Memories
62 "Agradecimentos...
Notas iniciais
São incapazes de expressar quão grato me sinto.” – Frau
Mesmo preso a esse trabalho — do qual reclamo, apesar de não ser exatamente contra —, eu ainda fico feliz e grato. E sempre que vou à Terra, perco-me em pensamentos, tentando imaginar como vocês estão.
Sempre penso se vocês estão sorrindo. Se o pirralho maldito está bem. Porque, claro, eu sabia que ele estava de volta. Uma vez que ele tenha me levado ao meu “destino final”, e me libertado da foice, eu observei o que lhe sucedeu.
Observei sua reunião — estive nela, para ser mais exato —, observei quando ele teve de escolher como renascer (pois, certamente, seus três desejos haviam sido completos), e observei quando ele nasceu pela segunda vez, do ventre da mesma mulher.
E me senti feliz, porque ele teria sua segunda chance. E, dessa vez, sua felicidade não seria corrompida pela guerra, não perderia sua família, e poderia viver ao lado de quem amou e viria a amar.
E todos estariam bem assim. Inclusive eu.
Por isso que, apesar de muito reclamar do trabalho, eu o fazia sem pestanejar. Eu podia, nessas ocasiões, dar uma rápida olhada em como estão indo. Podia até sorrir e ver como se divertiam, lembrando-me de quando aquele pirralho estava ao meu lado.
E lhes desejava muitos anos juntos, sorrindo daquele mesmo jeito de sempre.
E eu sabia que eles nunca me esqueciam. E eu nunca os esqueceria, mesmo após suas mortes. Porque, afinal, éramos todos... Uma família. E eu era grato a todos eles.
Mesmo se eu dissesse mil Obrigados, ainda não seria o suficiente para expressar toda minha gratidão. Ainda teria gratidão insuficiente nessas palavras.
Então eu não a dizia. Só sorria e lhes desejava mais e mais felicidade.
Porque, por enquanto, isso seria o suficiente.
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