Notas iniciais
Demorei bastante (preguiça forte!), mas aqui enfim está o capítulo 4, a pedido desesperador da Lara_Benatti, que está se mostrando uma fã árdua, hein?

Espero que vocês gostem, a história já se aproxima do desfecho misterioso...

Bruce levantou o olhar e fitou uma janela. Já era noite, e as primeiras gotas de chuva caíram, enquanto um pequeno show de luzes dos relâmpagos acontecia.

O rapaz abriu os ohos. Não sabia quanto tempo se passara, mas ainda estava escuro. A luz do luar era parcialmente barrada pelo céu carregado de pesadas nuvens.

Ao levantar a cabeça, uma estranha sensação o invadiu repentinamente, fazendo sua mente flutuar levemente. Então, um enorme jorro de luz invadiu todo o ambiente, iluminando a sala de jantar. E, como em sonho, Bruce entendeu que, mesmo provavelmente impossível, aquele não era o tempo Presente.

O local estava silencioso. Os raios luminosos do Sol penetravam através das janelas. Logo, apareceu no balcão, no hall de entrada, um homem alto, de cabelos morenos pouco grisalhos, e olhos azuis como o céu. Observou-o por alguns instantes, esperando que o homem notase Bruce. Mas, então, o homem pegou de debaixo do balcão uma plaquinha dourada, e colocou-a sobre o balcão, bem à sua frente. A placa possuía claras e legíveis letras: \"Sr. Franky Bucker\".

\"Pai!\", gritou Bruce, em sua mente. Por um momento, tentou correr para abraçá-lo, mas por fim hesitando, quando percebeu que realmente não estava ali. Seu pai não o podia ver. Uma lágrima atravessou sua face transtornada, cessando assim que um outro homem, estranho, vestido com uma capa acinzentada e um chapéu cobrindo seu rosto, carregando uma mala média, simples, passou pela entrada principal, e atravessou o hall até o balcão.

\"É o cara sobre quem Billy esreveu em seu diário\" pensou Bruce. \"Estou em 23 de dezembro!\". O coração de Bruce disparou fervorosamente, enquanto o pai levava o novo hóspede ao seu devido quarto, no segundo andar.

Do modo que surgiu, o jorro de luz se foi, e Bruce viu-se próximo ao quarto de Billy Galbe. Estava escuro, mas havia luzes acesas pelos corredores. Ouviu passos na escada, e três vultos surgiram em meio à semi-escuridão. Quado aproximaram-se, identificou o sr. Franky, seu pai, o sr. Billy, e ele mesmo, Bruce, com oito anos de idade. A criança e o pai tomaram caminho do quarto onde moravam, despedindo-se de Billy, que, mancando pela quase idade idosa, aproximou-se mais, em direção ao seu quarto. Logo, o silêncio reinava novamente. Em meio à ainda quase escuridão, algo fez Bruce gelar.

\"Bruce\", o jovem ouviu. Lhe era uma voz familiar, mas perdida em meio à tantas lembranças e sofrimento. \"Bruce\", ouviu novamente.

- Quem é? Diga o que quer de mim!

- Ah, Bruce, Bruce, há quanto tempo! — Um novo vulto se aproximava, vindo do fundo do corredor.

\"Espere, Bruce, seu tolo. Esqueceu de que as pessas não te veem? Você NÃO ESTÁ aqui! Tudo é um sonho, um pesadelo...\", pensou.

- Não, isso não é um sonho, Bruce... — e o vulto fez-se ver. Surgiu um senhor, já de certa idade, mas com o corpo semitranslúcido.

- Você... — Bruce perdeu o ar. Agora estava ainda mais confuso.

- Bruce, não diga que não reconheceu seu melhor amigo de infância?

- O senhor...?! Não, é sim tudo um pesadelo... — Bruce balançava a cabeça negativamente.

- Sim, bruce. Sou Billy Galbe, e é um prazer revê-lo. Vejo que tardou, mas enfim encontrou meu diário, não?

- S-sim... Epa, não era pra você estar morto... FANTASMA? — Bruce pulou de susto.

- Calma, meu jovem.

- CALMA? COMO POSSO TER CALMA? — Bruce estava visivelmente aflito.

- Bruce, foram anos que nem o Tempo conseguiu ajudar...

- Você matou os meus pais!

E um profundo silêncio preencheu o local. Bruce estava nervoso, e o fantasma de Billy Galbe fitava o jovem. Seus olhos eram de olhar profundo, mas não podia identificar-se pesar neles.

- Bruce, preciso cumprir minha missão por agora.

- E o que essa missão tem de mais importante que a morte de meus pais?

- Você não compreende.

- O que eu não compreendo? DIGA-ME!

- A verdade, Bruce. A verdade...

Notas finais
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