Mello No País Do Espelho

7 acibófotof açroc A


Notas iniciais
O que você é sem seu nome? É fácil responder Alice, Severina ou L, quando lhe perguntam quem você é.
Mas e sem o nome, o que lhe resta?
Um certo loirinho que, agora virou albininho de olhos pretos, está para descobrir.
E bem vindos de volta ao reflexivo mundo de Mello(e Near) no País do Espelho!


Errata: Sobre O trem Bizonho.
– Lavi: E ai cambada! Então. Depois de muita pesquisa, dedicação e força de vontade, finalmente eu encontrei uma interpretação mais razoável para aquela cena completamente desnecessária do Trem, aquela que o nosso estimado Near-Mello protagonizou no capítulo passado.

– Matt: de acordo com ‘’Alice Edição Comentada’’, de Martin Gardner, Alice naquele trem representaria a passagem para a vida da adulta.

– Lavi: Tipo, ela tá num trem, que avança rápido, cheio de adultos que tentam questionar sobre os modos que ela deveria seguir sua viagem, como uma criança prestes a amadurecer.

–Matt: Só isso mesmo. Até o fim do capítulo.

Caham, voltando ao capítulo.


A bem verdade, é que Mello estava perdido.Não se lembrava de para onde fora depois daquela Rainha de Cavanhaque simplesmente desaparecer no ar e, quando deu por si, estava num trem em pleno salto.
Sentia um certo cheiro de clorofórmio, mas isso perdeu toda a importância quando sentiu o primeiro solavanco do trem, e foi jogado pra frente graças a sempre doce Inércia.

Um trem.

Saltando.

SALTANDO.

É.

Morram de inveja, engenheiros.
Só teve tempo de tentar agarrar a barba de uma cabra de paletó antes de acabar arremessado para fora de uma janela, direto num campo aberto circundado por um bosque gigantesco e sombrio, digno de descrições from Tolkien.
– Mello:... Esse deve ser o tal do bosque sem nome. Nem ferrando que eu entro ai.- Mello, o aventureiro.
Limpando a saia de seu lindo vestidinho cheio de frufrus (é sempre bom ressaltar a vergonha alheia) virou-se, pensando em voltar para os trilhos do trem, provavelmente uma rota mais segura e reta e, bem... Que não passasse por entre aquelas árvores que pareciam estar lhe encarando.
Só tinha se esquecido de uma coisa.

Ali, ele era um peão. E, como qualquer um que já tenha jogado xadrez sabe, peões não andam para trás.


– Mello: Bela hora para esse mundo resolver seguir algumas regras- resmungava enquanto tentava afastar os irritantes galhos que a toda hora se enfiavam na sua frente- mas bem que essas....Essas...


Parou, a mão sobre o tronco de uma árvore mais próxima.Encarou a madeira por alguns segundos, tentando forçar sua mente a lhe dizer qual era o nome daquela coisa.Mas...nada.


– Mello: Oras essa...Essaa... Essas coisas!- explodiu por fim- nem devem ter nome.... Aliais, quem se preocuparia em ficar dando nomes às coisas nesses....Nesses montes de cosias escuras!- reclamou, de má vontade.


Bateu a mão na testa branca que não lhe pertencia, finalmente compreendendo.


– Mello: Coisas sem nome. Aqui as coisas não tem nome, óbvio. Por isso não lembro como se chama nada....Mas pelo menos eu ainda sei o meu próprio nome...

..

Sim, claro, o nome....

Franziu o cenho, como se espremer a testa fosse fazer o cérebro funcionar melhor.

Nunca funciona.

Mas todos fazem isso, se alguém souber o porquê, Lavi aceita contribuições.


– Mello: Ah, bem, isso não importa agora. Mas sei que começa com N. É. Certeza que tem N....


– Voz vinda das sombras- Ora, o meu nome também!

Pense você, num bosque (que você nem saberia que tinha esse nome) escuro, cercado de árvores grossas e com jeitão de Floresta das Trevas, e do nada, mas do nada mesmo, uma sombra fala com você.

A sorte, é que não era você que estava lá, e sim Mello, já praticamente um veterano no Carrol’s World.


Parecia um bicho, quadrúpede. Só que nunca encontrara muitos animais que carregassem consigo marionetes de mãos de... De...Mas o que raios era aquela coisa esbugalhada?( Teoricamente, um gato, mas mesmo sabendo o nome, era difícil afirmar).


– Mello: Quem é você?


– Voz das sombras: Ah, aqui não posso lhe dizer, entende- Mello via claramente um sorriso sinistro que, se tivesse mais dentes, lembraria um certo gato tarado de vidas passadas-se me acompanhar, poderei lhe responder...


A voz era sinistra, pronto. Parecia que escurecia ainda mais as coisas só por estar ali.Mas Mello realmente tinha que seguir em frente de qualquer modo, e talvez a tal da... Da... Da sombra o levasse para um lugar onde pudesse lembrar-se de seu próprio nome.


Assim, com um sorriso enorme e comentários esparsos sobre como a madeira daquele lugar poderia estar impregnada de espíritos perdidos, esquecidos de seu nome, perfeitos para uso em maldições e, quem sabe, até mesmo cadáveres enterrados pelas folhas mortas, fora outros tópicos mais alegres e radiantes, logo chegaram ao fim do (agora devidamente nomeado) bosque.


– Nekozawa- Eu sou uma corça!- anunciou alegremente, mas ao virar-se para Mello, começando já um longo discurso sobre o uso de corças em sacrifícios, deu de cara com o sol que se erguia pelas copas das árvores.


Mello sequer conseguiu ver direito a cara da suposta corça, antes dela correr em disparada de volta para o bosque.


–Mello... Que seja. O que importa é que lembrei o meu nome. Que começa com M, de Mello, e não N de Near- acrescentou com desgosto, só para se auto-arfirmar mesmo.Agora... Suponho que deveria seguir uma dessas setas...


De fato, à sua frente, duas placas com inscrições parecidas se erguiam.Numa delas, ‘’Por aqui, casa de Tweedledum’’ e na outra, ‘’Casa do Tweedledee, por aqui’’.
Felizmente, não teve que pensar muito sobre qual das indicações deveria seguir, posto que apontavam para o mesmo lugar.
Com um bufo frente àquela inutilidade, pos-se a caminhar, e ia se indo entre resmungos e resmungos, quando numa curva mais fechada levou tal susto que acabou caindo sentado pra trás.
Uma espécie de armadilha feita de arpão e ovos de galinha viera em sua direção. Aliais, uma não. Duas. Idênticas, mas opostas.
Ali, enquanto tentava se recuperar do susto, não podia imaginar, mas aqueles dois só poderiam ser...



\"\"

Notas do Titio Lavi e do Matt Agregado
Lavi: Então. Só pra deixar claro, o capítulo acaba desse jeito mesmo. E antes que venham com pedras pelos gêmeos não terem aparecido, já um bom motivo para isso.


– Matt: Uhum...Sempre há...


– Lavi: A propósito, agora que tive acesso finalmente ao tal Alice Comentada, podemos enriquecer ainda mais a fanfic!


–Matt: Sim, sim. O bosque é uma referencia ao universo. Porque o universo não TEM nomes, nós é que damos. Como Adão que, no Paraíso saíu chamando tigres de tigres porque pareciam tigres.Mas duvido que tenha feito diferença pro Tigre ser um Tigre ou uma Maçã.


– Lavi: De novo, quem é o Bookman aqui!?



Notas finais
Duvido que eu ainda tenha leitores à essa altura do campeonato, mas a questão é que eu realmente não pretendo deixar mais uma fanfic assim, em aberto.
Mais pelo meu orgulho mesmo, do que qualquer outra coisa.
E, e, FINALMENTE EU CONSEGUI POR AS MÃOS EM UM ALICE EDIÇÃO COMENTADA.
Minha meta agora é More Annoted Alice, mas ainda não encontrei....
Se alguém souber de alguém que vende, dá, leiloa,... ;D
Ultimamente ando viciada em Senhor dos Anéis (finalmente li). Não estranhem se começarem a aparecer referencias ao mundo Tolkiniano por aqui :3
Enfim, enfim. Ficam os avisos de sempre, para o caso de alguma alma perdida por aqui passar o/
OBS: dessa vez não pude contar com a Senhorita Konan... Então...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.