Memories
1 Wake Up In A Strange Place
Notas iniciais
Enjoy...
Era noite em Asgard, e Loki era levado de sua cela pelos guardas até o palácio, onde Odin iria o julgar novamente. Ele se debatia nos braços dos guardas, tentando inutilmente fugir pois tinha um pressentimento que ele não sairia do palácio vivo. A mordaça deixavam seus protestos quase inaudíveis, mas mesmo assim, Loki protestava.
Passou pelas portas do palácio e foi jogado no chão pelos guardas com toda força. Seus cabelos que agora eram longos devido ao tempo que havia passado na prisão caiam pelo seu rosto. As íris verdes ardiam em ódio e lá no fundo, medo do que estava por vir.
Odin se levantou de seu trono. Seu rosto revelava pura raiva e pena ao olhar para o filho adotivo. O Pai de Todos abriu a boca para se pronunciar, mas foi interrompido pelo barulho de uma porta se abrindo com toda a força. Thor entrou na sala com Mjolnir em mãos.
–Pai, eu lhe imploro... –ele começou a falar
–Calado! –Odin o interrompeu
Loki olhava tudo de relance. Não se atrevia levantar a cabeça mais do que precisava para ver o Pai de Todos e Thor. Uma onda de raiva o percorreu. Ele estava com medo, e isso era a pior coisa que o deus da trapaça poderia sentir. Odin fez um gesto com a mão e um guarda retirou bruscamente a mordaça de Loki.
–Loki, você é culpado por matar um guarda enquanto cumpria pena em Asgard... –Odin começou novamente
Era verdade. Ele pôde aguentar a raiva pelos primeiros meses na prisão, mas depois de um tempo, ele iria explodir. Havia sido naquela manhã que tudo aconteceu. Um guarda, o mesmo guarda de sempre, levara a comida para os poucos presos da prisão de Asgard. Mas foi quando jogou o prato derramando tudo em cima de Loki que ele não aguentou. Em um movimento rápido e quase imperceptível, agarrou o pescoço do guarda que pedia por misericórdia. Porém, misericórdia não era um dos fortes do deus da trapaça. Pouco tempo depois, o homem caiu morto no chão, e para o azar de Loki, outros dois guardas viram, e contaram o ocorrido a Odin. Este, agora, falava. Mas Loki nem se quer dava ouvidos, até proferir uma frase:
–Terei que condena-lo a morte.
Os olhos do asgardiano se voltaram para Odin. Era impossível esconder o medo que circundava por eles.
–Tentei ser bom, e lhe dar apenas a prisão, mas se esta é a única solução...
–Pai, por favor. Deixe-me falar! –Thor reclamou –Eu mudei, meu pai. E se eu mudei, Loki é capaz de tal ato.
–Você mudou por ter uma experiência na terra, sem seus poderes.
–Faça-o com Loki. Dê-lhe uma chance. –Thor suplicou
Loki não sabia o que era pior. A sensação de que iria ser morto, ou a imbecil opinião de Thor. Tudo que Loki tinha eram seus poderes, se o tirassem, o que ele seria?
–Mesmo que tirássemos seus poderes, a mente de Loki é cheia de truques. Seria perigoso se mandássemos para Midgard outra vez. –Odin falou
–Então tire-lhe a memória! –Thor gritou
Loki arregalou os olhos ainda mais. Tirar-lhe a memória? Era um absurdo. Mas pareceu mais assustado ainda ao ver que Odin considerou a opinião.
Os olhos de Thor marejavam. Odin olhou rapidamente para Loki antes de tomar novamente a palavra.
–Pois bem. Loki, você será mandado para Midgard. Sem memória e sem poderes...
–Não! –Loki gritou –Tudo menos isso!
Mas já era tarde. Odin pegou seu bastão e o levantou na direção de Loki que agora tentava como nunca fugir. O Pai de Todos começou a proferir algumas palavras e ele sentiu que um vazio o tomava. Sentiu seus poderes se esvaindo, e suas memórias iam com ele. Então, Loki desmaiou.
Thor olhou para o irmão mais novo com pena, mas com um grande alívio de saber que ele não seria morto.
–Quando Loki realmente se mostrar digno de voltar a Asgard, terá suas memórias e poderes de volta... Até lá...
Odin fez um gesto para os guardas, para que o colocassem em uma das passagens para Midgard. Antes que o corpo inconsciente de Loki fosse jogado para a Terra, Thor pôs um papel em sua mão.
–Você vai entender, irmão...
E então, Loki foi jogado sem piedade para Midgard, onde teria sua punição.
***
Loki abriu os olhos. Estava deitado, aparentemente, em um quintal. A grama estava levemente molhada graças a geada da noite. Ele só realmente acordou, quando o irrigador fez seu trabalho de molhar a grama mais ainda, molhando também o deus.
Ele se levantou rapidamente fugindo dos jatos de água que insistiam em molha-lo. Loki olhou em volta. O sol havia nascido não fazia muito tempo, e incomodava os olhos dele. Ele sentiu uma coisa em sua mão. Um pequeno papel. Loki não fazia ideia de como ele conseguiu aquilo... Ele não fazia ideia de nada.
Tentou se lembrar de onde veio, como foi parar ali e quem ele era, mas parecia impossível. Tudo que ele conseguia lembrar eram de vultos de capas, que passavam por ele. Loki resolveu abrir o papel para ver seu conteúdo. Ficou decepcionado ao ver apenas uma palavra que não fazia-lhe sentido: “Loki”
Ele vagueou novamente pela sua mente, mas nada... Sentia uma dor quase insuportável ao tentar se lembrar. Foi então que ele ouviu um barulho. Ele podia ouvir com clareza passos leves que vinham de dentro da casa que estava atrás dele. Resolveu, então, olhar.
Descendo as escadas da casa, uma mulher de cabelos vermelhos completamente bagunçados vinha. Ela estava usando uma camisa maior que seu corpo e um short colorido que chamava a atenção de qualquer um. A mulher iria passar direto, sem ver o homem que a espionava pela porta de vidro que levava ao quintal... Iria.
Ela se virou rapidamente para olhar o quintal e teve uma surpresa ao vê-lo. Loki estava parado ali, todo molhado. Os cabelos longos e negros grudados na camiseta que ele usava e outros em seu rosto, juntamente com punhados de grama.
A mulher arregalou os olhos e correu de volta para o andar de cima, deixando Loki confuso. Ele, com certa dificuldade, abriu a porta de vidro e entrou na casa indo atrás da mulher. Subiu as escadas e pôde ver o vulto dela entrando em um dos quartos.
–Olá? –ele falou
E nesse momento, a porta bateu com toda força em seu rosto, fazendo seu nariz sangrar e acabou desmaiando com a dor.
Notas finais
Estou esperando os rewiens...
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