A Floresta de Hellior

Heatan Heavenfist, nascido em 25 de Abril de 1074 na família Heavenfist grande aliada do duque de Stormhold do qual receberam terras e títulos, ao nascer a sorte sorriu para Heatan pois ele havia nascido em uma das famílias mais influentes de sua era, não havia família com exceção da família real que estivesse em melhor condição tanto financeira como militar pois as riquezas conquistadas em batalhas os proporcionaram grande influencia fazendo com que vários jovens e adultos estivessem dispostos a fazer parte de seus servos e guardas pois até um simples mordomo da casa dos Heavenfist recebia mais que um guarda de cidade que não era muito do mesmo jeito, porém esta não e a historia da família Heavenfist e sim de seu mais honrado e desonrado, famoso e odiado membro, eu.

O problema e que como todo membro masculino da família eu fui forçado a ter aulas desde pequeno nas artes bélicas tanto em sua estratégia como em combate utilizando de vários mestres e armas diferentes pois nossa família é o que as pessoas vieram a chamar de clérigos homens santos que utilizavam de magias divinas e de cura para curar nossos aliados e expurgar os mortos da face da terra, mas somente nossa família fazia clérigos assim havia varias famílias de clérigos como por exemplo os Darkpikes que utilizavam de magias necromânticas e poderes profanos para fazer os mortos os obedecerem a sua vontade e causar grandes perdas e maldiçoes em seus inimigos e que coincidência eram nossos maiores inimigos.

Família sempre foi um problema para mim pois eu deveria zelar pelo nome de minha família não importasse onde e quando e se o que e estava fazendo estava certo ou errado ou assim eu pensava quando pequeno se o meu eu de dez anos soubesse o que eu fiz aos vinte não acreditaria que alguém pudesse fazer coisas desse tipo com o nome de sua família pois de certo modo fui eu quem levou os Heavenfist ao seu fim, porem para entenderem o que me fez abandonar minha família e não me importar mais se o meu próprio nome fosse ligado ao mal desse mundo vocês devem saber como minha vida foi e entender minha mente como só ela é.

Tudo começou exatamente no momento que nasci sim no memento que nasci tudo já havia sido decidido, até antes mesmo de nascer na verdade pois na família Heavenfist os pais e tutores já decidem o que será feito dependente e ao mesmo tempo independente do sexo da criança sendo assim nunca realmente tive controle sobre meu destino até ter completado o meu treinamento, com isso em mente sempre me esforcei para ser o melhor dentre minha família pois desde criança sabia que minha vida não era minha de verdade e naquela época não haveria como eu fugir de casa ou de meus pais mesmo pois como a família era conhecida em toda a Inglaterra era impossível não me reconhecerem então era simplesmente impossível e sem o treinamento eu não sobreviveria uma semana no mundo lá fora então tive sempre de me esforçar ao máximo.

Quando eu completei cinco anos meus treinamentos começaram a primeira coisa que aprendi foi como usar uma espada pois é a arma mais utilizada no mundo até na terra longe no oriente eles usam espadas a diferença e que aquelas são mais mortais e cortam não quebram ossos, aos sete anos meu treinamento foi se desenvolvendo e comecei a aprender estratégias de batalhas ao completar dez anos fui acordado no dia do meu aniversário as três da manhã uma nevoa densa estava formada lá fora nada anormal para aquela hora porém é estranho ser acordado aquela hora quando se é uma criança em uma casa rica e poderosa, meus pais me disseram que havia uma surpresa para mim e que iríamos comemorar com o duque, mentiras contadas a uma criança até então ingênua, fui levado por um atalho como disseram meus pais, minha mãe disse que nos encontraria na casa do duque um pouco mais tarde e me disse para ser forte, se eu tivesse entendido o que estava para acontecer e tivesse percebido que minha mãe não tinha coragem de me deixar sozinho por meses não teria sido um choque tão grande, contudo eu não sabia nem suspeitava de nada, fui com meu pai quando chegamos a uma floresta, a floresta de Hellior um grande lorde demônio que havia vivido antes de minha família se mudar para Firestorm, a cabeça deste demônio esta no hall dos troféus de minha família assim como sua espada Soul Defiler, quando estávamos para entrar na floresta meu primo mais velho Valkos me acertou na cabeça e eu desmaiei, após horas acordei já era meio dia aproximadamente, estava no meio da floresta onde já havia sido a grande caverna de Hellirior, a qual foi lacrada para que monstro nenhum voltasse a utilizá-la, não que isso impedisse que seres malévolos espreitassem por lá o que me deixaram foi simplesmente uma sacola na qual havia uma espada, uma troca de roupas, meu arco, e uma aljava cinco flechas; eu achei que era meu presente que seria aberto na frente do duque, ou uma sacola com doces para comermos no meio do caminho pensando agora eu era muito ingênuo, porém agora tinha de me preocupar com algumas coisas fogo, para me manter aquecido à noite, comida, água, e um abrigo, usando somente o que eu sabia, uma das coisas que eu sabia era que esse era meu teste máximo deveria sobreviver na floresta por alguns meses quantos não sei quando eu achar que devo voltar e estiver mais forte e não tão magro e fraco.

Não foi difícil juntar madeira para o fogo porque, bem eu estava em uma floresta então havia madeira em todo o lugar, água não foi complicado também uns cinquenta metros de onde eu estava havia um córrego de água limpa, próximo ao córrego achei uma pequena gruta, estava a uns dez metros do córrego, escondida só a encontrei pois estava seguindo uma cobra de aproximadamente meio metro não era uma floresta de arvores frutíferas era uma droga de uma floresta de pinheiros altos então se alguém tivesse me visto entrar naquela pequena gruta era muito provável que minha morte seria naquela noite, eu já estava cansado pois havia acordado muito cedo meu corpo não estava acostumado de ser acordado meio as pressas as três da manha as seis até que tudo bem mais as três ninguém merece,a gruta era pequena tanto em altura quanto em profundidade as rochas de um cinza seriam ótimas para esconder sinais de fumaça, e os formatos das rochas já ajudariam pois poderiam ser utilizados de apoio e ninguém que visse pensaria que alguém estava por ali, algumas vinhas no teto próximo à entrada melhoravam a camuflagem do local, porem fazia uma ligeira curva em uma parte onde uma da s rochas da caverna deve ter deslizado fazendo como se houvesse um quarto por assim dizer era apertado para entrar porem quando já dentro era espaçoso para uma pessoa só porem duas já se sentiriam incomodadas não sei se isso é normal ou quando fiz meu treinamento aos sete anos tive de dormir em um quarto militar por dois anos.

Comecei a organizar minhas coisas naquele espaço, havia uma roupa que provavelmente minha mãe havia colocado de propósito era uma roupa de festa pomposa cheia de frescuras nunca gostei de usar aquela peça que agora seria meu colchão, a madeira deixei em um canto onde não haveria como molhar, a comida deixei na sacola, o arco e as flechas, ficaram perto da entrada para o quarto, enquanto a espada estava perto do colchão, não havia muito que arrumar pois não havia muitos objetos em minha posse mesmo e gostaria que não houvesse do mesmo jeito pois não haveria como guardar todos sem que ninguém notasse por simplesmente olhar pelo buraco que me servia de porta de entrada para o quarto.

Como a questão de abrigo, fogo, água e comida estava certa agora me restava pensar em uma coisa segurança seria algo bom e preparar aquela carne de cobra, eu não poderia fazer uma fogueira hoje não sei o que há lá fora, este foi um dos melhores pensamentos que eu já tive em minha infância, ainda que eu não havia explorado muito senão era improvável de eu ter ficado naquela gruta pois há uns cem metros para o sul havia um pequeno refúgio de Sprites da floresta, pequenos seres parecidos com fadas que cuidam da floresta quando estão em paz porém quando zangados estes utilizam das arvores mais próximas para se tornarem um Lechie para os machos(leszachka para as fêmeas), estes são extremamente agressivos tem aproximadamente dois metros de altura são feitos de madeira e folhagens, tem chifres e uma cauda e olhos verdes brilhantes são basicamente os demônios inferiores das florestas e andam sempre com um tacape de madeira.

Quando começou a anoitecer comecei a me preocupar com o fogo pois ia ser complicado não deixar a fumaça escapar pois hoje a sorte não estava sorrindo tanto para mim, hoje era noite de lua cheia eu tinha quase certeza que haveria lobisomens, vampiros e ghouls, talvez na floresta o pior seria se fosse uma Blood Moon alem de lobisomens haveria vampiros ,vampiros e lobisomens em uma Blood Moon ficam muito mais fortes, ágeis, e resistentes e sem uma espada ou flechas abencoadas seria praticamente impossivel mata-los teria de esperar o sol sair pra queimar os vampiros ou transformar os lobisomens em humanos novamente assim podendo mata-los normalmente.

O meu maior problema foi quando escutei um gigante se aproximando, pois bem como posso dizer um gigante se aproximando de você não é algo dificil de notar, ainda bem que a maioria das criaturas que me matariam em segundos são noturnas e aqui é um bom esconderijo.

Quando já era onze horas da noite aproximadamente decidi fazer uma pequena fogueira com dois galhos que recolhi eram pequenos mas daria para cozinhar um pedaço da cobra só esperava que ela não tivesse um cheiro muito bom pois senão algum ser da floresta poderia me descobrir, acabei por descobrir que o cheiro não era tão bom assim, dizem que tem gosto de galinha, se tem foi a pior galinha que eu já comi na minha vida.

Nessa noite não consegui dormir direito, vários seres passaram por perto depois que eu apaguei o fogo, estava muito frio no quarto agradeço à Luz por ter feito com que nenhum deles descobrisse onde eu estava, o melhor de tudo era saber que apartir de agora eu era dono do meu próprio destino, estranho sempre tive medo de ser abandonado porém quando fui adorei sensação de nao ter ninguem para me importunar, e me dizer o que fazer quem ditava as regras agora era eu, porem ainda nao sabia o que fazer, tudo que me lembrava é que havia uma regra, no fim para poder ser recebido como um verdadeiro Heavenfist eu teria de levar a cabeça de um demonio e nao seria nada facil pois cabeças de demonios não estão de bobeira no chao esperando que alguem as encontre e por felicidade decida que uma cabeça de demonio em cima da lareira ia ser legal.

Ao acordar fiquei deitado esperando algum som, cheiro, ou mesmo alguem me agarrando, porém em vez de alguma coisa tudo que eu escutava eram pássaros e água, levantei com cuidado verifiquei a entrada do quarto ninguem por lá olhei pra fora devia ser por volta das seis horas da manhã peguei a espada coloquei ela sobre o ombro e fui em direção ao rio, ao chegar perto do rio vi rastros de dríades não seria bom se uma delas me encontrasse caçando, Dríades são parentes dos centauros só que ao invés de terem corpo de cavalo tem o corpo de veado e o torso de mulher, basicamente são primas dos centauros, o problema é que são grandes adoradoras da floresta e sua fauna e flora então simplesmente matam alguem que esteja caçando por esporte o que mais ocorre na Inglaterra nesses dias.

Apos tomar conhecimento que dríades poderiam estar espreitando, voltei ao quarto peguei o arco e duas flechas não esperava gastar todas as flechas no primeiro dia, levaria a espada por precaução nunca se sabe o que esta por perto quando se foca em outro ponto, antes de sair sentei-me olhando para a porta sentei, respirei fundo e comecei a rezar para que a Luz me protegesse do que estivesse lá fora senti como se fosse tocado e percebi porque todos os clérigos rezam à suas divindades, nunca fui uma criança de acreditar na Luz porém como poderia estar perto da morte tudo que pudesse me salvar seria bem vindo, continuei rezando até sentir que o toque permanecia comigo, ja havia se passado aproximadamente uma hora, agora era hora de caçar.

Ao sair nada fora do “comum”, pois bem comum não é exatamente estar em uma floresta cheia de monstros que provavelmente querem te matar, andei por horas sem avistar uma alma sequer nos arredores, decidi voltar ao corrego algum animal deve passar lá ás vezes para tomar água, estava a menos de duzentos metros quando escutei um grito feminino parecia algo como uma criança pensei : “tomara que a Luz ainda esteja comigo”, fui sorrateiramente tentar ver o que, ou quem havia emitido um grito daqueles.