Memórias de idiotas.
2 Campainhas de novo e... Amoras!
Notas iniciais
Troquei a capa... Achei bonitinha G_G
Parando agora pra pensar, realmente é muito divertido apertar a campainha dos outros e sair correndo... Sério, eu realmente gostava de fazer isso, e as vezes dá vontade de apertar a porra do botão barulhento e sair correndo como se não houvesse amanhã... Mas aí eu penso que estou velha de mais para fazer isso e que minhas habilidades de corrida foram perdidas, então, eu deixo quieto.
Mas quando olho para a campainha eu me lembro do dia que o guardinha perseguiu eu e meu amigo, e do dia que a moradora de uma mansão saiu de sua casa DE CARRO para nos perseguir. Acho que deu mais medo do dia que o guardinha me perseguiu de bicicleta. Naquele dia, me lembro bem que além do meu amigo Douglas, estava a minha outra amiga, Maria. Eu e ela naquela época éramos melhores amigas, nos adorávamos... E hoje em dia, quando uma passa do lado da outra, o máximo que olha é um “E aí”. Meio triste, mas ok. Estava fazendo muito calor e estava seco, fazia tempo que não chovia; era o tipo de tempo que eu corria e logo passava a precisando fazer a bombinha...–Ei, ei, vamos apertar a campainha dela. –Dizia a Maria, que parou na frente do grande portão. A gente estava indo em direção ao parquinho para passar o tempo. O parquinho era infantil, com brinquedos para crianças de até 6 anos... Não era muito divertido já que não havia brinquedos para a nossa idade, mas a gente ficava por lá mesmo assim. –Véi, tá muito calor. E essa véia’ já está de saco cheio da gente, não está? –Digo eu, sentindo minha testa soar. Sério, estava quente! –Idaí, vamos, é a ultima vez! –Insiste ela. –Maria, vamos embora... –Diz Douglas, puxando o braço dela. –Quero sentar naquele balanço ali, ele está vazio. –Se sentar nele vai quebrá-lo, seu gordo! –Falo dando risada. –Vai se ferrar sua preta. –Branco nojento! Eu me lembro que quando eu e o Douglas estávamos discutindo, a maldita da Maria se soltou do braço do Douglas e foi apertar a campainha da velha. Só sei que a única coisa que eu vi foi ela saindo correndo na nossa frente chamando a atenção de nós dois, e quando olhamos pra trás, a garagem estava sendo aberta... E DA GARAGEM SAI A MULHER COM O SEU SANTA FÉ! SIM, UM SANTA FÉ, ME LEMBRO BEM; DIRIGINDO ATRÁS DA GENTE. Sério... Estava quente, estava calor, estava seco... E mesmo assim eu corri. O Douglas claramente me passou, por que aquele gordo filho da puta realmente sabe correr, e eu, a idiota aqui, corria por sua vida. Sabe-se lá o que aquela velha queria da gente correndo com o carro... Aposto que levaria a gente pra delegacia, por que tinha uma lá perto! Nós três fomos mais pra dentro das ruas residenciais, passando por ruas calmas, com bastante arvores e casarões enoormes. E o carro não parava de nos perseguir. Até que Maria entra numa ruazinha e eu sigo ela, já não sabia mais por onde eu estava indo, mas a seguia. E Douglas, nem via mais o Douglas, taquei o foda-se nele! E nos escondemos atrás de umas lixeiras grandes que havia por ali. O carro passou reto e Maria e eu continuávamos escondidas. –Maria, eu te odeio... –Digo com a respiração pesada, sentindo meu coração palpitar para fora do meu peito. Sentia até a minha veia do pescoço saltar!–Vai me dizer que não foi divertido!? –Disse dando risada. –Tsc... Cadê o Douglas?–Sei lá... –Vamos procurar ele. A gente sai por de trás da grande lixeira e começamos a andar por de baixo do sol escaldante. Andávamos e andávamos, e eu ainda continuava não sabendo onde estava. Nunca havia ido naquela rua tão diferente. Até que depois de alguns minutos de caminhada, finalmente encontramos o parquinho infantil. Percebi que a gente correu tanto, que subimos umas quatro ruas a cima da onde a gente estava... Quando chegamos no parquinho, encontramos o Douglas, sentado no banco calmamente.–Como chegou aqui? –Perguntou Maria surpresa.–Vocês são idiotas, eu corri pro parquinho e sentei aqui, fingindo que não estava acontecendo nada... Só vi o carro seguindo vocês... –Porra Douglas, tu é mó’ vacilão! –Digo indignada. –Vacilão nada, aqui é inteligência. Cansadas, Maria e eu sentamos no banco ao lado dele, sentindo as pernas doerem e o suor escorrer como nunca em nossos rostos parando no pescoço. Subindo e descendo o peito, cansadas... Bate um ventinho, balançando as arvores fazendo um barulho de folhas que me acalma, e fico observando os condomínios de luxo que estavam de frente para nós, do outro lado da rua. Não sei por que, mas olhar para aqueles condomínios caros, sentindo o ambiente calmo que aquela rua estava tendo, vendo os poucos carros que passavam por ali em velocidade normal, me deixava relaxada ao ponto de sentir sono. Bocejo. Só não fechei os olhos por que minha barriga roncou. –Estou com fome... –Diz Maria. –Correr daquele jeito me deixou com muita fome. –A gente deveria parar com isso... Temos 14 anos, véi! Oitava série já deu... Ficar tocando capainha mais não.–É, precisamos crescer. –Digo. –E concordo com a Maria, estou com fome também. Ficamos alguns minutos calados, até que...
–Vamos pegar amoras.–É, estamos na época de amoras, vamos comer algumas.–Tem uma arvore que está cheia. Me dê pesinho pra eu subir. –Ok. E fomos lá, nós, adolescentes tentando ser maduros, mas não resistem a tocar campainhas e subir em arvores para comer amoras...
Notas finais
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me ajuda demais da conta -D
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