Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! E aqui estou eu com o penúltimo capítulo da história e eu não tenho palavras para expressar a minha felicidade. Obrigada AndreaNeves pelo comentário no capítulo anterior. Espero de verdade que goste desse. Obrigada a todos que estão lendo e acompanhando. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO XI – MEMÓRIAS DE NOVEMBRO

CAPÍTULO XXIX – VIDA NOVA

Meu corpo dói. Era como se um caminhão tivesse passado por cima de mim. Duas vezes. Tento abrir meus olhos, mas logo me arrependo de minha decisão, ao sentir a claridade maltratar minha visão sensível. Algo pesado está sobre minha mão. Decido tentar abrir meus olhos novamente, mas dessa vez, mais lentamente para me acostumar com o ambiente iluminado.

Olho para a minha mão, onde sentia o peso e me surpreendo ao ver Tony dormindo sobre ela. Não preciso analisar muito o ambiente para saber que eu estava em um hospital. Com cuidado para não acordar o homem, retiro minha mão debaixo dele e tento me sentar, mas a dor em meu corpo, em especial em minha barriga, não ajuda em nada e acabo desistindo. Até mesmo respirar estava sendo difícil.

— Steve...? – Sussurra Tony, acordando.

— Desculpa te acordar. – Digo, com a garganta rouca pela falta de uso.

— Não tem problema. Você está bem? Sente alguma dor? – Questiona, preocupado, aproximando-se mais de mim. Sorrio fracamente e suspiro ao sentir a dor em meu corpo.

— Meu corpo inteiro está doendo, mas eu estou bem. – Respondo, enquanto tento me levantar mais uma vez, só que as fortes dores em meu corpo me fazem desistir da ideia. Tony me ampara e me ajuda a deitar de novo.

— É melhor não se levantar. O canivete que entrou no seu abdome fez um corte profundo, então você teve que levar alguns pontos, além de ter machucado a cabeça de novo, fraturado uma costela e trincou o osso do braço esquerdo. – Orienta o homem que tenho como irmão mais velho, apertando um botão vermelho que havia ao lado de minha cama. – A enfermeira já deve estar vindo para verificar se você está bem.

— O que aconteceu? – Pergunto, um pouco confuso.

— Não se lembra de nada? – Questiona Tony, surpreso. – Por favor, não me diga que você está com amnésia de novo. Não agora que você tinha finalmente recuperado as suas memórias. Afinal, quantas vezes uma pessoa pode ter amnésia?

— Eu não estou com amnésia, apenas não me recordo de tudo o que aconteceu. Lembro de ter entrado no galpão onde Schmidt havia a prendido e que depois de brigar com ele e... fogo... Onde... onde está Peggy? – Indago, preocupado, relembrando que a última vez que vi a mulher, ela estava ao meu lado, enquanto esperávamos ser incendiados.

— Apesar dos ferimentos e de três dentes quebrados, ela está bem. Depois de ter certeza de que você estava bem, foi para casa para poder cuidar das crianças. Elas estavam apavoradas e Liz não parava de chorar chamando por vocês. Alex também estava muito assustado e chorou bastante. Kayla ficou se culpando e só se acalmou quando viu a mãe. – Conta Tony, dando um fraco sorriso. Ele me encara com um brilho de orgulho em seus olhos. – Você construiu uma família e tanto.

— Sim. – Suspiro e acabo sorrindo ao lembrar de minhas crianças. Eles deveriam estar mesmo muito assustados. Sinto meu peito apertar ao pensar que quase perdi a chance de os ver crescer. – E o que você está fazendo aqui? Pensei que tivesse ficado em Hawkins para ajudar Naty a cuidar dos preparativos para a audiência com os membros da HYDRA que nós prendemos nos últimos meses.

— E eu estava, mas assim que Sara me ligou, informando que Peggy tinha sido sequestrada e que você decidiu ir atrás do Schmidt sozinho, eu senti que isso poderia não acabar bem. Então voei para Beaufort o mais rápido possível para ter a certeza de que você não morreria antes que eu jogar na sua cara que eu estava certo esse tempo todo. Peggy sempre te amou e vocês só não ficaram juntos antes, porque você era covarde demais. Aliás, eu avisei! – Provoca Tony e eu bufo, revirando os olhos.

— Idiota. – Resmungo e ele ri, sentando-se ao meu lado.

— Mas falando sério. Eu realmente fiquei preocupado. E você quase morreu, babaca. Não dava para você ter sido mais racional e agido de uma forma menos estúpida que não colocasse a sua vida e a de Peggy em perigo? – Questiona Tony com seriedade. Eram poucas as vezes que ele demonstrava aquela expressão de repreensão e preocupação comigo. Quase como se fosse meu pai. Era nítido o quanto ele estava chateado.

— Desculpa. Eu só... – Suspiro, sabendo que eu tinha sido um idiota. – Eu não pensei direito. Quando eu descobri que o local onde o Schmidt havia levado Peggy, eu apenas deixei meus instintos falarem mais alto e eu fui atrás dela. Não suportava a ideia daquele maldito torturando-a.

Tony me observa por alguns instantes e suspira, parecendo se dar por vencido. Relembro então de como tudo aconteceu desde o momento em que Leonard e eu deixamos a loja de eletrônicos abandonada até seguirmos para casa com o capanga de Schmidt, que apagou mais uma vez quando tentou escapar de nós.

Em casa, fui recebido com desespero pelas crianças, que não se aguentavam em preocupação. A situação não ficou muito melhor quando Kayla descobriu que a mãe tinha sido levada pelo assassino da HYDRA. A garota chorou, sentindo-se culpada e eu precisei de um bom tempo para acalmá-la e garantir que Peggy sobreviveria.

E assim como Freddie havia dito por telefone, os sobrinhos de Clint se reuniram rapidamente em sua mansão e usaram de sua tecnologia para verificar todas as câmeras de segurança da cidade em busca do paradeiro de Peggy. Jarvis e May se uniram a Leonard e Sara para pensar no que deveríamos fazer e interrogar o capanga de Schmidt. Infelizmente, ele realmente não parecia saber aonde seu chefe havia ido com Peggy.

Sara e Leonard também entraram em contato com as agências de segurança do país para informar sobre os recentes acontecimentos e pedir por reforços, mas eu não me importava com a CIA ou com o FBI naquele momento. Mesmo cuidando de Liz, Alex e Kayla, eu não conseguia me acalmar, pensando no quanto Peggy deveria estar sofrendo nas mãos daquele maldito. A vida de Peggy estava em jogo e a cada minuto que se passava, menores eram as chances de a encontrarmos viva, estando nas mãos do assassino profissional da HYDRA.

E foi exatamente por isso que assim que eu consegui fazer Alex e Liz dormir, eu voltei a interrogar o capanga de Schmidt, buscando alguma pista que pudesse me levar até minha namorada. Em algum momento, enquanto eu estava começando a perder a minha paciência, Kayla acabou encontrando um celular no bolso do maldito capanga.

Imediatamente, passei a procurar pelo número de Schmidt, que para a minha surpresa estava gravado no celular. Com a ajuda dos sobrinhos de Clint da família Barton, liguei para Schmidt e conseguimos rastrear a sua localização. Mesmo sabendo que era loucura e irresponsabilidade ir sozinho e sem um plano até o local onde os membros da família Barton haviam descoberto que Schmidt tinha levado Peggy, eu não pensei duas vezes antes de sair cantando pneu e ouvindo os chamados desesperados de Leonard, Sara, Jarvis e May.

— Bom, o importante é que você está bem. – Dita Tony, por fim, cruzando os braços. Ainda assim, consigo ver que ele não estava completamente satisfeito. – Infelizmente, Schmidt ainda conseguiu fugir. Ele usou os capangas dele como escudo e escapou durante a forte tempestade de neve que caia na hora. Ele deveria já ter traçado anteriormente uma rota de fuga e com toda a confusão que se desenrolou, ele conseguiu fugir.

A enfermeira aparece no quarto junto com o médico, Sara, Leonard, Jarvis e May. Ao notarem que eu estava acordado, os dois casais parecem aliviados. Sorrio em cumprimento.

— Steve! Fico feliz que tenha acordado. Você nos deu um susto e tanto. – Comenta Jarvis, aproximando-se de mãos dadas com a esposa. – Como está se sentindo?

— Como se um caminhão tivesse passado por cima de mim diversas vezes. – Conto e todos riem com a minha comparação.

— É normal. Você se machucou bastante, Steve. Mas, nada que alguns anti-inflamatórios, anestésicos e repouso absoluto não resolvam. – Explica o médico, bem-humorado. – Se seguir todos as minhas recomendações, creio que em no máximo seis semanas você já esteja completamente recuperado. Você se importa se eu fizer algumas checagens?

— Não. Pode me examinar – Respondo, concordando, mas sabia que não seria nada agradável.

O médico se aproxima de mim e com a ajuda da enfermeira, começa a realizar os exames de checagem, enquanto me orienta sobre o que eu deveria fazer e os cuidados que eu deveria ter enquanto estivesse com o gesso no braço e a faixa em meu abdome para cuidar do corte e da fratura na costela. Assim que termina de fazer todos os exames, o médico preenche alguma coisa em sua prancheta e sorri.

— Bem, Steve, você está bem. Mesmo depois de duas concussões em um período de tempo tão curto, você não parece ter ficado com nenhuma sequela. Se continuar assim, eu tenho certeza de que receberá alta muito em breve. – Afirma o médico, afastando-se de mim. – A sra. Brigitte está aplicando um analgésico que deve ajudar a melhorar as dores que está sentindo. Se sentir enjoos, dores de cabeça ou algum sintoma estranho, por favor, nos avise. Mesmo que não esteja demonstrando nada agora depois dos golpes que levou na cabeça, é possível que se sinta atordoado.

— Tudo bem. – Concordo.

— Obrigado, doutor. – Tony agradece, enquanto o médico e a enfermeira deixam o quarto. – Parece que no fim deu tudo certo. Aproveitando que você tem visitas, eu vou verificar como está a investigação para encontrar o paradeiro de Schmidt. Eu tenho certeza de que ele ainda está na cidade, então essa é a nossa chance de acabar com ele.

— Eu vou com você. Passei apenas para conferir como estava o Steve, mas agora que eu confirmei que ele está bem, vou deixá-lo descansar. – Avisa Jarvis, dando algumas batidas de leve em meu ombro como despedida.

— Obrigado pela visita. – Agradeço e ele balança a cabeça em negação.

— Não precisa agradecer. – Afirma o homem, sorrindo com gentileza.

— Eu também já vou indo, Steve. Assim como Jarvis disse, viemos apenas para verificar se você estava bem. Eu tenho que ir buscar o Peter na escola. Mas, ainda hoje eu volto para trazer algumas coisas para você comer enquanto estiver no hospital e recuperar as suas energias. – Comenta May, dando um beijo sobre a faixa que cobria a minha testa.

— Tudo bem. Muito obrigado. – Agradeço, aliviado por saber que não comeria apenas comida sem graça de hospital.

O casal deixa o quarto, acompanhado Tony que acena em despedida. Sorrio e volto minha atenção para Leonard e Sara. Antes que o homem dissesse qualquer coisa, seu celular começa a tocar e ele o pega do bolso para verificar quem estava ligando.

— Desculpa. Eu preciso atender. É a minha chefe. Ela deve estar querendo saber de notícias, já que eu não falo com ela desde ontem. – Responde Leonard, exibindo a tela do celular onde brilhava o nome Maggie. – Se não se importam, eu vou lá para fora para procurar por um sinal melhor, já que aqui não está me ajudando muito.

— Claro. Fique à vontade. – Digo e ele assente, não demorando a atender a ligação e sair do quarto. Assim que estou sozinho com Sara, observo a garota que tenho como minha irmã mais nova. – Como estão Peggy e as crianças? Eles estão bem?

— Estão sim. Acabei de vir da sua casa. Peggy disse que viria depois do almoço com elas. Apesar de estar louca para te ver, ela disse que você acabaria não descansando com a presença das crianças. – Responde Sara, sorrindo com carinho.

— Mas eles ficaram sozinhos? – Pergunto com preocupação.

— Não. A Hillary ficou com ela junto com mais outros agentes da CIA que chegaram durante a madrugada. – Explica a loira, dando um sorriso singelo. – Tia Tasha veio também. Ela só foi resolver algumas coisas e disse que passaria aqui para te ver.

— Quantas pessoas da CIA vieram de Hawkins para Beaufort? – Questiono, surpreso com a presença dos melhores agentes da CIA por aqui. – Só falta me dizer que Nick Fury também veio.

— Não. Ele ficou. – Garante Sara, rindo. Ela suspira e me observa com um fraco sorriso em seus lábios. – Eu fico feliz que você e Peggy estejam bem. Não imagina o meu desespero quando Leonard me contou que vocês foram resgatados de um incêndio e que por muito pouco não acabaram morrendo em uma explosão.

— Desculpa ter te preocupado. – Lamento, apertando a mão de Sara, que suspira e dá de ombros. – Prometo tentar não fazer isso de novo.

— Obrigada. – Ela agradece, rindo levemente. Sara então aperta a minha mão e respira fundo. – Bom, eu vou deixar você descansar. Irei atrás da segurança para aumentar a segurança do hospital e, em especial, do seu quarto. Schmidt está à solta e as chances de ele aparecer por aqui são bastante altas.

— Tudo bem. Obrigado. – Agradeço, observando-a se levantar e se espreguiçar, parecendo cansada. – E quando isso acabar, você deveria ir descansar um pouco. Você trabalhou duro. Muito duro.

— Pode deixar. – Responde Sara, seguindo para fora do quarto.

Sorrio e tento me aconchegar melhor em minha cama. Novamente me repreendo ao sentir as malditas dores em meus machucados. Suspiro e encaro o teto do quarto, buscando o sono que eu não tinha, apesar do forte cansaço que eu sentia.

Fecho meus olhos e respiro fundo algumas vezes, mexendo-me com cuidado para encontrar uma posição para dormir. A verdade é que sem o aroma de jasmim do perfume de Peggy e sem o calor de seu corpo para me aquecer, era difícil pegar no sono. Eu já havia me acostumado com a presença da mulher, que é como um calmante poderoso.

Suspiro, aliviado por saber que conseguimos sair vivos da loucura que experimentamos estando nas mãos de Schmidt. E não consigo evitar que um sorriso se formasse em meus lábios ao pensar que nós finalmente podemos dar entrada no processo de adoção das crianças. Confesso que eu também não via a hora de poder chamar minhas crianças de filhos de maneira legal e verdadeira e não porquê estamos em um programa de proteção a testemunhas.

Enquanto eu começava a me entregar ao cansaço e aos bons pensamentos que deixavam meu corpo muito mais relaxado, ouço a porta do quarto ser aberta. Imaginando que deveria ser alguma enfermeira, permaneço quieto, esperando que a pessoa se pronunciasse. No entanto, ao ver que tudo estava silencioso demais, volto a abrir meus olhos e estranho o enfermeiro que estava praticamente todo coberto com touca, máscara, luvas e o uniforme do hospital e jaleco.

— Olá. Eu posso ajudar? – Pergunto, confuso com o fato de o enfermeiro continuar parado na porta, encarando-me de maneira intensa. Ele então começa a rir e eu acabo sentindo um arrepio subir a minha espinha.

— É claro que pode, agente Steve Rogers. – Garante o homem, finalmente tirando a máscara e a toca. Arfo ao reconhecer Johann Schmidt parado próximo a minha maca. – Que tal você ficar quietinho, enquanto eu te mato? Eu confesso que queria me divertir mais com você, mas eu também já estou impaciente por essa sua demora em morrer. Então, dessa vez, eu vou apenas ser rápido e ir embora. Você deveria agradecer a minha benevolência, agente Rogers.

— Desgraçado. – Resmungo, vendo-o retirar uma arma de sua cintura.

Olho em volta de mim, mão havia nada comigo que poderia ser usado como uma arma ou um escudo. Tento alcançar o controle para solicitar a enfermeira para pedir, mas eu ainda não conseguia me mexer por causa das fortes dores. O sorriso de Schmidt se amplia ainda mais ao notar o meu desespero. O assassino recarrega a arma e aponta para mim.

— Adeus, agente Steve Rogers. A gente se encontra no inferno daqui alguns anos. – Despede-se Schmidt, sorrindo quase como um psicopata.

Continuo tentando alcançar o controle para solicitar a enfermeira. Ele destrava a pistola e mira em minha cabeça, mas antes que o assassino consiga atirar contra mim, a porta do quarto é aberta de uma vez e no momento em que Schmidt se vira para ver quem é, ele acaba sendo atingindo por quatro tiros na cabeça sem qualquer hesitação ou chance para escapar. Prendo minha respiração e arregalo os olhos ao ver o homem cair sem vida no chão.

Ergo meu olhar para encarar a pessoa que havia me salvado e encontro Natasha Romanoff parada na porta com a arma ainda apontada na direção de Schmidt. Seus olhos verdes pareciam ainda mais assustadores naquele momento. Era quase palpável o seu nervosismo e fúria. A mulher então se aproxima do corpo jogado no chão e verifica a pulsação em seu pescoço. Ao ver que ele estava morto, Natasha apenas se levanta, fecha a porta e guarda sua arma no coldre em sua cintura.

— Você está bem? – Pergunta Natasha, não se importando com o fato de que havia acabado de matar o maior assassino da HYDRA.

— Sim... – Sussurro, ainda atordoado. Ela assente e pega o rádio preso no cinto da calça, provavelmente para comunicar sobre o corpo sem vida de Schmidt. Tento ver o corpo do homem, mas desisto ao sentir as dores.

— Atenção! Aqui é a agente Natasha Romanoff e quero uma equipe no quarto quinhentos e doze para recolher o corpo do assassino e membro da HYDRA, Johann Schmidt. – Ordena Natasha, apertando o comunicador do rádio, fazendo um barulho agudo.

— Positivo, agente Romanoff. Iremos enviar agora mesmo. – Concorda o homem do outro lado da linha. – Câmbio. Desligo.

Natasha suspira e sorri de leve, pegando em minha mão livre. Ela me observa por alguns instantes com aquele ar maternal, apesar de nossa idade não ser tão diferente assim. Permaneço quieto, esperando pelo momento em que ela falaria o que tanto está a incomodando.

— Sinto muito por ter demorado tanto. – Lamenta Natasha, suspirando mais uma vez. – Eu deveria ter dado mais apoio e estado aqui quando Schmidt apareceu pela primeira vez. Mas infelizmente, eu acabei me enrolando. As coisas em Hawkins estão complicadas. Aaron Moon conseguiu fugir da prisão com a ajuda de Taskmaster.

— Aaron fugiu? – Pergunto, surpreso. Aaron é um dos sobrinhos de Clint, que acabou sendo preso depois da descoberta de seu envolvimento com a HYDRA. Isso havia sido um verdadeiro choque para Natasha, que ainda não conseguia acreditar que seu sobrinho do coração na verdade é alguém bastante perigoso e manipulador. – Então, pelo visto, Taskmaster começou a colocar seu plano em ação.

— O que você quer dizer com isso? – Pergunta a mulher, desconfiada.

— Taskmaster me pediu para dar um recado a Clint. Disse que em breve, ele e Clint finalmente terão a batalha final e que ele está esperando o adversário digno do jogo que iniciaram há vinte anos. – Respondo e Natasha parece ficar ainda mais tensa. – Naty, o que está acontecendo?

— Não se preocupe com isso. – Fala Natasha, dando um fraco sorriso. – Apenas pense em se recuperar e proteger sua família que está louca para te ver. Schmidt está morto e vocês finalmente poderão retornar para Hawkins para dar andamento no processo de adoção de Alex, Liz e Kayla.

Sorrio, concordando aliviado. Ainda estava incomodado com a falta de respostas de Natasha, mas eu a conheço bem para saber que ainda que eu insistisse para que ela me explicasse, meu esforço seria em vão. Então, diante do cadáver de Schmidt e do olhar compreensivo e amoroso de Natasha, digo a mim mesmo que não importa o que eu tenha que fazer, eu definitivamente protegerei a minha família.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara