Memories

7 Capítulo 7


Amanhecia. Não sentia vontade alguma de levantar da cama, da janela, observava o sol, a estrela mãe que nos dava vida e calor diariamente, parei e pensei comigo mesma como eu preferia e lua, ela nos dava brilho em meio à escuridão e às vezes nem dava as caras.

Finalmente tomei coragem e levantei, não sentia vontade de nada, de comer, de falar, e muito menos de andar, fui até o banheiro porque era hora da verdade. E a questão era: Estou ou não estou grávida?

Aprendi nas aulas de biologia que se eu visse um risquinho, eu não estaria grávida; e se eu visse 2, eu estaria.

Tomei coragem e fiz o teste.

Dois riscos.

Surtei quando vi eles, não queria acreditar e fiquei encarando aquilo por uns 10 minutos. Após me “acostumar” me arrumei e sair para a escola.

Chegando lá, fui direto procurar Ceci e Henrique.

— Gente olha isso.

Quando eles viram, ficaram tão surpresos e boquiabertos quanto eu. Ficaram sem reação.

A primeira de Cecília foi me abraçar e me dar parabéns, que do meu ponto de vista foi bem irônico. Henrique sabia o que eu sentia, ele somente me abraçou forte e disse que tudo ia ficar bem, ele sabia que iria.

— Gente, eu não acredito. Tipo, eu não vou ser a mesma. Daqui a 9 meses eu vou ser MÃE! Tem uma vida dentro de mim!

— Lê, SE ACALMA! Fala com o Ricardo primeiro, afinal, ele é o pai! Ele vai ter que te apoiar. Sozinha nessa você não vai estar porque nós 2 vamos estar com você pra tudo, tudo mesmo!

Após ela ter dito isso, Ricardo estava entrando no corredor com Luiza, puxei ele para o canto e comecei:

— Ricardo me escuta bem, você pode não acreditar, mas eu tenho a prova. Olha, eu, estou grávida, olha!

Quando ele ouviu isso, quase caiu para trás, ficou branco e soava.

— COMO ASSIM?! NÃO PODE ESTAR!

— A gente tava com camisinha?

— Ah é, não estávamos, eu não tinha na hora

— Ei, vamos amor, não fale com ela! – Disse Luiza estressada.

E essa foi a última coisa que ele me disse no dia, pois Luiza o puxou de mim.

Eu não sabia como seria o futuro, mas sabia que não seria como a de um adolescente comum, eu só queria chegar em casa o mais rápido possível e dormir, dormir para sempre ...