Memórias Impagáveis.

16 Capítulo 16 - As Infinitas Estrelas


Notas iniciais
Pequeno?...

Pov Ikuto...

As lembranças de alguma forma, tão infinitas como as estrelas.
Mesmo que eu me magoe, ou simplesmente, magoe você.
Eu não sei o que fazer, mas eu... te amo.
Então vamos recordar juntos, as doces lembranças que temos?

- Ikuto! Veja! Ikuto! Uma estrela cadente. — Amu apontava para céu e logo estava fazendo um desejo, seu corpo era parcialmente iluminado pelas infinitas estrelas do céu, juntamente com o brilho profundo da lua. Ela era realmente graciosa.
- O que você pediu? — Amu se aproximava de mim com um belo sorriso, ela sempre mantia um sorriso rosto, tão largo e adorável.
- Você. — Sorri com meu costumeiro sorriso "pervertido".Mesmo que a luz iluminada tampouco seu corpo, podia ver suas bochechas corando lentamente, e seu corpo estremecer.
- C-c-cale-se, mentiroso. — Sua mão agarrou a minha em movimentos rápidos, ela estava de olhos fechados e segurava minha mão com força.
- Por que tem que ser você? Você é só um pervertido que sempre me irrita, esta sempre me provocando o tempo todo. Uma hora você me assedia sexualmente e na outra hora você desaparece! No que você está pensando? Porque eu sempre me sinto só quando você desaparece? Porque... eu gosto tanto de você? Idiota, o que pensa que está fazendo comigo? — Eu não sabia o que falar, eu estava impressionado demais... Eu estava feliz demais.
- Eu estou suportanto tanto... que mal consigo enumera-lás. Mesmo agora eu... — Meus lábios foram ao encontro dos seus, pude sentir sua pele em um arrepio e esquentar, ainda posso sentir o doce do seu beijo e do seu cheiro. Naquele momento eu só pensava em que eu a amava, muito mais que minha própria vida. Eu quero te proteger, e então assim você saltará em meus braços, pois com você sinto que posso ir a qualquer lugar, voar a qualquer lugar de mãos dadas com você. Buscar nossos caminhos juntos. Eu não nem mais o que fazer... mas sei que te amo.
- Cresça logo, tá? — Sussurrei baixinho ao pé do seu ouvido, eu sentia seu coração palpitar, ou seria o meu?
- Que?! — Amu socou meu rosto.
- Isso doi! — Resmunguei.
- Cale-se — Murmurou ela.
- Eu te amo. — Sussurrei baixinho, mas ela havia escutado. Ela me abraçou fortemente, que pensei que ela nunca me soltaria. Se Amu me pedisse para não ir, eu não iria. Pois naquele momento, ela sabia, que eu a amava e seria incapaz de um dia...abandona-lá.

- Ikuto... Venha me dê um abraço. — Sakura se aproximava de mim, seu rosto estava seco e as lágrimas ainda permaneciam ali. — Eu sinto tanto a falta de Haru...
As lágrimas quentes de Sakura cairam sobre meu ombro, naquele momento a unica coisa a fazer...Nos consolar. A saudade, nos abatiam, saudades de alguém que esta a cada minuto, esperando apenas por nós...
— Ikuto, olhe... A lua está tão brilhante. — Sua respiração era calma, um sorriso largo se formava em seu rosto ao observar a luz da lua.

Concordei prestando atenção atentamente em seus leves movimentos, Amu estava deslumbrada com a luz, seus olhos brilhavam, era lua cheia.
- Amu... — Ela se virou lentamente, as lágrimas caiam de seus olhos, deixando sua pele seca, mesmo assim... Ela me abriu um belo sorriso ao meio das lágrimas.
Sem pensar, eu a abracei. Eu estava incapaz de solta-lá naquele momento, eu não queria, não podia.
- Eu não quero... — Sussurrei aos prantos, pude sentir sua pequena mão afagar meus fios de cabelo.
- Está tudo bem, idiota. — Por algum motivo, eu me sentia aliviado.
- Amu, olhe para a lua. — Ela virou-se e logo se encantou pela a luz.
- Sim? — Sussurrou ela baixinho.
- Não importa o quão estivemos longe, olhe para a lua e fale qualquer coisa. Pois de onde eu estiver, eu olharei para a lua e escutarei tudo. — Amu me abriu um sorriso reluzente, sua pele ainda estava seca, mas ela já não chorava mais.
- Pois eu sei, que mesmo longe... — Continuei. — Ficaremos juntos, de mãos dadas, buscando caminhos juntos.
- Sim...Por toda eternidade. — Estas eram foram as ultimas palavras de Amu, antes que eu partisse. Em meio das lágrimas, ela ainda mantia o seu belo sorriso.

Eu ainda me lembro claramente, como ela era naquela noite de lua cheia, quando ela tinha apenas 13 anos. Mesmo agora, que somos adultos, sabemos que não existe a “tal” eternidade. Mas naquela época, o mundo realmente parou, eramos as únicas pessoas no mundo. Por mais clichê que fosse... pareceu um sonho. Mesmo durando apenas um momento, senti que havia durado uma eternidade. Dentro de nossos corações naquele momento, tenho certeza que a “tal” eternidade realmente existiu.

- Eu te amo, também. — Sussurei baixinho para lua, ao devolver a resposta.

Notas finais
Várias partes peguei de alguns animes, ficou fofo.