Notas iniciais
Uhuuuuu gente! o/
Uma boa notícia: meu cel reviveu *o*

Leitores:...
Eu:...

Er... Continuando. Com relação à troca de narradores, percebo que muita gente (mentira, só duas) me chamaram a atenção pra confusão que eu to fazendo, e eu, como uma autora que se preocupa com seus leitores (eu sei que vcs também me amam!) eu vou adotar a política de um narrador por cap! ^o^ Então, preparem-se para capítulos muito longos - ou muito curtos!

Não se preocupem, esse vai ser longo ;)

PS1: Narradora de hoje: Ana
PS2: Time Bia, por favor não me matem xD

E vamos ao cap.!!!! o/ Que será em homenagem à minha fiel e grande leitora, mirellasilva! ;D Aqui está seu capítulo, amor ;)

Aproveitem!

- Bem, gente! Finalmente chegamos ao Amazonas!

A professora Fátima estava do lado de fora do aeroporto de Manaus, tentando juntar os alunos em uma fila. Eu digo tentando, porque estava meio difícil... E ela ainda tinha que lidar com eles sozinha, porque a professora Maria estava flertando na maior cara de pau com o professor Valdir. Rá! Eu sempre soube que eles tinham alguma coisa.

Ah, me deixem adivinhar. Vocês estão querendo saber o que aconteceu depois que a Bia falou com a Carol lá na sala de espera do outro aeroporto, não é? Rá! Eu sabia. Bem, desculpe desapontar vocês, mas realmente não aconteceu nada demais. O motivo? No momento em que a Bia tomou coragem para falar com a Carol sobre os problemas delas, adivinhem quem apareceu? Sim! Quem disse “Emanuella” acertou!

Assim que ela apareceu, tacou um beijo – beijo não, desentupidor de pia, na Carol, fazendo a Bia ficar extremamente desapontada. Eu, como sempre intrometida, perguntei por que diabos elas estava se beijando ali, no meio do aeroporto, com todo mundo olhando. Ao ouvir minha pergunta, Manu apenas sorriu e abraçou Carol bem forte, dizendo:

“Somos namoradas.”

E isso me pegou totalmente de surpresa. Para falar a verdade, eu estou bege até agora. Eu nunca pensei que a Carol iria aceitar uma proposta assim... Pelo visto eu estava enganada. E sobre muitas coisas.

Depois de ela dizer aquilo, a Bia fez um barulho muito estranho. Algo como uma tossida misturada com um soluço (isso é possível...?). E, por um segundo, eu pensei que ela iria “armar um barraco” ali, no meio da sala de espera. Porém, novamente eu estava errada.

Em vez disso, ela apenas respirou fundo e forçou um sorriso, dizendo:

“Parabéns. Finalmente você encontrou alguém que você realmente goste. Não é?”

E logo saiu muito rápido em direção ao grupo dos nerds da nossa sala (que eram poucos). Eu não pude ver sua cara, mas eu tenho quase certeza de que se ela tivesse ficado ali mais um minuto... Ela teria chorado.

“O que foi que deu nela?”, Manu perguntara. Eu olhei bastante feio para ela, mas não disse nada. Eu tinha que sair dali, ou alguém iria se machucar seriamente...

“Parabéns”, eu disse motoramente. Dei uma desculpa qualquer e saí o mais depressa dali. Eu tinha que evitar que a Bia faça alguma coisa consigo mesma...

O estranho de tudo foi que quando eu ia saindo, ao olhar para a Carol, eu pude perceber uma imensa tristeza em seu olhar. Será que isso quer dizer que... A Bia ainda era importante para ela?

Hum... Era bom saber disso. Era mesmo muito bom.

Bem, voltando ao presente, o ônibus que iria nos levar até o hotel tinha finalmente chegado, e depois de toda a típica confusão que os alunos fazem quando entram no ônibus, nós estávamos finalmente indo para o hotel. Ele, disse a professora, ficava em uma cidade isolada do Amazonas e fora construído no meio da mata. “Ótimo”, eu penso. Teria que ficar uma semana perto da Dani em uma mata fechada.

Ao mesmo tempo em que eu estava viajando com esses meus pensamentos, a Bia, que estava no banco ao lado do meu, olhava fixamente pela janela do ônibus, aparentemente também perdida em pensamentos. Escutava suas músicas em deu Ipod, e não comentava nada. Ela tinha ficado assim desde que soube que a Manu e a Carol eram namoradas...

Falando nelas, dava para ver que estavam no maior love-love em um dos bancos que ficavam lá na frente (a gente estava no de trás), e, de vez em quando, a Bia olhava para elas e virava o rosto. Suspirei, enquanto fechava meus olhos. Porque isso tinha que acontecer, logo agora quando ela estava querendo fazer as pazes...?

Não. Eu não posso me desanimar! Eu tenho que ajudar elas de alguma forma...

- Você não vai conseguir desse jeito.

Uma voz conhecida me fez quase pular da cadeira de susto. Sim, era a Dani. Quem mais apareceria do nada na minha vida?

Olhei para o lado, ignorando-a. Mas acabei por dizer:

- Isso não tem nada a ver com você.

Ela apenas riu, daquela maneira que ela sempre fazia, mas nunca mais tinha feito. Ela estava rindo daquela maneira que eu adorava... Ah, droga! Eu estou com raiva dela. Lembra, Ana?

- Acredite. Isso tem muito a ver comigo. – e saiu, piscando para mim.

Eu fiquei olhando ela ir ao seu banco (que também era na frente), incrédula. Parecia que ela estava voltando ao normal... E isso não era nada bom!

Tentei afastar esses pensamentos da minha mente, e logo adormeci. Só acordei quando a Bia, de forma monótona, tentava me acordar. Logo depois nós descemos do ônibus, e a paisagem que eu via era linda. Linda.

Salve o nosso Brasil.

Todos nós passamos vários minutos admirando nossa floresta linda, até que a professora Fátima disse para a gente entrar no hotel. Lá era um lugar muito chique, o que me faz pensar que essa provavelmente deveria ser uma viagem muito cara.

Ficamos vadiando pelo hotel algum tempo, sempre em grupinhos (o meu era a Bia e eu, só). Aquela floresta era muito linda. Ela passava uma sensação enorme de tranqüilidade, o que me fazia muito bem no momento. Parecia que tudo iria dar certo!

- Alunos, por favor! Venham aqui agora! – a professora Maria gritava, mas é claro que ninguém dava atenção, até que a professora Fátima tomou as rédeas da situação e botou moral na turma. Gostei de ver, hahaha! Logo após essa cena todos nós fomos quase correndo até ela, e formamos um pequeno montinho em sua volta. Ela esperou que todos se calassem para começar a falar:

- Bem, classe, como esse é um hotel muito caro, infelizmente os ‘investimentos’ dos pais de vocês não deram para pagar todos os quartos...

“Aaaaaaaah”, os alunos gritaram, chateados.

- Eu sei, eu sei, se acalmem, por favor. Como vocês querem muito ficar aqui, nós fizemos o seguinte: iremos colocar três pessoas em cada quarto ao invés de duas. E aqui está a lista dos que ficarão em cada quarto.

Oh meu Deus. Aquilo não soava nada bem. Mas, pelo menos, eu não corria o risco de ficar sozinha com a Dani... Sim, aquilo era mesmo sorte!

Olhei pela lista à procura do meu nome, mas acabei encontrando antes o da Bia. Dei uma olhada em suas colegas de quarto e... O quê...? Meu Deus!

Olhei para o lado, e vi uma Bia incrédula olhando para o papel. Eu não precisava dizer nada. Ela tinha lido o que estava escrito:

Quarto 17

Beatriz R. – Emanuella L. – Carolina M.

Definitivamente, as coisas estavam ficando loucas!

Mas talvez aquilo fosse um bom sinal... Talvez aquilo fosse até uma coisa boa!

Enquanto eu imaginava essas coisas, senti alguém chegar perto de mim.

- Opa. – comentou Dani, ao meu lado. A encarei, surpresa, e percebi que ela estava sorrindo. E isso com certeza não era um bom sinal... – Parece que... Estamos juntas não?

Meu Deus! Eu sabia que isso iria acontecer! Fiquei nervosa na mesma hora, mas logo me lembrei que teria uma terceira pessoa no quarto. Ela não podia mais tentar nada comigo!

Olhei para a lista e vi meu nome escrito:

Ana B. – Daniela S. – Letícia P.

Eu sabia!

- Não, não estamos juntas. Porque a Letícia vai estar com a gente! – eu disse, com uma confiança incrível. Eu parecia estar blefando. Tenho certeza que a Dani achou isso cômico, porque ela começou a rir do nada. Eu fiquei com raiva. – Por — por que você está rindo?

Ela enxugou uma lágrima, do jeito lindo dela, e disse, despreocupada:

- Eu estou rindo porque... Essa tal de Letícia não veio. Ela tem medo de avião.

Minha garganta ficou seca. Isso queria dizer que...

- Exatamente. – Dani cortou meus pensamentos com uma voz extremamente sexy – Isso significa que nós iremos ficar sozinhas no mesmo quarto. Durante uma semana.

Eu... Retiro o que disse. Isso não pode ser bom de maneira alguma!

Notas finais
Ora, Ana. Isso vai ser bom até demais! #risadasatânica

Time Bia, eu peço calma. Tenho certeza que vocês irão amar - de certa forma - o desenrolar do próx cap. Então, paciência e aproveitem a fic ;D

Bjs! =*