Memória Perdida
24 Capítulo 23 Uma semana
Notas iniciais
Segundo, começaram as provas no meu colégio e minha mae me botou de castigo, então fiquei sem computador.
Entao, me desculpem por esse capitulo horrivel que está aqui embaixo. Assim que as provas acabarem (sabado! :D) eu vou escrever o proximo capitulo.
Só agora que a verdadeira história vai começar.
ESPERO COMENTÁRIOS, OK!
Bjinhos sangrentos e até lá embaixo!
A semana passou calmamente. Nenhum Vesper causou problema naqueles dias. A rotina tornava os dias um tanto esquisitos para todos os Cahill.
Sinead tinha enfim anunciado que estava grávida e então a alegria – por menor que fosse – voltou para a casa. Ela ainda estava machucada e passava grande parte dos dias deitada ou sendo carregada de um lado para o outro nos braços de Hamilton. Não adiantava ela repetir que estava bem, pois ninguém a ouvia.
Kurt, aos poucos, começou a relaxar. Amy passava muito tempo com ele. Eles conversaram sobre tudo e ele a ajudou a se lembrar dos detalhes de sua viajem a África do Sul que Ian não sabia.
Uma noite, Amy foi à cozinha para beber um copo de água e então ouviu gemidos baixos. Ela andou até a sala e seus olhos se arregalaram: Kurt se virava de um lado para o outro no sofá, preso em um pesadelo torturante.
- Não... Por favor, parem!... Ela não. – Ele murmurou baixinho. Lágrimas escorriam pelas suas bochechas.
Amy agarrou os ombros dele e o sacudiu.
- Kurt, acorde! Kurt!
Os olhos cor de caramelo se abriram de repente e Kurt olhou para Amy. Ele a puxou para um abraço. Amy ficou sem reação por alguns segundos, então ela o abraçou com força. Ela tinha que admitir que ele mexia com ela de uma forma que nem ela mesma conseguia entender. Ele mexia com lembranças boas que ela achou que tinha perdeu para sempre.
- Você não está mais lá. Está aqui, comigo. – Amy sussurrou e apertou Kurt ainda mais. De repente, ela sentiu o seu corpo ficar arrepiado. Algo se revirou dentro dela e lágrimas quentes começaram a descer por suas bochechas naturalmente vermelhas. Ela não sabia explicar, mas não conseguia imaginar perdendo Kurt para os Vesper novamente. Poucos dias com aquele garoto e tudo nela tinha melhorado: ela sorria mais, tinha mais flash de sua memória e conseguia entender melhor os Vesper.
-Eu sei. – Kurt respondeu. – Obrigado por me salvarem.
- Eu nem teria te escutado. Foi Sinead que ouviu você falando atrás da porta.
- Eu sei, mas... – Amy cobriu a boca dele com o dedo:
- Shhh, não pense nisso agora. O importante é que você foi salvo e consegue entender melhor no que está se metendo. Todos nós confiamos em você.
Ele sorriu.
- Ian Kabra não confia em mim... – Amy cortou:
- Ian não confia nem na própria sombra!
- ... ou sente muito ciúme de você. – Kurt completou, como se não tivesse sido interrompido.
Amy o olhou por alguns segundos.
- Você acha isso?
Kurt deu de ombros. Eles se entreolharam por alguns segundos e então os olhos dele se tornaram sombrios, consumidos por uma culpa e uma tristeza profunda. Ele suspirou:
- Amy, eu não fui totalmente sincero.
A ruiva franziu o cenho, sem entender. Kurt continuou antes que perdesse a coragem:
- Eu sei por que Damien queria que eu entrasse para os Vesper.
Amy arregalou os olhos.
- Você sabe? Porque não contou?
Kurt baixou os olhos.
- Não sabia se poderia contar ou não. – Ele ergueu os olhos e se perdeu por alguns segundos no olhar verde de Amy. – Eu sou um Vesper da linhagem pura. Nunca imaginei isso e nem sei se é realmente verdade, afinal foi Damien que me disse, mas tudo aponta para que seja verdade. Sou um descendente direto do Damien Vesper original.
Amy piscou algumas vezes e então se pôs de pé com um pulo:
- Você é Vesper?
Kurt se levantou também, mas quando estendeu a mão para segurar a mão de Amy ela deu dois passos para trás. Ele baixou a mão e observou a expressão dela. A garota ergueu a mão e cobriu a boca. Seus olhos não demonstravam medo, apenas confusão. Por fim, ela falou:
- Me explique.
Kurt respirou fundo e então começou a relatar detalhadamente tudo que tinha acontecido depois que ela e Dan saíram da África do Sul, acrescentando tudo que ele tinha escondido antes. Ele terminou dizendo:
- Eu não sabia de nada. Nem minha mãe sabia.
Amy respirou fundo e então sentou no sofá. Passou alguns minutos pensando e quase matando Kurt de ansiedade.
E se ela me expulsar?
E se ela não acreditar em mim?
De repente, ela falou:
- Isso vai ficar só entre nós. Você não vai contar para ninguém e eu também não. Acredito em você, de verdade.
Kurt sentou ao lado dela e, sorrindo, a abraçou. Amy o apertou entre os braços.
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Os dias continuaram passando divagar. E, para Dan, as noites passavam ainda mais divagar.
Depois de três dias sendo obrigado a dormir com Natalie, (Ian não podia dormir com a irmã porque as coisas deles juntas não caberiam no quarto e Amy já estava bem instalada no outro quarto) Dan já estava para morrer.
Natalie Kabra era espaçosa demais e, na primeira noite, ficou claro que eles jamais conseguiriam dividir a cama de casal. A solução encontrada foi colocar um colchonete no chão, ao lado da cama. Porém o chão era frio demais naquela época do ano, mesmo com os aquecedores ligados.
Na terceira noite, Dan acordou depois da meia noite e empurrou o corpo de Natalie para o lado. Ela resmungou e abriu os olhos:
- O que foi?
- Estou com frio! – Ele reclamou, deitando ao lado dela e se cobrindo com o próprio edredom.
Natalie percebeu o que ele queria e se sentou ereta na cama.
- Não, não, não. Pode indo para o chão de novo.
Dan se virou e ficou de costas para ela. Ele fechou os olhos e ignorou os resmungos e empurrões da morena. Depois de um tempo, ela bufou e falou:
- Fique ai então, mas só com a ponta do colchão!
Coberto pelo edredom, Dan sorriu e enfim Natalie sossegou. Com o silêncio reinando, ambos conseguiram enfim dormir, dividindo a mesma cama.
Quando os primeiros raios de sol entraram pela janela e atingiram o rosto de Natalie, ela se virou com um resmungo baixo e tentou continuar dormindo, porém seu travesseiro parecia se mexer.
Por que meu travesseiro está subindo e descendo?
Ela ignorou aquilo por algum tempo, mas quando o travesseiro não parou de se mexer, Natalie ergueu o rosto, coçou os olhos e então observou o seu “travesseiro”.
Natalie estava com o corpo inteiro deitado em cima de Dan. O rosto dela estava apoiado no peito musculoso dele e os seus braços envolviam o corpo dela em um abraço quente. Os dois edredons estavam embolados e cobriam parcialmente os dois corpos.
A morena pensou em se levantar e sair daquela posição totalmente horrorosa – eu estou sendo abraçada por um porco, chato, feio... – mas ficou com medo de acordá-lo. Antes que ela o xingasse mentalmente de nome ainda mais feios, Natalie se pegou olhando-o. A pele dele era quente e branquinha. Ele ainda tinha machucados mal cicatrizados e um dos olhos ligeiramente roxo, mas estava lindo. Dan estava com os cabelos castanhos bagunçados e seu rosto parecia o de um anjo. Todas as preocupações tinham sumido e ele parecia um adolescente normal e não um Madrigal que fora torturado pelos Vesper.
Natalie lembrou se de quando ele a salvou na ilha dos Cahill. Se Dan não tivesse pulado para frente e segurado no tornozelo dela, hoje a morena seria apenas uma pilha de ossos no fundo de uma enorme cratera.
Eu passei tanto tempo detestando os irmãos Cahill, mas, sem eles, eu e Ian estaríamos mortos. Eu confiava na minha mãe, mas ela não me amava. Sem perceber, lágrimas se formaram nos olhos de Natalie e desceram pelas suas bochechas. Ela não se importava comigo.
Natalie deixou mais lágrimas escorrerem antes ver a camisa molhada de Dan. Ela ergueu os olhos cor de âmbar e deu de cara com um maravilhoso par de olhos verdes.
Dan parecia confuso, assustado e até mesmo amedrontado.
- Tá tudo bem? – Ele estava com a voz rouca.
Natalie ficou vermelha da cabeça aos pés ao ser pega em um momento tão intimo e disfarçou:
- Claro! Quando se é agarrada por um deficiente mental porco a única vontade que se tem é chorar!
Infelizmente, Dan não acreditou, mas ficou ofendido. Ele tirou os braços do corpo dela e a empurrou para o lado. Colocou-se de pé em silêncio, com as costas queimando com o olhar de Natalie, e se fechou no banheiro.
Cerca de vinte minutos depois, Dan saiu do banheiro enrolado apenas com uma toalha e encontrou Natalie ainda na cama, acordada, abraçando o próprio travesseiro.
Dan entrou no banheiro e saiu minutos depois vestido e em silêncio. A morena apenas o seguia com o olhar, sem entender porque ele estava daquele jeito.
Ele andou até o armário de Natalie e o abriu. Tirou um vestido azul escuro e um casaco de lã. Pegou uma bota preta de cano longo e pousou tudo perto da garota.
- Pra quê isso?
- Se vista que nós vamos sair.
Ela se cobriu mais.
- Por que você quer sair comigo?
- Conversar. – Ele parecia tão sério que parecia que tinha trinta anos e não quatorze. Eles travaram uma batalha de olhares, mas ela acabou perdendo. Levantou-se da cama e andou até o banheiro, levando as roupas que Dan tinha separado.
Curiosa, ela apressou o banho e em menos de quinze minutos estava vestida e maquiada diante de Dan. Ele continuava com a expressão sombria e em silêncio.
Eles desceram as escadas e perceberam que todos ainda dormiam. Dan escreveu um rápido bilhete e prendeu na geladeira antes de abrir a porta.
Ela o seguiu em silêncio. A Suíça começava a acordar: os primeiros carros já passavam nas ruas. Eles pararam de andar e esperaram o lindo trem vermelho cruzar a rua rumo às lindas montanhas suíças. Algumas pessoas passaram apresadas por eles em direção do trem.
Natalie seguiu Dan por várias ruas, sem conseguir formular uma boa frase para puxar assunto. Eles andaram até a estação de trem principal – que já estava muito movimentada. Dan comprou duas passagens e no minuto exato um belo trem parou na estação. Ele montou e Natalie apenas o seguiu.
Quando o trem se afastou da estação, Natalie falou:
- O que você quer, Dan?
Ele deu um pequeno sorriso antes de responder.
- Você estava pensando em Isabel, não é? – Natalie reagiu com um rosto assustado. Como ele a conhecia tão bem? – Foi o que eu pensei. Pensei que conhecer um pouco a Suíça seria uma boa forma de relaxar.
A morena o olhou sem acreditar. Nunca poderia imaginar aquilo tudo vindo de Dan. Seus lábios se ergueram em um enorme sorriso e todo o clima pesado foi deixado de lado.
- Com certeza!
A Suíça era um país maravilhoso! O trem que eles pegaram circulava o país inteiro, passando da parte que falava francês, depois pela que falava alemão. Passou por inúmeras cidades com lindos chalés. O país parecia coberto pelas folhas amarelas que se soltavam das árvores durante o outono. O céu estava lindo, repleto de nuvens que se moldavam devagar em formas e mais formas. As florestas eram vivas e maravilhosas. Cervos e coelhos passavam entre as folhas e Natalie conseguia vê-los por milésimos de segundos.
Horas depois eles estavam no outro lado do pequeno país. Dan e Natalie desceram em uma grande e movimentada estação.
Dan cutucou a garota e sorriu:
- Que tal um chocolate suíço?
Natalie riu e o empurrou. Aproveitou a chance e saiu correndo na frente.
- Ei! – Dan correu atrás dela, rindo sem parar. As ruas estavam um turbilhão de pessoas e ele riscou perder a morena de vista uma ou duas vezes. No fim, ela parou e entrou em uma lojinha. Ele a seguiu e a encontrou sentada em uma mesa no fundo de uma lanchonete. Dan sentou diante dela e resmungou:
- Pra quê isso?
- Eu fiquei muito tempo sentada naquele trem, queria esticar as pernas.
A garçonete bonita chegou com dois enormes copos de chocolate quente:
- Especialidade da casa. – Ela disse com um forte sotaque. Dan girou o chocolate com o canudo, enfiou a mão no líquido e sujou o rosto de Natalie.
- Ei! – Riu. – Seboso!
Ele riu de volta e então continuaram a beber o chocolate.
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Dois dias depois da escapulida de Dan e Natalie, Amy encontrou os dois sentados juntos lendo um livro.
Essa, com toda a certeza, é a cena mais esquisita da minha vida. Dan Cahill e Natalie Kabra lendo juntos?
Ela sacudiu a cabeça e riu baixinho para não atrapalhar eles. Saiu da sala e passou por Hamilton, que mimava Sinead com pedacinhos de chocolate na boca, e depois subiu para o próprio quarto.
Ian estava jogado na cama com o computador no colo. Amy se jogou ao lado dele e a cama se mexeu.
- Oi. – O moreno disse e então colocou o computador de lado e puxou Amy para o seu colo. Ela se aninhou no peito dele e sorriu.
- Até que esses dias estão sendo legais.
- Somos humanos, não máquinas. Precisamos de descanso antes de começar tudo de novo.
Ian começou a massagear o couro cabeludo de Amy e ela relaxou totalmente e fechou os olhos.
- Você estava fazendo o que no computador? – Perguntou.
- Pesquisando um pouco mais sobre aquele poema. Dan me deu algumas informações importantes que você não lembra e eu resolvi investigar, mas são muitas histórias verdadeiras que se misturam com mitos. É difícil selecionar. Pesquisei sobre o que acontecia nessa região da costa aproximadamente na época de Gideon, mas tudo que eu consegui foram lendas da idade média e histórias de piratas que roubavam navios de carga.
Amy ficou em silêncio por um tempo antes de falar:
- Parece que estamos em um beco sem saída. As pistas são difíceis e os Vesper estão o tempo todo na nossa cola. – Ela suspirou e se acomodou melhor em Ian. – Estamos combatendo contra um grupo na qual não sabemos quase nada.
Ian pegou as mãos de Amy e massageou os seus dedos devagar.
- Já comprei as passagens para todo mundo, inclusive para Kurt. Em dois dias nós partiremos para o sul da Itália em busca de pistas. – O moreno disse. – Será como voltar para as busca pelas pistas, onde tudo parecia um grande labirinto sem fim.
A ruiva passou as palavras do poema pela mente novamente. Não parecia ter sentido entre elas. Como Madeleine conseguiu essas informações? Pensou Amy. Ela, com toda a certeza, descobriu coisa que não teve coragem de repassar nem mesmo para os seus ancestrais.
- Pode ser que a gente encontre informações onde menos esperamos. Podemos consultar antigos registros de todos os navios comerciais da época e também os piratas, assim podemos saber se algum deles transportou algum ingrediente diferente. – Ian continuou, ainda massageando as mãos de Amy. – Podemos procurar em museus e prédios públicos. Podemos conseguir contatos entre os Cahill que nos permita examinar documentos que ninguém mais pode.
Ian parou de falar ao ver o rosto pensativo de Amy. Ele conhecia aquela expressão desde quando eles se aliaram para encontrar uma pista na Coréia. A menina tinha o cenho ligeiramente franzido e os olhos quase não piscavam.
O moreno se mexeu para chamar a atenção dela e disse:
- Amy. – Ela piscou uma vez e fixou seus lindos olhos verdes em Ian. – Relaxe, não tente entender tudo. Você ainda nem recuperou sua memória.
Amy relaxou e envolveu o moreno em um abraço apertado. Inalou a fragrância de canela que vinha dele. No fundo de sua mente, ela sentiu os seus sentimentos se revirarem eu um turbilhão e depois pegarem fogo. Aquele garoto a deixava louca.
- Você tem razão. – Ela disse. – Não posso ficar pensando nisso o tempo todo ou não vou conseguir fazer mais nada.
Ian sorriu e então aproximou ligeiramente o rosto do dela.
- Acho que sei como fazer você relaxar...
Os lábios do moreno se fundiram aos dela. No começo o beijo foi calmo, suave, terno, mas logo se intensificou e se tornou quente, rápido, apaixonado. Ian puxou Amy mais para perto e esta enfiou as mãos nos cabelos escuros e sedosos de Ian. Depois do que pareceu uma eternidade resumida a alguns segundos, eles se afastaram um pouco.
Amy sorriu.
- Isso é mesmo relaxante. – Brincou.
Ian riu alto e então a girou na cama e a atacou com cócegas. Amy ria enquanto tentava afasta-lo, mas ele era muito mais forte e logo a menina desistiu de tentar fugir. Quando ela já estava vermelha como um tomate maduro de tanto rir, Ian parou.
Eles ficaram em silêncio por algum tempo enquanto Amy recuperava o fôlego. E então eles ouviram o barulho de passos no corredor: Natalie resmungava em altos berros com Dan, falando algo relacionado com o fato de ele ser um brutamonte. Dan ria alto, mas logo as vozes sumiram no corredor e a porta do quarto que eles dividiam se fechou com uma pancada.
Ian riu:
- Mais alguém acha que eles vão terminar como nós?
Amy caiu na gargalhada:
- Dan e Natalie? Impossível!
- Nós também parecíamos impossíveis. – Retruncou Ian.
Amy suspirou e cutucou a barriga musculosa de Ian.
- Está tarde, o que você acha se nós dormíssemos um pouco? Amanhã o dia vai se longo.
Ela se deitou e sorriu quando Ian a envolveu com seus braços forte e a puxou ao encontro de seu peio musculoso. Não demorou muito para que as mãos do sono a envolvessem.
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Reagan Holt olhou para o relógio ao lado da sua cama: já se passavam da meia-noite.
Ela sabia que, do outro lado do planeta, seu irmão e Sinead já estariam avançando em suas últimas horas de sono, enquanto ela não conseguia fechar os olhos.
A loira olhou para o lado e viu a irmã gêmea, Madison, presa em um sono tranquilo.
Se ela soubesse, será que me perdoaria?
Reagan, não aguentando mais ficar deitada, colocou os pés no chão. Em silêncio, ela seguiu para fora do quarto e desceu as escadas até o andar inferior do enorme apartamento onde morava – comprado com o dinheiro que Hamilton recebera da herança de Grace Cahill.
Ela andou até a cozinha e abriu a geladeira para se refrescar com um copo de água.
Reagan suspirou e olhou a paisagem pela janela da cozinha. Ela sentia que estava traído a sua família, mas ao mesmo tempo sabia, no fundo do seu coração, que era necessário.
Será que ele está mesmo do nosso lado ou apenas fingindo para obter informações? A loira não sabia. Sabia apenas que faria tudo para manter a sua família em segurança e se, para isso, fosse necessário mentir, ela faria isso sem nenhum problema.
Reagan colocou o copo na pia e subiu as escadas até o seu quarto. Madison não tinha se mexido nem um centímetro.
Jogando as pantufas para o lado, Reagan voltou a se deitar na cama. Ela tinha acabado de se cobrir com o edredom quando escutou o vibrar baixo de seu celular em cima da cômoda.
Esticando a mão, ela pegou o aparelho. Era uma mensagem. Ela gemeu ao ler o familiar numero de remetente. A mensagem a assustou:
Reg, está na hora de você voar.
Notas finais
No proximo a viagem e os VERDADEIROS mistérios vão começar...
Bjinhos sangrentos e eu espero comentários e quem sabe uma recomendação :D!!!
Amo voces!
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