Memórias de idiotas.

4 Doces conquistados com perigo levam a percepções bonitinhas


Notas iniciais
Yoooo! Pois é, acabei me atrasando um pouquinho, mas enfim. Aqui está o novo capitulo o/ Bjs na bunda e boua leitchura '3' [Capitulo não revisado... Como sempre.]

Eu sempre corri muito na minha infância. Na minha adolescência nem tanto, já que eu vivia em um ambiente onde os adolescentes só queria saber de ficar sentados aproveitando a companhia de seus amados e amadas, não dando mais importância as brincadeiras que praticavam quando eram mais novos.

Eu, como não tinha namorado, nem nada, tinha vontade de correr. Brincar de pega-pega, sei lá. O mais divertido era policia e ladrão. Mas sei lá, né... Com quatorze anos nas costas, ainda querendo brincar disso? Pff, bobagem... Ok, sentiu o meu sarcasmo, né? Pois é.

Eu estava pouco me fudendo com a minha idade, eu ainda queria brincar, sabe? Mas meus amigos, mais maduros do que eu, viravam a cara quando eu falava disso. Até que chegou um dia que eu parei com isso...

Mas havia uma coisa que nós fazíamos que era papel de criança fazer, que era pedir prenda para a festa junina que ocorria na escola. Isso não era tão divertido assim, já que não era uma tarefa para correr, brincar e blá blá blá. O único lado bom é que quando pedíamos prenda nas mansões perto da escola, sempre encarávamos a parte de dentro da casa ou da garagem, quando o morador ou a empregada abria a porta. Na moral, naquele tempo não imaginava que casa de rico poderia ser algo tão dahora, com seis carros na garagem e dois cachorros brancos de raça.

Sim, tinha uma casa que era assim...

–Vamos? –Falou Maria, pegando sua mochila. –Cadê o Douglas, ele não vai?

–Diz ele que não iria... –Falei.

–Tsc, esquece. O pessoal todo não vai?

–Aline foi pra casa junto com as “Teka”. -Teka’ era o apelido da “Stephanie” ... (Droga, não sei escrever o nome dela, mesmo!). –Bruna e Erick nem gostam de pedir prenda, o Luciano nem se fala e a Beatriz tinha que fazer trabalho...

–Só sobrou a gente?

–Só sobrou a gente.

Ela me encarou e eu encarei ela. Demos uma risadinha e saímos da sala de aula, saindo da escola e começando a andar pelas ruas calmas e chiques.

Naquele dia não estava fazendo tanto sol. O dia estava fresco, com o seu limpo de nuvens e uma leve brisa assoprava para nos aliviar.

Pedimos em cada casa. Os moradores as vezes nos ignoravam, alguns falavam pelo interfone dizendo “Já pediram pra gente”, e alguns atendiam. Naquele dia até que conseguimos pegar alguns doces e comidas dos moradores; não sei o que estava acontecendo, eles estavam bem generosos.

Foi aí que quando eu e a Maria estávamos indo pedir na ultima rua, quando estávamos subindo, ouvimos alguns gritos de alguns moleques, que acabam aparecendo virando a esquina correndo em desespero.

Eu conhecia aqueles garotos, eles eram da nossa escola, porém de salas diferentes. Eram os populares na escola, tinha certeza.

–Ei, é o grupinho do Luís! –Falou Maria. –Por que estão correndo?

–SAI DA FRENTE, PORRA!!! –Eles desciam e chegaram perto da gente. Quando chegaram perto, ouvimos alguns latidos e quando percebemos... Os imbecis estavam sendo perseguidos por dois cachorros que nem sei qual era raça. Só sei que estavam bravos!

Eu e a Maria nem pensamos direito, só saímos correndo acompanhando os moleques. Eles gritavam e a gente gritava, estávamos em pânico!

Para uma pessoa que queria correr como eu, meu pedido foi atendido. Mas da maneira errada.

Descemos as ruas correndo em desespero, numa decida meio íngreme, não se importando com nosso joelhos que aos poucos ficavam doloridos por causa do impacto da perna. Eu e a Maria fizemos a mesma coisa que aqueles meninos no mínimo fizeram algumas ruas atrás. Largamos a mochila no chão e passamos a correr com mais facilidade.

Gritávamos. Ahh, mas nós gritávamos pra caralho! Nem escutávamos mais os latidos dos cachorros, pois os nossos gritos faziam eco na rua pouco movimentada.

Eu e o pessoal corremos de volta pra escola que estava algumas ruas mais a baixo, e quando viramos o muro entrando pela garagem da escola, percebemos que não havia mais movimentação. Não havia mais nenhum cachorro, nem nada...

No mínimo chegou um momento que a gente parou de ser perseguidos pelos animais, mas nem nos damos conta porquê, o medo era tanto...

–MEU DEUS, EU ACHEI QUE IA MORRER, VELHO! –Disse um dos garotos, sentando no chão.

–CARALHO MANO... –Disse Maria, cansada. – V-vocês são loucos!?

–Mano, a gente não fez nada! A gente tava pedindo prenda na casa de um cara, daí ele abre a porta e do nada sai dois cachorros correndo atrás da gente! Só sei que eu comecei a correr e até larguei minha mochila. –Disse o Luís, cansado que nem a Maria.

–Nossa véi, fiquei com medo... –Disse eu, colocando o rosto para fora do muro. –Acho que não tem mais nada... Maria, vamos pegar nossas mochilas.

–Tá bom... –Disse ela.

–Ei, ei! A gente vai com você... –Disse Luís, sendo acompanhado por seus amigos.

Eles nos acompanharam algumas ruas a cima até achar nossas mochilas. Eu e a Maria caminhávamos atrás deles, enquanto víamos aqueles babacas brincarem no meio da rua, falando coisas idiotas acompanhadas de alguns palavrões.

–E aí, Sabrina... Lembro que você um dia desses me falou que sentia saudades do tempo que ainda brincávamos de pega-pega... –Disse Maria.

–Pois é.

–Pois é? Ué, acabamos de correr muito, cara! Acabamos de brincar de pega-pega, com a única diferença; se a gente fosse pega, estaríamos mortas! Hahahaha.

–Heh... Pois é...

–Ouw, está bem? Tá meio distraída...

–... Hm... Tô não...

Foi aí que percebi uma coisa naquele começo de tarde fresco com céu de poucas nuvens e sol não tão quente, acompanhado de doces dentro de sacolas, conquistados com muito suor depois de uma corrida pela sobrevivência; até que aquele Luís era bonitinho...


[...]

Notas finais
Não... Essa fanfic não vai virar romance, não se preocupe... Até porq minha adolescência nunca foi romântica G_G KKK Gostou? Gostou. Não gostou? Não gostou. COMENTE! Me ajuda demais da conta -D