacreditada. Takao sorriu fraco e acariciou a face corada, enquanto Shintarou sentava de frente para si, um tanto curvado para frente, deixando seus rostos na mesma altura.

– Quer casar comigo? — Repetiu num murmúrio fraco e descontraído, porém apaixonado. — Shin-chan, eu te amo muito e você me ama, não é? E sempre estivemos juntos, não quero te perder mais, quero que seja meu e só meu. — Takao o abraçou com carinho, alisando seu cabelo lentamente, de forma que sua cabeça ficou repousada no ombro do moreno. — Quero ficar ao seu lado para sempre, morar junto, fazer a comida, compras, limpar a casa... — Riu baixo apertando Shintarou em seus braços. — Arrumar o seu terno de manhã enquanto você escuta ao Oha-Asa, fazer nosso café da manhã juntos. Shin-chan, não posso te perder mais uma vez. Só existe você a minha vida e sem você, eu... eu fico sem rumo, Shin-chan. — Takao segurou o rosto do maior e sorriu fraco, observando as lágrimas finas escorrerem por aquela bela face. Shintarou era um tsundere realmente adorável. — Case-se comigo e eu prometo que vou me esforçar todos os dias para te fazer o homem mais feliz do mundo, Shin-chan, e, quando não puder te fazer sorrir, serei eu a te segurar para que não caia.

– Kazu...

– Antes... — Kazunari suspirou um tanto nervoso, mas sorriu e selou com carinho os lábios do maior, apenas massageando-os e logo os abandonou. — Quero que saiba que te amo desde a primeira vez que te vi e vou te amar para sempre. Pode ser muito clichê tudo isso que eu te disse... mas a vida é meio clichê, não é? — Takao riu baixo com algumas poucas lágrimas caminhando sem sua permissão por seus olhos. — Shintarou, você me faz o homem mais feliz do mundo e eu te agradeço por isso. — Sorriu fraco. Estava sendo realmente sincero, cada palavra tinha um pouco de seus sonhos e sentimentos, agora bastava que aquilo alcançasse o homem a sua frente, mas ficou surpreso quando Midorima o encarou uma última vez antes de colocar as mãos no rosto e chorar audivelmente. — Shin-chan...

– K-Kazu... eu... — Mas ele soluçava muito, sem conseguir controlar as emoções que o tomavam. Jogou-se nos braços do maior, sorrindo e chorando ao mesmo tempo. — Eu quero casar com você, eu quero muito!

Takao respirou fundo completamente aliviado e surpreso. Não sabiam mais o que sentir, era como se um enorme peso houvesse saído de seus ombros, estavam realmente felizes e sabiam que nada mudaria isso.

Midorima sorriu sincero pensando em ir até o cemitério agradecer a Kise pelas inúmeras conversas sobre Takao, por tê-lo feito notar o quanto amava aquele escorpiano irritante. Muito obrigado, Kise..., pensou antes de deitar-se ao lado de seu amado Takao e fechar os olhos para dormir no lugar ao qual pertencia: ao lado do amor de sua vida.

– Takao! Levante-se! — O moreno escutou uma voz autoritária e abriu os olhos lentamente, esperando encontrar Midorima deitado ao seu lado, porém este estava em pé já vestido e com suas faixas enroladas perfeitamente nos dedos, sua expressão irritadiça de sempre já lhe estampava a face. Takao suspirou, então Midorima não havia realmente mudado? — Já escutei ao Oha-Asa, vou para a minha casa separar minhas coisas para voltar ao trabalho, nanodayo. Pare de ser irresponsável e vá se arrumar, há pacientes o esperando, sabe?

– Shin-chan... — Sussurrou, havia ficado triste, realmente triste. Tudo parecera tão perfeito na noite anterior.

– Kazu, você é lerdo demais, nanodayo... — Takao arregalou os olhos ao escutar a risada gostosa de Midorima, que sentou em seu colo e abraçou seu pescoço, beijando-lhe a face. — Hoje você está de folga, lembra? Vá se arrumar, vamos tomar café fora hoje... — Midorima sorriu novamente e lhe roubou um selinho antes de se levantar e correr para fora. — Depois vamos à uma imobiliária procurar nossa casa, nanodayo! — Exclamou Midorima já fora do quarto, deixando um embasbacado Takao com os dedos sobre os lábios e um olhar surpreso na porta.
Mas logo Midorima apareceu na porta, ajeitando os óculos, olhou nos olhos de Takao por algum tempo e moveu levemente a cabeça para o lado, seu rosto começando a ficar extremamente vermelho, deixando Takao realmente confuso, mas ele se aproximou do moreno e beijou-lhe a face, sussurrando quase inaudivelmente um "bom-dia, meu amor", para em seguida caminhar às pressas para fora, seu rosto mais vermelho do que nunca.

– Tão tsundere que chega a ser assustadoramente fofo, esse meu Shin-chan... — Divagou Takao com as recentes palavras de seu amado ainda fluindo por sua mente. Era como viver seu sonho. Respirou fundo e escondeu o rosto nas mãos, sentia-se envergonhado, então logo riu com a sensação. — Shin-chan... baka... fazendo eu me sentir um adolescente vivenciando o primeiro amor.

– Mas eu sou seu primeiro amor, Kazu... — Escutou a voz do maior vinda do corredor e sorriu fraco. — Não sou?

– Sim, Shin-chan, você é... e o último também... Bakanodayo. — Escutou uma risadinha baixa.

Midorima sorria fraco, tentando controlar sua felicidade encostado na parede com as mãos apertando a barra de sua camisa, sentindo o rosto esquentar cada vez mais e formigar conforme o sangue lhe subia à face. Sentia-se um adolescente vivendo um sonho.

Completamente apaixonado.

"Idiota"..., pensou.

Fim...

Aomine Daiko.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!