Notas iniciais
Se você quiser ver a versão original da história, ela se chama "o Sapo e a Cobra", e você poderá achá-la em qualquer bom livro de fábulas.
Era uma vez, no coração da África, um pequenino sapo que brincava nas selvas. Ele gostava de pular de pedra em pedra e comer moscas que passavam. Até que um dia, ele viu uma cobra toda colorida rastejando perto das pedras. Ele ficou com medo ao se lembrar do que tua mãe lhe dissera sobre as cobras: “Bichos traiçoeiros que só te querem no jantar!...” A cobra viu o sapinho e lembrou-se do que tua mãe lhe dissera sobre sapos: “Bichos que dão um ótimo jantar ou almoço!...” A cobra pensou que o sapinho seria sua primeira vitima, então disse ao sapinho: “Ei, vamos brincar?”. O sapinho, que era muito ingênuo, pensou que as cobras não eram tããão traiçoeiras assim, e disse: “Tudo bem! Você quer aprender a pular?”. A cobrinha disse que sim com a cabecinha e os dois foram até as pedras. O sapinho ficou a manhã toda ensinando a cobrinha a pular, e a mesma aprendeu muito bem, e com muito gosto. A cobrinha até se esqueceu que eles eram inimigos naturais durante alguns momentos. Na hora do almoço, as duas voltaram para suas casas. O sapinho não contou nada sobre a cobra com a mãe, e a cobra não contou sobre o sapinho. Então, a tarde, eles se encontraram nas pedras novamente, e a cobrinha veio com a proposta: “Eu posso ajudar você a rastejar!”. O sapinho aceitou. Durante o começo da tarde, a cobrinha ensinou o sapo a rastejar, que aprendeu muito bem. Depois, durante a tarde todinha, eles pularam e rastejaram muito. A cobra e o sapo se esqueceram das diferenças entre suas espécies e se divertiram. Quando a noite chegou, eles se despediram, marcando para se encontrar no dia seguinte.

Chegando em casa, o sapinho contou sobre a cobra para sua mãe, afirmando que ela era confiável. A sapa mãe, porém, o repreendeu, dizendo: “Não! Você não sabe de nada sobre o mundo, e a cobra quer te demorar. Não quero mais você com aquele bicho!”. Na casa da cobra, a pequenina disse à mãe sobre seu amigo sapo. A mãe cobra, por sua vez, riu e disse: “Uma cobra sendo amiga do sapo??! Haha, minha filha, sapos são comida. Da próxima vez que você o vir, aproxime-se sorrateiramente, pule e o devore!” Ambos os pequenos ficaram muito tristes e saíram de manhã no dia seguinte, nas pedras. A cobra se aproximou, na esperança de devorá-lo, mas o sapo disse antes: “Acho que eu não vou poder mais brincar com você...” A cobra disse, tristemente: “É...”. A cobra foi se arrastando até uma pedra longe dali e lá ficou durante o resto da manhã.

E, durante o resto de suas vidas, a cobra e o sapo se deitavam nas pedras sob o sol ardente da África todas as manhãs, lembrando-se do único dia em que deixaram suas diferenças de lado e se tornaram amigos.

Moral: Isso acontece muito na nossa sociedade, em que as diferenças nos impedem de fazermos amizade. Seja o preconceito racial, de sexo, religião, família, origem. Muitas vezes não queremos conversar com uma pessoa sem nem conhecê-la. A sociedade põe nas nossas cabeças que não devemos fazer isso, não devemos fazer aquilo... E acabamos deixando de fazermos o que queremos por medo da rejeição da sociedade, sejamos dependentes dela ou não. Veja o caso dessa fábula: a cobra ficou amiga do sapo, mas a pressão da sociedade (Cobras e Sapos são inimigos) e a pressão da própria mãe (Quando ela diz á cobrinha que ela deve matar o sapinho), fizeram com que a cobra perdesse uma amizade verdadeira. Pense nisso.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!