Notas iniciais
Bem, primeiro de tudo, um aviso: esse cap vai ser muito GRANDE. Mas isso não é problema né xD
Outra coisa: dedico esse cap para a grande (se não maior) fã da Dani, ianebr! =D Ninguem ama mais a Dani que ela, ninguém (né moça? ;D)
Então, por isso, quem está narrando hoje é a
>>> Dani <
Parece que o mundo está conspirando contra eu ficar com a minha Ana. Só pode.
Quando eu achava que finalmente pudesse ter um momento às sós com ela, a idiota da Beatriz fica tão bêbada com vinho (se isso é possível...) que chegou a desmaiar, obrigando a outra idiota da Carolina a ficar com ela a noite toda e fazendo com que a vaca da Emanuella viesse para o nosso quarto.
E, sério, isso não foi nada bom.
Assim, que chegamos ao quarto, que era muito chique por sinal, a minha Ana deu uma desculpa qualquer e foi tomar banho. Eu me ofereci para lhe fazer companhia no banho, claro, mas ela recusou. Bem, é lógico que sim. Ela te odeia, Daniela.
Vocês devem estar se perguntando “Mas você não está arrependida de ter feito aquilo com ela? Por que você está voltando a se comportar dessa forma?”, tenho certeza. Bem, o motivo é simples: eu não sei mais o que fazer. Eu preciso da Ana. Preciso muito... Vocês... Vocês não têm idéia do quanto... E nunca terão.
Além disso, de acordo com o plano daquela vaca, eu tinha que me comportar desse jeito. Falando no diabo, ela estava sentada na cama me encarando o tempo todo com um sorrisinho safado no rosto, como se dissesse “vem cá.”
Hahaha. É porra que eu vou.
A Ana voltou do banho e logo foi minha vez. Tomei um banho rápido, e quando eu voltei, ela já estava dormindo. Emanuella, que seria a próxima a usar o banheiro, passou por mim e sussurrou no meu ouvido “to te esperando”, entrando de um jeito sexy no banheiro. Apesar de ela ser linda, não se comparava à minha Ana, claro. E era só ela que eu queria. Por isso a ignorei e acabei por me deitar e ficar observando o meu amor dormir.
Deixem-me explicar: a suíte possuía uma cama de casal ENORME, que cabia nós três. Eu estava na esquerda, Ana na direita e Emanuella no meio. No começo, Ana ficou meio desconfiada e não queria dormir perto de mim, então a Emanuella disse que dormiria no meio e por fim ela acabou aceitando. E eu, mesmo não gostando, tive que aceitar também.
Aquela cama era mesmo muito confortável, e tudo naquela suíte era de melhor qualidade. Eu não tinha nada do que reclamar.
Apenas do fato da pessoa que eu amo me odiar mais do que tudo porque eu tentei forçá-la a transar comigo.
Eu não conseguia dormir, por dois motivos:
Primeiro. Eu estava na mesma cama que a Ana, separada apenas por uma vaca. Eu fiquei pensando em muitas besteiras. Muitas mesmo. Eu tive que me controlar ao máximo para não jogar a Emanuella no chão e atacar a Ana ali mesmo. Mas... Eu não poderia estragar tudo outra vez. Pelo que eu via, o plano daquela vadia era muito bom. Talvez eu realmente conseguisse a Ana de volta...
Segundo. Eu podia sentir de vez em quando que alguém estava alisando as minhas costas. No começo, eu pensei que era apenas a minha imaginação, já que eu estava fantasiando a noite inteira... Mas depois, eu percebi que realmente eram reais. Então eu me virei na mesma hora em que estavam me alisando e descobri que era... A Emanuella!?
Eu queria gritar bem alto "O que diabos você está fazendo?!" mas eu não podia, iria acordar o meu anjo que estava dormindo. Então me contive em apenas fazer uma careta e dei minhas costas para ela. O que não adiantou de nada, já que ela continuava...
E o pior era que isso estava me excitando.
Droga.
Eu tentei o meu máximo ignorar esses toques, que continuaram por algum tempo, até que... Eu a ouvi susussurando no meu ouvido:
— Assim que eu sair, espere cinco minutos e vá até a lagoa do hotel.
Pisquei. Lagoa? E aquele hotel tinha lagoa? Desde quando?
Ela saiu lentamente da cama e caminhou de um jeito sexy até a porta, dando um sorrisinho maldoso para mim. Quando ela finalmente saiu, eu fiquei pensando se eu devia ir ou não. Olhei para Ana. Ela parecia um anjinho dormindo... Sorri. Aquela realmente era a mulher que eu queria para minha vida inteira...
“Você pode conseguir ela, Dani.”
Emanuella tinha me jurado que se eu a ajudasse, eu iria ganhar a Ana como recompensa. Mas será que eu queria que ela ficasse comigo dessa forma, à força? Eu já não tinha tentado dessa maneira, e aconteceu exatamente o contrário?
Enquanto eu pensava nisso, ela se espreguiçou como um gatinho, na cama. Eu tive que me controlar para não atacá-la... Com muita dificuldade.
Respire Dani.
Respirei profundamente. E, de repente, tomei uma decisão.
- Você demorou, hein?
Emanuella estava olhando para a lagoa, e a luz do luar a fazia ficar ainda mais bonita. Mas ela nunca chegaria aos pés da minha Ana. Nunca.
- O que você quer? – eu perguntei, desconfiada.
- Eu já lhe disse o que quero. – ela sorriu.
- Sim, ferrar a Carol, eu sei. – eu disse, revirando os olhos. Aquilo não me importava... – Mas o que eu não entendi é o motivo. Tipo... Ela parece realmente gostar de você...
- Eu não importo se ela gosta de mim ou não. Ela tem que pagar pelo que ela fez. – sua voz estava fria como o vento que batia contra meu corpo.
- Pelo que ela fez? Como assim? – agora eu estava curiosa.
- O que ela fez com a... Quero dizer, comigo. – ela pareceu se atrapalhar um pouco – É imperdoável.
Como assim “com a”...?
- Mas o que foi que...
- Calada. Isso não te importa.
- Importa sim! – eu já estava com raiva. – Se nós fizermos nossa parceria, eu tenho que saber!
Ela ficou me encarando, sem expressão, durante algum tempo. E, de uma hora para outra, ela deu aquele sorriso safado de novo.
- Isso eu respondo se... Você ficar comigo.
- Bom dia, amor!
Ana me encarou com um olhar mortífero, enquanto tentava se levantar da cama.
- Eu não sou seu amor... – ela disse, cambaleando de sono enquanto andava. Isso era tão fofinho! E seu pijama era tão sexy...
Calma... Respire Dani. Respire...
- Gente! – a Emanuella disse, enquanto Ana estava indo ao banheiro, ainda tonta de sono. – Será que a Beatriz já acordou?
Ana, que pareceu ter se lembrado da existência da amiga e acordado de vez, entrou no banheiro na velocidade do som e voltou alguns segundos depois, já de uniforme.
- Vamos! – e pegou meu braço, me arrastando até o quarto da amiga. Eu fiquei nervosa com isso. Aquela era... A primeira vez que os fazíamos contato físico depois daquilo...
Será que ela já estava me perdoando? Ou será que era apenas porque estava preocupada com a amiga?
Infelizmente, algo me dizia que era a segunda opção...
Chegamos lá, e como eu previa tudo parecia estar bem. Ana logo foi abraçar a Beatriz quando a viu, o que me causou uma pontada de ciúmes... Pare Daniela. Você não pode mais se comportar assim.
Enquanto eu estava em uma luta comigo mesma, reparei que a Carolina estava evitando os beijos da Emanuella, o que era uma coisa muito estranha. Em dias normais, elas ficavam tão grudadas que não dava para saber onde começava uma e terminava a outra. E isso era muito chato de se observar. Até porque... Eu queria que no lugar delas fôssemos eu e a Ana.
Calma, Dani. Sua hora vai chegar. Espere apenas mais um pouco...
A linda voz de Ana despertou meus pensamentos. Ela estava brigando com a Beatriz por ter sido tão irresponsável, mas ao mesmo tempo não parava de dizer “que bom que você está bem!” para ela.
E ela parecia mesmo bem. Não parecia mais aquela garota emo que ela estava sendo esses dias, o que, junto com a atitude da Carolina, me levou a pensar que talvez algo realmente tivesse acontecido nesse quarto...
Sorri maldosamente para a Carolina, enquanto pensava nisso. Ela ficou com uma cara aborrecida, mas logo sorriu de novo. Ah, eu sabia. Algo definitivamente tinha acontecido.
- Ahn... Com licença... – uma menina que eu nunca tinha visto ou não me lembrava quem era acabara de entrar no quarto. Ela usava óculos, e parecia realmente muito nerd. Era branca que nem um fantasma, e parecia constantemente amedrontada.
- Sim, pois não? – a Beatriz perguntou, com a voz fraca. Todas agora estavam olhando para a menina.
Ela pareceu se atrapalhar um pouco com toda aquela atenção, por isso falou, gaguejando:
- É-é que a-a-a di-direto-tora que-quer fala-lar com a-a Be-beatriz.
- Comigo? – ela perguntou, confusa com a menina.
- Provavelmente deve ser porque você ficou bêbada. Aliás, como você ficou daquele jeito apenas bebendo vinho? – Carol perguntou, enquanto ajudava ela a se levantar, o que teria sido um gesto simples, se seus rostos não tivessem ficado tão perto...
Opa! Aquela seria uma cena interessante.
- Espera aí, o que vocês pensam que estão fazendo? – infelizmente, a vaca da Emanuella impediu o provável beijo que iria acontecer, se metendo no meio das duas. – Deixa que a Ana leva ela até a diretora. Né, amor?
- Si-sim... – Carol parecia bastante confusa. Ela ainda olhava para a Beatriz, que estava do mesmo jeito.
- E-ela disse que é urgente... – nossa, a nerd ainda estava aqui? Eu tinha me esquecido completamente dela...
- Ah... – Beatriz finalmente teve uma reação. – Eu... Tô indo.
- Vem, eu te ajudo, Bia. – a minha Ana, linda como sempre, ajudou a amiga a se levantar. E eu fui ajudá-la, claro.
- Eu não preciso de ajuda. Eu posso ir só. – ela se desvencilhou de nós duas, e foi andando com dificuldade até a porta. Ora, mas como se atreve...?
- Obrigada, mesmo assim. – ela deu um sorriso simpático, e acompanhou a nerd até a sala da diretora.
- Ela se fudeu geral agora – eu disse, rindo, depois que ela foi embora. Estávamos no restaurante do hotel, tomando nosso café da manhã.
Ana me deu um olhar mortífero.
- É. Ela não fez uma coisa muito legal... – Carol disse, com um olhar vago. Manu estava abraçada a ela, e não gostou nada do jeito que a garota estava.
- Mudando de assunto. – Ana parecia não estar disposta a continuar aquela conversa. – Hoje nós vamos explorar a floresta, não é?
- Sim, meu amor! É uma ótima oportunidade de ficarmos às sós... – eu comecei, abraçando-a.
Pelo que eu tinha entendido, a gente iria explorar a floresta em pares. Era uma espécie de jogo, e quem chegasse primeiro ganharia um prêmio. Ou algo assim. Eu estava pensando em coisas melhores quando a professora estava explicando. Coisas como a Ana.
- Não, não é. – ela se desfez do meu abraço com dificuldade. – Aliás, eu não pretendo ir com você. Eu pretendo ir com a Bia.
Eu não gostei nada daquele comentário.
- Ora, mas... Eu acho que ela não vai poder ir... – Emanuella disse enquanto olhava com nojo para a comida. – Quer dizer, depois do que ela fez...
- O quê? Como assim? – Ana parecia perplexa.
- É verdade... – Carol concordou, enquanto comia. Ainda parecia estar distante. — Acho que a comportamento dela não foi muito legal...
Ana, que finalmente parecia ter entendido a situação, exclamou, olhando com medo para mim:
- Puta merda.
Eu sorri. Dessa vez ela não iria escapar...
Eu espero.
Notas finais
#táparei
Gente, eu só digo uma coisa, essa exploração que elas vão fazer na floresta não vai prestar mesmo, porque muitas coisas importantes vão acontecer lá, e que eu não vou contar agora, claro! #risadasatânica
Enfim, outro aviso: eu vou começar a postar de 2 em 2 dias, pq tá ficando muito apertado pra mim, espero q vcs entendam... '-'
Entãaaao... Até o próx cap, hermanos ;D
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