Memórias de Inverno
1 Prologo
Notas iniciais
Boa leitura.
Pensei estar no andar errado quando as portas do elevador se abriram. O que costumava ser um setor calmo estava cheio de pessoas agitadas correndo de um lado para o outro, alguns falando alto e outros cochichando.
Fui até minha mesa e procurei algum sinal do que estava acontecendo. Meu palpite? Outra invasão alienígena. o que significava que eu e Ellie ficaríamos na frente da maquina de café do corredor principal esperando o capitão América passar. Não me orgulho disso, mas essa aparição melhora o dia de muita gente.
— Você não vai acreditar — disse Ellie ofegante ao meu lado, ela fez uma pausa dramática e abriu um grande sorriso — O soltado invernal está vindo para cá.
— Ele é perigoso, porque você parece tão feliz?
— Exatamente por isso, ele é perigoso mas agora não vai poder fazer mal a ninguém — olhei para Ellie já sabendo o que ela diria a seguir — e o Capitão vem.
Tive que rir junto com ela. Ellie era a pessoa mais gentil do mundo com um coração enorme, não faço a menor ideia do que a motivou a ser uma agente da SHIELD.
O dia continuou uma bagunça, quando enfim houve silêncio, eu sabia que ele tinha chegado.
Saí da minha mesa e fui até a janela, também estava curiosa. Ele era um homem alto, não consegui ver seu rosto pois metade estava coberta pelo cabelo negro e a outra metade estava coberta por uma mascara. Os olhos de Ellie brilharam ao ver o Capitão passar, como toda vez.
Logo nosso gerente apareceu para colocar as coisas no lugar e nos fazer seguir com as nossas missões.
— O que vocês vão fazer hoje? — perguntou Kenny, um colega de longa data.
— Patrulha na cidade — respondeu Ellie.
— Vou ficar aqui hoje, olhando tudo isso — apontei para os diversos monitores que estavam atrás de mim.
— Boa sorte — disse Kenny negando com a cabeça, ele odiava ficar parado — também estou na patrulha hoje, vamos Ellie.
Passei o resto do dia olhando os monitores e jogando enquanto o gerente estava longe. Estava desligando todos os computadores quando uma moça entrou na sala quase tropeçando em seus próprios pés.
— Está tudo bem? — perguntei.
— S-sim, só estou um pouco nervosa. É meu primeiro dia e me mandam alimentar um assassino — disse a moça indicando a bandeja com a cabeça.
Ela parecia estar prestes a chorar, e foi só por isso que eu disse:
— Tudo bem, eu levo por você.
Andei até a sala que a moça me indicou, respirei fundo e digitei o código para abrir a porta.
Ele estava sentado, com as mãos e os pés presos. Pedi a um dos seguranças que soltasse uma das mãos para que ele pudesse comer. Ele mexeu a mão, percebi que estava machucada por causa da algema, mas não fez nada com ela.
— Pode comer, não tem nada na comida — ele levantou os olhos para mim. Apesar de estar preso e haver mais quatro agentes armados na sala, me senti completamente indefesa — Não somos assassinos — acrescentei.
Ele abaixou a cabeça novamente. Senti culpa por algum motivo desconhecido, não disse nada de errado.
— Pode ir, nos damos conta disso — disse um dos agentes.
Assenti com a cabeça e saí da sala. Percebi que estava segurando a respiração por muito tempo, claro que eu já havia enfrentado e pego muita gente que se desviou do caminho, humanos comuns, nada como o soldado invernal.
Entrei no banheiro e joguei água no rosto, foi quando ouvi um estrondo. Corri para sala de onde eu tinha acabado de sair. A parede estava em pedaços e os quatro agentes no chão, não mortos, mas inconscientes.
Segui os sinais para o achar, com sinais eu quero dizer paredes destruídas e corpos no chão. O vi lutar com três agentes ao mesmo tempo e soube que não teria chance alguma, a menos que eu o acertasse daqui. Saquei minha arma e mirei em sua perna, dificultaria sua fuga, o suficiente para que eu conseguisse o pegar.
Mas então ele olhou para mim, e eu hesitei.
Fale com o autor