Memórias de um aniversário

1 O melhor presente de todos- One-Shot


Notas iniciais
Essa é a minha segunda fic, espero que gostem :p

Sanji estava na cozinha, preparando o almoço dos Chapéu de Palha, quando ouve alguém chama-lo.

— Ei Otou-san! -Era seu filho que havia acabado de entrar na cozinha. Ele era praticamente uma miniatura do Sanji. A única diferença era que seu cabelo era ruivo.

— O que foi, Daichi? Já está com fome? O almoço ainda vai demorar um pouco para ficar pronto.

— Não, não é isso. Eu só queria te perguntar uma coisa.

— Claro, pode perguntar. — Ele para o que estava fazendo, se vira para o filho e também se abaixa para poder ficar da altura dele e também para lhe dar melhor atenção.

— Eu queria saber o que você gostaria de ganhar de dia dos pais esse ano....eu tentei pensar em alguma coisa legal mas não consegui...tem alguma coisa que você queira?

— Dia dos pais? Não está meio cedo pra isso?

— Era só pra garantir.

— Entendo....Mas você não precisa se preocupar com isso, vou amar qualquer coisa que você me der ^^

— Eu sei, mas eu queria te dar algo especial.

— Eu admiro todo o seu esforço, minha laranjinha. Mas já tenho tudo que poderia querer, inclusive já ganhei o melhor presente que eu poderia ganhar. — O loiro sorri levemente enquanto bagunçada os cabelos alaranjados do filho.

— Sério...? E o que era esse presente? — Era visível que o pequeno tinha ficado desanimado em saber disso, mas também ficou curioso.

— Bom, já que quer saber, vou te contar a história. — Sanji levanta e segura o pequeno no colo e o põe em uma cadeira, logo ele se senta ao lado do mesmo.

— Certo...por onde vou começar....foi no meu aniversário, há 6 anos atrás. Eu não fazia nenhuma ideia do quão importante aquele dia seria, também nunca esqueceria, pois esse aniversário faria com que todos os outros fossem ainda mais especiais.

Tudo começou quando eu acordei. Eram 05:00 da manhã e ao acordar a primeira coisa que notei foi que nem o Luffy, nem o Usopp, nem aquele maldito Marimo, nem o Chopper...resumindo não tinha ninguém no quarto, só eu.

Eu estranhei isso pois eu sempre era o primeiro a acordar, mas logo imaginei que eles estivessem planejando alguma coisa. Portanto decidi fazer o que faria em um dia comum e fingi que nada estava acontecendo.

Eu tinha ido no banheiro para poder me arrumar e quando sai acabei levando um
susto ao dar de cara com Luffy. Depois disso eu perguntei onde estava todo mundo e ele praticamente me arrastou para a cozinha.

Quando chegamos a cozinha estava escura e não dava para ver quase nada. Luffy acendeu a luz e eu esperei que tivesse alguma coisa lá mas ele conseguiu me surpreender com o fato de a cozinha estar completamente igual.

— Hã? Sério? Não tinha nada de diferente?

— Pois é, foi isso que eu pensei. Mas na verdade eu apenas não tinha olhado direito.

— Então o que tinha lá?

— Eu olhei para a mesa e vi que tinha vários pratos de comida e também várias bandejas.

— Ah então eles fizeram um café da manhã para você.

— Isso.

— E nessa hora todos apareceram?

— Não, antes disso o Luffy mandou eu sentar em uma cadeira que ficava de frente para o balcão. Eu me sentei e ele foi em direção ao balcão, ficou atrás dele e se abaixou.

Eu não tinha entendido o motivo dele ter feito isso, mas logo depois fez sentido. O pessoal tinha se escondido atrás do balcão para me fazer uma surpresa. Logo depois nos juntamos e comemos aquele café da manhã juntos.

— E foi legal?

— Sim, claro. Eles fizeram um bom trabalho com a comida e a manhã foi bem agradável. E por incrível que pareça eu e aquele Marimo burro quase não brigamos.

— Mas ficou só no quase mesmo, né?

— É, quase. Enfim, mais tarde, depois do café da manhã, nós nos reunimos no convés do Sunny e foi quando eu recebi os presentes.

— Posso tentar adivinhar qual foi esse presente incrível que você ganhou?

— Claro. Bem, o primeiro presente foi o do Brook, ele me deu de presente uma música que ele havia composto sobre mim. A Robin-Chan foi a próxima e ela me deu um livro que contava mais sobre a lenda do All Blue.

— Foi esse o presente que você mais gostou?

— Não, não foi esse.

— Ah...pensei que fosse. Afinal seu sonho era ir até esse mar lendário, e não foi esse o livro que te ajudou a chegar até ele e que fez você realizar seu sonho?

— Sim, você está certo. Mas não foi esse o melhor presente.

— Ok, vou tentar de novo.

— Certo...hmm...depois foi a vez do Marimo, que me deu uma garrafa do que ele julgava ser o melhor saquê que existia. E por mais que eu odeie aquele Marimo Espadachim que tem sérios problemas de direção, não podia deixar de admitir que ele tinha bom gosto para saquê.

Usopp me deu um álbum com vários desenhos que ele mesmo fez dos momentos mais marcantes das aventuras do Bando de Chapéu de Palha. Franky me deu um kit com novos utensílios de cozinha, o que foi ótimo por que eu estava mesmo precisando e eles eram realmente muito bons.

O Chopper me deu um livro em branco. Ele disse que serviria para eu escrever minhas próprias receitas. Sua mãe me disse que daria o presente dela depois, então só restava o Luffy.

— E o que o Tio Luffy te deu?

— Ele me entregou uma carta. Mas não era uma carta qualquer.

— E de quem era? — O ruivinho ficou curioso.

— Era uma carta do Zeff. — Sanji sorri.

— Uau! Sério!? Do Ojiichan?

— Sim ^^

— Como ele conseguiu isso?

— Luffy disse que algumas semanas atrás ele mandou um bilhete para o Zeff por uma gaivota-correio pedindo para que ele escrevesse uma carta e alguns dias depois ela havia chegado. E é claro que eu fiquei totalmente surpreso e muito feliz. E eu tive que pedir para que Luffy lê-se a carta.

— Por que?

— Porque eu não conseguiria ler....

— Por que não?

— Porque eu estaria ocupado demais chorando ;u;

— Você chorou? Rsrs

— Claro que sim, fazia tempo que eu não tinha nenhum contato com o velhote. E além de ter salvado minha vida e ser meu mestre, ele é o homem que eu considero como meu pai. É por isso que você chama ele de "Ojiichan" e também é por isso que ele considera você como um neto.

— Então esse foi o melhor presente?

— Não, mas poderia ter sido.

— Então o que era esse presente!?

— Você não faz nenhuma ideia?

— Não...a única coisa que eu sei é que a única pessoa que pode ter dado esse presente incrível é a minha mãe.

— Isso mesmo. Foi ela.

— E qual foi o presente dela?

— Calma, eu já vou chegar lá. Onde eu parei...? Ah sim, o sol começou a se pôr e a sua mãe apareceu com o bolo de aniversário. Cantamos parabéns e depois o Luffy anunciou que a festa de aniversário estava começando oficialmente.

Depois, já quase no fim da festa, a sua mãe me chamou para que ela pudesse me dar o presente. E ela me deu um par de sapatos de bebê. Sabe o que isso significa?

— Hmm...que ela errou feio no tamanho do sapato? — O loiro não resiste e acaba rindo.

— Não, não é isso. Aquilo não era exatamente o meu presente.

— Mas então o que era!?

— Você, bobo.

— Hã? Eu?

— É, você.

— Então...os sapatos de bebê eram para mim...e o seu presente era eu?

— Sim. Os sapatos eram um presente pra você. Me dar aqueles sapatinhos foi apenas uma forma que sua mãe encontrou de me contar que estava esperando você. E esse foi o melhor presente que eu poderia ter ganhado em toda a minha vida. ^^

— ...Mas...como você tem tanta certeza de que eu sou o melhor presente que você ganhou?

— Oras, isso é fácil. Porque você mudou completamente a minha vida para melhor desde o momento em que eu soube que depois de alguns meses você viria ao mundo. todos os dias eu sentia uma felicidade enorme e inexplicável....e também porque, para mim, você é mais importante que qualquer coisa e eu amo você mais que tudo. — Os olhos do ruivo começaram a lacrimejar, o que fez com que o cozinheiro também ficasse emocionado.

— Otou-San...eu também te amo, obrigado por ser meu pai... — O pequeno falava com voz de choro e logo ele estaria dando um abraço no pai.

— Eu que tenho orgulho de ter você como filho....obrigado por me deixar ser seu pai e por deixar a Nami ser sua mãe...obrigado por ter nascido de nós...minha laranjinha.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!