Notas iniciais
Esse capítulo está cheio de emoções!
Pra quem gosta da Dani, acho que dessa vez vocês irão me amar, me odiar, me amar de novo, me odiar profundamente depois e me amar de novo! xD
Enfim, aproveitem ;D
PS: Quem tá narrando desse vez é a Ana ^^
Eu tinha minhas suspeitas. Mas agora eu tenho certeza.
A Dani está endoidando.
- Como assim festa do pijama?! – eu disse, com as mãos nos quadris – Isso está completamente ultrapassado!
Dani deu uma gargalhada alta. Hum... Ela ficava linda rindo... Mas o que diabos eu estou pensando?!
- Ah, amor... Você me faz tão bem! – disse ainda sorrindo. Ela ainda estava me chamando de amor! Eu nunca dei permissão para isso!
Eu estava encarando a Dani com uma cara mortífera.
- Er... Com licença... – interrompeu Tomas levantando a mão
- Pois não, Tomas? – disse sorrindo. Eu gostava daquele garoto. Ele era um nerd, sempre usava óculos, e era bem legal. Coitado, a família dele está passando por maus bocados.
- Desculpe minha intromissão, mas... – continuou dessa vez olhando para Dani. – Você a chama de amor. Por acaso vocês... São namoradas?
Quê?!
Essa pergunta me assustou tanto que eu bati meu braço na cadeira. Ai! Tá doendo!
Tomas pareceu confuso com a minha reação. Dani, entretanto, estava gargalhando oura vez.
- Escute aqui, rapaz... – disse ela, se aproximando dele devagar – Ela não é minha namorada. – chegou à carteira dele e bateu com força na mesa. Seu tom de voz mudou. – Ela é minha mulher.
?!
Admito que fiquei sem palavras depois de ouvir isso... Ninguém nunca tinha dito isso para mim, muito menos dessa forma. Os garotos só queriam se divertir comigo. Toda vez que eu queria um relacionamento sério, eles pulavam fora. Dessa vez não... Ela, a Dani... Ela realmente queria algo sério comigo. E eu gostei disso...
Mas não! Eu não posso! Ela é uma garota, e eu também! Meus pais me matariam... Eu... Não posso...!
- Nós... Nós não somos namoradas...! – minha voz saiu meio gasguita. Perfeito... – Somos apenas... Amigas! Sim, somos boa amigas!
A cara que a Dani fez cortou meu coração. Ela realmente ficou triste ao ouvir isso... Claro, ela tinha levado um fora! Perfeito, Ana... Agora ela nunca mais vai falar com você...
-... Ainda.
Quê?
Ela sorriu para mim.
- Não somos namoradas... Ainda.
-...
Será que essa garota não desiste nunca...?
Mas... Fiquei meio feliz em ouvir isso.
- Então... Vocês não são namoradas? – Tomas interrompeu a conversa, tímido.
- Você não ouviu ela? – Dani já estava irritada. Ela tratava os outros de uma maneira completamente oposta que ela me tratava...
- Ah, sim... – falou ele tímido. De repente, ele deu um pequeno sorriso. – Então, talvez eu ainda tenha uma chance...
Espera aí. Eu ouvi isso direito...?
Dani bateu na carteira dele de novo, e dessa vez o pegou pelo colarinho.
- Escuta aqui, seu morto-de-fome. – sua voz parecia assustadora! – Não ouse chegar perto da minha garota. Entendeu?!
Ele parecia aterrorizado. Fez que sim com a cabeça, implorando para que ela o soltasse.
Meu Deus! O que está acontecendo aqui...? Eu... Tinha que fazer alguma coisa.
Mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa, a Carol já tinha feito. Ela pegou a Dani por trás e a arrastou para longe do pobre garoto, que se sentou na sua carteira, tremendo de medo.
- Calma, calma! – sua voz estava despreocupada como sempre – Ele não vai fazer isso. Está vendo? Ele morre de medo de você. Posso te soltar agora?
Dani a olhou e se livrou dela. Ajeitou seu cabelo curto e repicado que ia até o ombro, e disse.
- Tem razão. – olhou de novo para mim e sorriu – Onde estávamos?
- Er... na festa do pijama... – respondeu Carol sorrindo.
- Sim! Como eu estava dizendo, elas duas – e apontou para a Bia e a Manu, que já estavam extremamente entediadas – podem brigar por você na festa que eu vou dar hoje à noite.
Carol ficou vermelha com esse comentário. Bia protestou:
- Espera aí, eu não estou brigando por ela não!
- Ah, então a Emanuella pode ficar com ela a noite toda...? – cortou Dani enfatizando a palavra ficar.
Isso deixou Dani sem palavras. Por fim, ela disse baixinho:
- Não...
Dani sorriu vitoriosa. Hum... Nesse mato tem coelho. Ai, que expressão antiquada! Enfim, acho que a Dani está planejando algo. O quê, eu ainda não sei...
Mas com certeza vou descobrir!
- Eu topo. – Manu disse de repente.
- Quê? – Carol pareceu perplexa.
- Eu disse que topo, Carol. – falou carinhosamente para a garota. Ai, admito que às vezes essas falas melosas me irritam. Ainda bem que a Dani não fala assim comigo. Ela é meio... Selvagem. Ah, espera aí, eu não devia estar pensando nisso!
- É uma boa oportunidade de conhecer todas vocês. – continuou a garota de olhos verdes apontando para nós. Hunf, duvido que a Bia queira conhecer ela melhor. Elas provavemnte iriam sair no tapa.
- Exatamente. – Dani concordou – Na verdade, esse era o motivo da festa, mas você não me deu oportunidade de falar.
- Ah, desculpe.
- Não tudo bem.
Um clima estranho pairou sobre a sala. Foi como se a Coca-Cola e o McDonalds se unissem em prol de ganhar mais clientes. Não que eles já não fizeram isso, mas... Houve mesmo ali uma união de forças. Medo.
- E quem vai ser convidado? – disse Carol. Parece que ela já tinha aceitado a idéia...
- Ah, que tal todo mundo que está aqui agora? Com exceção do cavalheiro ali, claro.
- Por que eu não posso ir? – ele protestou, agoniado. Talvez ele achasse que tinha muita comida lá...
- Por que é uma festa de pijamas! Pijamas! Entendeu ou quer que eu desenhe? – Dani estava irritada de novo. Suspirei.
- Tá bom... – ele pareceu muito desapontado.
Fiquei com muita pena dele. Nesse momento, tomei uma decisão.
- Que tal se... Em vez de uma festa do pijama, a gente fizesse uma coisa que desse dinheiro, para ajudar o Tomas?
Ele não pareceu ter gostado de ouvir aquilo.
- Não! – sua voz saiu alta e grave. Meu coração deu um pulo ao ouvi-lo. – Não... Eu não quero a compaixão de vocês. Eu tenho que resolver meus problemas sozinho.
Ele se levantou da carteira e veio andando em minha direção. Pegou minha mão, e disse olhando nos meus olhos:
- Muito obrigado por tentar me ajudar. Você é uma garota perfeita, Ana... Eu espero que um dia eu consiga dizer tudo o que está dentro do meu coração de pobre...
Ao dizer isso, ele pegou suas coisas e saiu correndo da sala. Eu fiquei olhando pelo local de onde ele tinha saído, com a mão no peito. Ele pareceu tão,,, Másculo ao dizer aquilo. Eu...
No meio desses pensamentos confusos, eu me lembrei de uma coisa: Dani.
De repente, alguma coisa me pegou pelo braço e me arrastou até a saída.
- Desculpem, garotas, mas eu tenho que resolver um imprevisto. – Dani estava com uma expressão muito estranha, e apertava com força meu braço. – De qualquer forma, a gente se vê na minha casa hoje às 21 horas!
Saímos da sala. Ela me puxava pelo corredor em direção à algum local desconhecido. Meu coração ardeu, dessa vez não por causa daquele sentimento que eu sempre sentia quando estava perto dela.
Dessa vez, era medo.
Notas finais
As coisas deram uma reviravolta danada! D:
O que será que vai acontecer? O que será que a Dani vai fazer?
Isso vocês só verão amanha muahahaha!
Ah, e outra coisa. Eu vou mudar a classificação para +16 por que eu não me responsabilizo pelo que vem pela frente! xD
Au revoir! ;D
Fale com o autor