Memórias Perdidas de Aço e Fogo
23 O Canto da Sereia
Em algum lugar dos sete maresOnde raios de sol atingem com menor intensidadeTrazendo consigo um misto de cores e escuridãoSobre águas que podem ser atravessadas num simples caminharPode ser ouvida a belíssima canção entoada e desconhecidaSob a voz melodiosa de uma linda sereia.Canção confortante para quem a escuta com atenãoHipnótica para quem a aprecia com moderaçãoDesconcertante para quem a analisa criticamenteAconchegante para quem busca um sentimento maior.A sereia não canta apenas por cantarAtravés da música ela expressa sua dor mais profundaÀ procura de um coração carinhosoQue alivie seu penar em ser tão solitária no oceano.
Mas pela lenda que circula seu cantarMuitos homens perderam sua sobriedadeSeguiram cegamente por ondas e tempestadesE padeceram, enlouqueceram ou se perderam.Por temor os homens evitam aqueles mares rasosE tapam os ouvidos para a bela sereiaEvitam olhá-la nos olhos azuisE a tacham de criminosa e enganadora.Em meio aos raios solares pouco intensosÀ procura daquele que possa ouví-la cantarA sereia permanece se expressando pela vozDeixando as notas falarem alto de seu peito.Seus tons e notas agora são mais tristesPois o receio que circunda a lenda ainda existeE tudo o que ela realmente deseja naquela melodiaÉ o aconchego de um verdadeiro amor.E em lágrimas, vive a cantar...
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