Notas iniciais
Uhuuuuh! Já chegamos no 2º cap.! o/ #emocionada Obrigada a todos que comentaram e leram (,= (eu sei que vocês leram e não comentaram, eu sei de tudo! Sim, eu estou falando com VOCÊ!)
Atendendo a pedidos, esse cap. vai ser longo! Espero que gostem! ;)

- Então... – começou Ana, um pouco constrangida – Eu fiz essa pergunta porque... Bem, como posso dizer...

Confesso que fiquei meio apreensiva. Ela estava enrolando demais. Ela devia dizer logo de uma vez!

- Para de enrolar, desembucha logo, menina! – falou alto Carol. Às vezes acho que ela lê minha mente.

Ana finalmente percebeu que não podia enrolar mais e disse de uma vez:

- Bem, é que tem uma garota da minha sala, não sei se vocês conhecem, é a Daniela...

- Sim, conhecemos, continue – cortou Carol rispidamente.

- Então, ontem depois da aula (lembram que eu fiquei para falar com o professor?) ela me chamou na sala de aula e disse que queria conversar comigo no banheiro.

- Então, o que quer comigo? – perguntou Ana à garota japonesa.

Elas estavam sozinhas no banheiro, e Daniela de costas para ela a pelo reflexo do espelho. Tinha uma expressão estranha.

Depois de se encararem assim por alguns minutos (com Ana visivelmente aborrecida), Daniela se virou tão rápido que ela poderia ter quebrado o pescoço, e disse:

- Ok. Vou ser direta. Eu gosto de você. Quero namorar você. Entendeu?

- ...!

Ana estava com cara de quem acabou de levar um tapa – de certa forma sim. Tudo o que conseguiu dizer foi:

- Sério...?

- Peraí, para um pouquinho. A garota se declara pra você com toda a coragem e tudo o que você diz é “sério...?” Francamente, Ana!

Carol estava irritada. Bem, eu também não achei legal isso, mas ela realmente estava irritada. Ela não ficava assim com facilidade.

- Tá, eu sei que eu não devia ter dito aquilo, mas o que mais eu diria? – se defendeu Ana, aborrecida. – Uma garota se declarou para mim “na lata”! O que você faria no meu lugar?

Essa pergunta pegou Carol desprevenida. Ela ficou meio vermelha, e olhou para o lado.

- Bem... Eu não sei.

Senti que tinha que acabar com aquele clima pesado logo.

- Er... Continue Ana.

- Sim, tem razão Bia... Vou continuar.

Daniela olhou para a garota de cabelos dourados com uma expressão chorosa. Mas rapidamente se recompôs:

- Sim, sério. E a sua resposta é...?

A mais baixa olhou para o lado e disse:

- Desculpa, eu... Não posso. Eu gosto de garotos.

Contrariando todas as expectativas, a japonesa sorriu.

- Sabia que você ia dizer isso.

Então, rapidamente, ela pegou o braço de Ana e a encostou na pia do banheiro, de um modo que fez com que seus corpos ficassem colados e suas bocas muito próximas.

-...! – Ana tentou se separar da garota, mas em vão.

Ela lhe olhava de uma maneira muito estranha, e continuava sorrindo. Insinuando que a ia beijar, disse:

- Eu não costumo aceitar um não como resposta. Eu disse que quero você. E você vai ser minha.

- Nossa Senhora dos Maus Viajantes! – interrompeu Carol se levantando do sofá (de novo) – Que história indecente! Mamãe não te educou assim! Eu não acredito que, não acredito que...!

- Aaah, para de surtar menina! – gritei com ela batendo no sofá – Deixa ela terminar! Na melhor parte você...

Opa. Falei demais.

Carol me encarou como se dissesse “pervertida!”. Evitei seu olhar e disse à Ana.

- Continue.

- Obrigada. — agradeceu ela. Estava bem vermelha. Olhou para Carol – Posso?

- Pode... – afirmou desconfiada Carol, enquanto comia pipoca.

- Então...

-...!

Ana tentava em vão se livrar daquele beijo que certamente ia acontecer, e já estava desistindo e se preparando para o pior quando que por milagre vozes vieram do lado de fora do banheiro. Alguém estava chegando!

Daniela rapidamente se separou da garota e fingiu estar ajeitando seus cabelos, quando as outras meninas entraram no banheiro. Estavam conversando sobre moda, garotos, roupas, ou seja, conversa de banheiro. Ana ainda estava na mesma posição, imóvel. Olhava a japonesa pelo canto do olho assustada. Tinha que sair dali! Mas não conseguia. Foi quando Daniela fez menção de sair, mas se aproximou de Ana e lhe disse ao pé do ouvido:

- Não pense que se livrou de mim. Vou te mostrar o quão bom é beijar uma garota.

Ana ficou ali estarrecida. Entre conversas de rímel e Justin Bieber, uma lágrima solitária escorria em seu rosto de porcelana.

- Oh, meu Deus! – Carol fingia chorar dramaticamente – Quem diria que minha filha Ana iria passar por uma experiência traumatizante assim...!

- Cala a boca. – dei uma tapa atrás da cabeça dela. – Você está bem, Ana?

- Sim, estou. – respondeu sorrindo a garota. — Depois do susto, eu fiquei bem melhor.

- Que bom, mas... – disse séria – Você devia ter contado pra gente! A gente podia te ajudar!

- É! A gente podia ter ido dar uma coça naquela garota! – respondeu Carol irritada. E começou a dar socos no vento.

- Não precisava, Bia. Eu não estava tão mal assim. – falou Ana ignorando completamente a Carol.

- Mas você foi assediada! E isso é grave, mesmo que tenha sido um garoto...

- Eu sei, mas... Agora está tudo bem. Não precisam se preocupar. – sorriu a garota.

- Mas... – tentei argumentar, mas só consegui olhar triste para ela. Carol estava na mesma situação.

Depois de um silêncio mortífero que reinava na sala por alguns minutos (com exceção de uma cena chorosa entre vampiro e humana no filme já esquecido), Ana finalizou:

- Além disso... Eu admito que fiquei curiosa... Com relação ao beijo.

-...!

-...!

A nossa reação foi de total surpresa, claro, A primeira a comentar foi Carol:

- É por isso que fez aquela pergunta para a gente, pra saber se vale a pena ou não?

- Bem, sim... – respondeu uma Ana envergonhada.

Encarei ela durante algum tempo. Pelo visto, aquela garota estava conseguindo o que queria.

- Então?

- Então o que?

- Alguma de vocês... – recomeçou Ana – já beijou uma garota?

Depois de alguns minutos de silêncio, antes de eu dar minha resposta negativa, Carol respondeu:

- Já.

Notas finais
E a coisa vai ficando quente! Qual será a reação de Beatriz? E Daniela, vai conseguir o que quer? Cenas para o próx. cap.! Beijos!