Mello No País Do Espelho
6 AÇIUGNIL ODNEHCNE
Notas iniciais
Bem-vindos a encheção de linguiça nonsense que só está lá para atrasar ainda mais a vinda dos gêmeos!
Existe uma clara diferença entre teoria e prática, óbvio.
Era até que interessante ver seu mestre fazendo demonstrações de pseudo-lutas sul-americanas, pilotando helicópteros e até mesmo analisando um possível psicopata durante um jogo de tênis. Essas pequenas lições que na hora parecem banais, mas que um dia podem, sei lá, impedir que você acabe morto por uma shinigami maternalista manipulada por um louco megalomaníaco e uma gothic lollita e... É, não foi um bom exemplo.
Mas com um trio onde o elo mais fraco era uma ex-agente da CIA, Near nunca se ocupara muito em executar aquelas aulas de autodefesa, por exemplo.
Se bem que provavelmente, a Wammy’s não ensinaria o que fazer quando a bilheteira de um trem aponta uma arma gigantesca do exercito alemão para a sua testa exigindo o bilhete de passagem.
Alguns instantes antes
Precisava chegar à terceira casa, certo.
Para tal, seria interessante observar antes o terreno por onde se enfiaria... Óbvio.
Mas quando todo o cenário a sua frente é um gigantesco campo de xadrez natural e você consegue ver elefantes voando colhendo mel a alguns metros de distância, no meio do caminho que alguém te mandou seguir, é hora de repensar suas opções.
Está certo que escorregar numa pedra por conta de um bendito salto-alto-francês que enfiaram em você e rolar colina a abaixo até cair dentro de um trem nunca seria uma de suas primeiras opções.
Sequer era fisicamente possível, considerando a velocidade de trem e o ângulo da queda, mas Near era esperto, de fato, e pouco a pouco aprendia que simplesmente não adiantava tentar gastar pensamentos para entender aquele mundo.
Ao menos, conseguira um meio de transporte seguro, certo?
Obscuro, suspeito e absurdo, sim. Mas, francamente, estava no corpo de Mello seguindo ordens de uma peça de xadrez.
Ainda não havia se recomposto, quando uma voz decidida e seca lhe cutucou.
– Riza: Bilhetes, por favor.
– Near:...
Fim do o inútil flashback, voltemos à cena
– Riza: Não me faça ter que repetir.
Um coro de vozes ergueu-se entoando “Não a mantenha esperando, criança! A paciência dela vale mais do que milhões de armas por minuto!”.
– Near: Desculpe-me. Não tinha um lugar onde eu pudesse comprar o bilhete.
' 'Não havia bilheteria de onde ela veio, e lá a terra vale mais do que... Minissaias, pro Mustang ficar feliz”.
A bilheteira não baixou a arma.
–Riza: Deveria ter comprado com o maquinista, então.
Disseram em coro então as vozes: ‘’ O homem que mantém a caldeira acessa! Seu estalar de dedos vale mais do que pedras filosofais!’’
Não valia a pena dialogar, estava mais do que claro, pensou Near, sem nada responder.
E, se por algum ingênuo momento supôs que assim, ao menos, não teria como aqueles passageiros irritantes lhe fazerem coro, logo percebeu que o maravilhoso mundo do Nonsense não conhece limites.
Pensaram em coro- sim, pensar em coro é possível-, então, as vozes: ‘’realmente é melhor não falar, cada palavra vale mais do que pedras filosofais!’’
Diante da confusão, surgiu um segundo guarda, de igual farda, mas com grossos óculos. Analisou Near do laço do sapato até o último friz no cabelo, primeiro com um telescópio, depois com um microscópio e então com um daqueles óculos esquisitos que as senhoras gordas costumavam usar em óperas.
– Fuery: Ela está viajando do jeito errado, tenente!
E, com uma continência, saiu pela janela do trem.
Absurdo atrás de absurdo, não fosse todo o seu árduo treinamento psicológico e toda a história com Shinigamis e companhia, talvez Near realmente estivesse perturbado àquela altura. Mas depois de tudo o que passara, sentiu-se plenamente à vontade para sentar-se ao lado dos demais passageiros.
Um homem inteiramente vestido de papel branco, com um cavanhaque ruivo e uma barriga rasgando a roupa, balançou a cabeça em desaprovação.
– Breda: Uma criança tão jovem deveria ao menos saber aonde vai, ainda que não soubesse seu nome.
Um bode, que fumava tranquilamente concordou.
– Havoc: Ela deveria saber ao menos onde conseguir a passagem para o que quer, mesmo sem saber soletrar.
E um besouro prontamente falou, quando chegou sua vez.
– Falman: Talvez devesse ser transportada como bagagem já que, como elas, essa menina não tem bilhete.
Provavelmente, estava enlouquecendo. Curiosos que o pensamento não lhe apavorasse tanto.
Quem diria, de alguma coisa se lembrava das aulas do L: jamais deveria se deixar entrar em pânico. Bastava-lhe manter a calma e o raciocínio claro, e logo encontraria a solução.
–Fuery: Tenente! Tem um rio á frente!
– Riza: Mande o maquinista aumentar potência para que o trem salte com segurança.
Mais uma lição do País do Espelho: não adianta de nada pensamento lógico num mundo que não faz sentido.
EXTRA: A BIOLOGIA DOS RUIVOS (?)
–Matt: Eu nunca entendi essa parte do trem.
– Lavi: O que você está fazendo aqui?
– Matt: Não posso fazer nada se as leitoras me querem. Mas não é essa a questão.
– Lavi: Invade meu espaço e ainda quer dar as ordens...
– Matt: Isso aqui é extra, caolho. Enfim, no original de Alice Trought The Looking Glass tem um capítulo muito fumado, onde está inserida aquela viagem estranha de trem...
– Lavi: EU sou o Bookman! Então, tem um capítulo chamado ‘‘The Looking Glass Insects”. Lembra no Filme da Disney que aparecia uma Butter-fly, que era uma borboleta feita de pão de manteiga? Então, neste capitulo, uma mosquinha conta para a Alice sobre essa borboleta, entre vários outros insetos.
– Matt: Anda a ver com as flores, aliás.
– Lavi: É uma série de trocadilhos de nomes. Tipo ‘’Horse-Fly’’, que parece uma mosca e no livro surge como um cavalo de balanço voador.
– Matt: É tipo o “bicho folha”. É uma folha, ponto.
– Lavi: Enfim, mesmo uma paródia tem seus limites, antes de virar uma cópia descarada. Então, para evitar que algo assim acontecesse, a cena foi cortada. Simples assim.
– Matt: Acabou? Posso ir embora?
– Lavi: Deve.
–--Sinceras desculpas aos leitores, mas, sério, se quiserem saber mais sobre os insetos que se alimentam de chá e que fazem ninhos em caixas de presente de natal, sugiro verem o original--
Notas finais
Vou puxar um baseado para entender isso aqui, pera q
Comentário da minha beta enquanto lia o capítulo.
Agradecimentos profundos à senhorita Konan o/
Mesmo que ela tenha ficado inserindo comentário sobre coreanos ao longo da correção xD
E ME DESCULPEM PELA DEMORA OBSCENA MAS, TCHARAM!!, DESSA VEZ EU TENHO JUSTIFICATIVAS (quase que) PALUSÍVEIS!
Cursinho, meus amores. Seis meses só, mas enfim. TORÇAM PARA QUE EU PASSE NO VESTIBULAR o/
Ficam os avisos de sempre. E a garantia de que, como no próximo capítulo vem os GÊMEOS, eu o faço logo ;D
Kalhens~
Konan aqui: Não sei pq ela ainda me chama de senhorita. Postando, beijos. ♥
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