Oi, meu nome é Ângelo Carlos Albuquerque. Nome ridículo, sei, mas isso não vem ao caso. Tenho 37 anos, e só estou fazendo isso pelo incentivo de Marina, que fez também um diário.

Mas isso para mim não é diário, pois diário se escreve coisas do dia-a-dia. Isto aqui é algo em que coloco minhas memórias do passado. E também tem outra coisa, se eu chamar isto de diário, eu me penso como uma menina de 9 anos escrevendo sobre desilusões amorosas com alguém que devia ser o Zé. Zé Invisível.

Mas isso não vem ao caso. Irei dizer como fui parar nesse Internato de Crianças Poderosas.

Eu cheguei lá com 11 anos de idade, no último dia de aula do colégio. As pessoas viviam me insultando, pois achavam a cor do meu cabelo, vermelho-fogo, muito estranha.

- Olha só, o garoto anormal! Haha! Cuidado para não incendiar o colégio com esse seu cabelo viu? Haha! — Gritou um menino da minha sala.

Minha fúria atingiu ao máximo e dei um soco na cara dele.

- Olha, o fracote quer encarar não é? Haha! — Ele deu uma gargalhada e chamou seus amigos.

Não sei o que aconteceu, mas eu só vi alguma coisa estranha saindo da minha mão que atingiu o rosto de Fabrício, o menino que me provocava.

Ele caiu no chão se tremendo, todo eletrocutado, com os olhos bem abertos e a boca bem fechada.

- O que está acontecendo?- Perguntou Bocão, um dos amigos dele.

Fiquei sem reação na hora. A única coisa que consegui fazer foi sair correndo sem rumo. Saí do colégio e fiquei sentado no portão, paralisado. Quando uma voz surgiu em minha mente.

Corra. Corra até onde puder ir.

Obedeci a voz e corri o máximo possível, até que minha visão ficou embaçada e eu comecei a cair. Não consegui explicar o que estava acontecendo.

Quando caí em um colchão duro. Levei alguns segundos para me situar do que havia acontecido.

Dei uma boa olhada no local. Era super tecnológico. Depois, vi um menino pálido, baixinho, branquelo com cabelos negros.

Ele começou a se aproximar de mim.

- Oi, meu nome é Alfredo — Disse timidamente — Eu tenho 9 anos. Qual é o seu nome?

Dei uma olhada em suas vestes. Estavam rasgadas.

- Ah, meu nome é Ângelo. Tenho 11 anos — Respondi — Você também seguiu uma voz estranha e grossa?

- Sim, isso foi meio estranho, mal pude saber do que estava acontecendo. — Respondeu, quando um homem alto, moreno, com cabelos longos e olhos pretíssimos.

- Olá crianças. Me chamem de Senhor P. Alfredo, Ângelo, bem vindos ao ICP, Internato para Crianças Poderosas — Falou Sr. P. — Me sigam, por favor. Vocês serão treinadas para controlar seus poderes.

- Nós temos poderes? — Perguntei extasiado.

- Sim, sim — Ele falou nos direcionando para uma sala enorme com várias pessoas estranhas — Alfredo, procure por Geraldo, ele irá te treinar. Já eu cuido de Ângelo. — Falou o homem estranho que nos recebeu.

- O que irá fazer comigo? — Perguntei curioso e assustado.

- Irei te treinar. Vamos para a sala de controle de emoções. — Falou decidido.

Quando chegamos na tal sala, já estava ocupada.

- Ah, que pena Ângelo — Ele falou — A sala está ocupada por Tobias.

- Quem é Tobias? — Perguntei.

- É uma das crianças mais poderosas daqui. E ele tem 12 anos, apenas um ano mais velho que você. — Respondeu.

- Espera, quando eu cheguei aqui, você sabia meu nome, agora sabe minha idade, como? — Perguntei.

- Eu sei de tudo — Respondeu friamente — Agora vamos treinar você com outra coisa, já que o controle de emoções não será possível agora. Todas as salas estão ocupadas.

E me levou para um outro lugar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.