Notas iniciais
E aí, como vai amoras?!
Cara, que saudade dessa janelinha. Não vou falar muito, porque estou de volta e não quero ser um pé no saco (urfff), mas queria dizer que: AMO VOCÊS! Cadê o grito do melhor fandom ever?
Quem é que dar um bolo na Emily Prentiss? Bem, ainda bem que ele deu por que senão não haveria hotchinss!!! #aplausos
Olha, espero que gostem dessa fanfic. Cara, eu escrevi isso do nada, sério. Em uma noite solitária fiquei imaginando a vida amorosa de personagens ficticios... sim, essa é a minha vida ha!
Acho que saiu divertido em!? Mas se não saiu muito divertido, é por causa do meu sono, eu escrevi isso super tarde e tava faltando café!
Agora, sem mais delongas: BOA LEITURA! Enjoy! ♥ =^,^=

Após verificar a hora em seu relógio, Emily Prentiss deu um longo suspiro ao realizar onde o ponteiro marcava. Não sabia o porquê esperou tanto tempo, talvez uma parte dela ainda quisesse estar aqui, — embora no fundo nunca quis vir — e já que estava aqui, por que sairia? Ah, é claro, levou um bolo do seu date, que nem teve a decência de inventar uma desculpa esfarrapada por mensagem, o cara resolveu dar-lhe o tratamento do silêncio ao invés de dizer que não apareceria. Tinha um bar logo na frente, ela lembrou.

Só de pensar o tempo que gastou para ter esses cabelos perfeitamente cacheados e a maquiagem pronta, a fez estremecer por dentro, tinha se dedicado na maldita maquiagem, embora sem exagero. E também tinha sido generosa no decote com o vestido preto, era de alcinha e chamava atenção pelo seu brilho, o que fazia as pessoas não olharem diretamente para os seus seios. Tinha se arrumado toda para si, já fazia tempo que não colocava um vestido e um salto alto, embora o seu fosse médio, ainda tinha feito esse “sacrifício” para esse encontro.

Ok, sem pânico. Ela era uma mulher adulta, que tinha levado um bolo do seu encontro, e que estava de saída do restaurante que ansiava por vir, não iria comer sozinha e, pensando bem, já tinha perdido a fome. Levantou-se após deixar o pagamento de sua bebida cara e uma gorjeta para o garçom, sorriu para a gerente morena alta que lhe dava um olhar triste, e foi embora.

Bem, não foi dessa vez que desfrutou da culinária desse restaurante, viria outro dia quando tivesse sua agenda liberada outra vez. Segurou firmemente a bolsa e apertou o sobretudo no corpo, então atravessou a rua quase vazia. Tinha dois homens batendo papo de frente a grande janela do bar, um grupo de amigos rindo na calçada e um táxi que acabara de parar, estendeu a mão para empurrar a porta do bar, assim que aberta ela pôde ouvir o som alto de várias vozes que vinha de lá de dentro, a música soar em um som ambiente, algumas pessoas em pé conversando e rindo, outras sentadas em mesas, e os solitários sentavam no banco do balcão e conversavam com a única pessoa que ouviria seus problemas sem revirar os olhos.

Colocando os pés dentro do bar, logo sentiu o calor lhe dando boas vindas então tirou o sobretudo, pena que, diferente do restaurante do outro da rua, o bar tão tinha um armário para guardas os casacos, então apenas pendurou em seu braço e fez o seu caminho até o balcão para se juntar aos solitários.

Ela nem se importava em estar sozinha, só queria uma bebida, uma bebida bem forte porque merecia. Não estava chateada por ter levado um bolo, também não gostou disso, é claro, mas depois da semana que passara, céus, ela estava tomando tudo o que tivesse álcool dentro. Assim que conseguiu entrar no meio de várias pessoas pedindo bebidas, apoiou o braço em cima do balcão e tentou chamar o barman, esse infelizmente estava ocupado demais se virando nos 30 para atender a multidão que gerou no bar.

— Hey, Emily!

Era impressão dela, ou tinha ouvido o seu nome? É claro, existia várias pessoas nomeada “Emily”, porém ela sabia que conhecia essa voz de algum lugar. Não olhou para trás, embora. Continuou a tentar fazer o seu pedido, talvez fosse mesmo apenas impressão sua, estava uma zoada ao seu redor.

— Uma vodka! — Gritou ela, levantando a mão para mostrar quem foi que pediu.

O barman agilmente encheu um copo de whiskey com o líquido transparente e adicionou duas pedras de gelo e um canudo. Emily revirou os olhos ao pegar a sua bebida. Não teve tempo de reclamar embora, então se afastou das pessoas que lhe esmagavam e acabou saindo no meio do bar para se deparar com um Aaron Hotchner sorrindo em sua direção com diversão.

— Eu pensei que tinha te visto! — Disse ele, divertido.

Estranho. Emily pensou. Nunca pensou que usaria Hotch e divertido em uma mesma sentença, e lá estava ela, com a boca aberta segurando sua vodka (que molhou um pouco sua mão ao sair de dentro da pequena agitação de corpos) e seu sobretudo. O que ele estava fazendo aqui e com quem estava? Foi o pensamento que surgiu e martelou sua cabeça agora.

— Emily? — Perguntou ele cuidadoso, agora preocupado e sem o sorriso que tinha antes. – Você está bem?

A morena ouviu sua voz distante, e depois de mais alguns segundos voltou a realidade, balançou a cabeça como se para distanciar os pensamentos e deu uns passos mais para frente para poder conseguir falar com ele em meio as multiplicas vozes ao seu redor.

— Desculpa. Estou bem, obrigada. — Disse ela fazendo uma carranca e dando-lhe um sorriso desajeitado.

E lá foi de novo: o sorriso do Hotchner. Mais uma vez para ela... Não que fosse realmente para ela, foi em sua direção, sem nenhuma significância especifica tipo: ela é o motivo do sorriso de Aaron Hotchner. Não tinha cruzado no seu pensamento essa ideia em nenhum momento...

Ao menos ele não escutou os seus pensamentos, então não deveria mais explicações a ninguém que fosse de fora da sua cabeça.

— Oi. — Ele cumprimentou gentilmente. – Você tá com alguém? — Questionou ele olhando atrás dela para ver se alguém mais vinha.

Foi educado da parte dele. Ela pensou. Pelo menos não fez a pergunta “você tá sozinha” por vê-la sozinha, a pergunta retórica que as pessoas fazem para lembrar a você que está sozinha em um bar em plena sexta-feira.

— Uh... — Ela olhou para os lados, não iria mentir, apenas atrasar a resposta... – Só eu.- Disse simplesmente, sorrindo.

— Bem, sorte sua eu tenho uma cadeira sobrando. — Apontou ele para a cadeira do outro lado da pequena mesa redonda em frente a ele. Os olhos de Emily quase saíram para fora.

A morena olhou para os lados como se estivesse procurando por alguém, quando na verdade estava apenas procurando/pensando em uma resposta. Estava em conflito, não sabia se deveria ou se queria, um lado seu dizia para sentar-se lá e ter algum tipo de conversa, e outra dizia que a melhor ideia era sair dando uma desculpa qualquer. O que eles iriam conversar para começar? Ela não fazia ideia de como começar uma conversa com Aaron Hotchner.

— Quer se juntar? — Perguntou ele após alguns segundos sem nenhuma resposta de Emily.

Suspirando, Emily considerou, aliás, não era “saudável” beber sozinha, se ela passasse das contas pelo menos teria alguém para leva-la segura para casa. Sorriu aceitando a proposta finalmente, puxou a cadeira para sentar-se enquanto tinha olhos atento nele, esperando que mudasse de ideia.

— Claro. Obrigada. — Agradeceu sorrindo já sentada, depositara sua bebida na mesa e o casaco no encosto da cadeira.

Hotch sorriu amigável e elevou seu copo com Whiskey para cima, ela fez o mesmo com o dela.

— Desculpa perguntar, mas, por que está sozinha? — Questiona ele, elevando um pouco a sua voz para que ela ouvisse, embora não estivessem muito longe um do outro.

— Uh...- Murmurou ela, abaixando a cabeça e mordendo o lábio inferior. Diria a verdade ou omitiria? Embora ela sabia que ele iria saber que ela escondia algo. Ele sempre sabia. – Eu tinha um encontro do outro lado da calçada. — Ela disse, rindo. – Levei um bolo. — Encolheu os ombros e bebericou da sua vodka para se esconder atrás do copo. Não estava envergonhada por isso, apenas era meio constrangedor falar disso com o chefe.

— Bem, se te faz se sentir melhor eu também fui deixado. — Ele disse com simpatia, elevando o copo com whiskey como forma de brinde.

Ela o olhou sem saber se deveria rir.

— Isso é cômico, Hotch, não me faz se sentir melhor. — Ela riu, fingindo uma careta triste. Ele riu e ela o acompanhou. – Foi Rossi? — Ela perguntou.

— Bingo. — Afirmou ele. – Mas, hey, eu também fiquei sozinho. — Colocou a mão no peito fingindo dor.

Emily ficou com a boca semiaberta, um tanto impressionado com ele, e tinha uma pequena sugestão de sorriso em seu rosto. Ela baixou a cabeça balançando-a enquanto ria baixinho.

— Eu tenho que dizer algo legal? Tipo, elogiar você? — Perguntou ele.

Emily riu.

— Oh não, eu já sei que estou ótima. — Respondeu cheia de si, com um grande sorriso.

Bebeu mais de sua vodka e encarou ele, que também a encarava com os olhos brilhando (talvez?, ela pensou) e um sorriso.

— Legal. Eu não sou muito nessas coisas. — Afirmou ele.

— Em elogiar?

— Não. Em ser amigo. — Admitiu com um sorriso envergonhado, fazendo em seguida a mesma coisa que ela vez, se escondendo por trás do copo. Em um gole só bebeu todo o whiskey que restava em seu copo e o colocou de volta na mesa, e então olhou para ela com as bochechas ruborizadas.

— Eu não acho. — Confessou Emily quando os seus olhos se encontraram com os dele. Hotch arqueou as sobrancelhas, um pequeno sorriso desentendido. Emily sorriu com as bochechas rosadas, ela nem sabia o porquê suas bochechas tinham esquentado, era apenas um comentário amigável. – Você é um ótimo amigo. — Afirmou ela.

Ele sorriu abaixando a cabeça, mas logo levantou novamente para encarara. Emily virou o rosto sorrindo, o rubor em seu rosto amentara, dando-lhe um blush natural nas bochechas, umedeceu os lábios com língua e olhou para ele, encarando, assim, as duas orbitas castanhas que tinham um brilho diferente.

— É legal da sua parte, dizer isso. — Respondeu ele, sem deixar de sorrir.

Emily deu de ombros revirando um pouco os olhos.

— Por que você não vira um amigo legal e pega mais uma bebida pra gente? Que tal? — Sugeriu ela, inclinando-se para frente e apoiando os cotovelos na mesa e mordendo o lábio inferior com um olhar sugestivo.

Hotch franziu a testa, vendo o que ela estava fazendo. Riu com sarcasmo.

— Sorte sua eu estou de bom humor. — Apontou ele, pegando os dois copos e se levantando da mesa.

Emily abriu um grande sorriso vencedor enquanto assistia a ele indo até o bar. Minutos depois, Hotch voltou com duas cervejas abertas numa mão, e dois copos de tequila em outra. Emily arqueou o cenho, mas não disse nada, apenas o ajudou pegando as cervejas de sua mão para que ele pudesse repousar os copos de tequila na mesa.

— Ual. Como você está de bom humor, de fato, agente Hotchner. — Enfatizou ela impressionada. Pressionando os lábios um com outro divertida.

Hotch soltou um suspiro e sentou-se à sua frente.

— Eles dizem, “quanto mais quente melhor”, vamos fazer um teste. — Apontou ele para as tequilas. – Aliás, eu não estou afim de disputar para conseguir pedir bebidas. Aparentemente não tenho seios para convencer. — Brincou ele.

Emily riu engasgando com sua cerveja que já bebia.

— O que foi?

— Eu só... — Ela limpou a boca, ainda rindo. – Tava imaginando você com seios. É... — Bufou em uma gargalhada.

— É claro que você imaginou. — Bufou ele revirando os olhos, parecendo sério. – Já parou?

Emily negou com a cabeça, ainda gargalhando com a mão na frente da boca.

— Precisa de um sutiã, senhor? — Gargalhou ela.

— Ok. Não tem graça, Prentiss. Você já tá bêbada? — Revirou os olhos novamente, sentando de lado e bebendo de sua cerveja enquanto Emily explodia em gargalhada do outro lado da mesa.

Alguns minutos depois, Emily finalmente conseguiu se controlar. As pessoas já estavam a encarando-a como se fosse uma louca, e Hotch só virava o rosto como se isso fizesse parecer que ele não a conhecia.

— Desculpa. — Pediu ela. – É que a imagem foi engraçada. — Admitiu ela, pressionando os lábios para não rir mais.

— Você, mulher, tem problemas. — Apontou o dedo para ela.

Emily fez beicinho. Estava se sentindo mais à vontade com ele. Bem mais à vontade.

— Ah, mas você não tem nenhum senso de humor? — Disse ela fazendo beicinho. – Aposto que se eu contar pra equipe eles irão rir. — Argumentou ela, apontado a bebida na direção dele antes de beber.

— Não ouse, Prentiss!

Emily riu. – Não vou.- Ela prometeu. Ele deu-lhe um olhar desconfiado. – Eu juro! — Exclamou ela. Quando percebeu que foi alto demais, colocou a garrafa de cerveja na mesa devagar e encolheu os ombros.

— Estou te ouvindo. — Irônico, colocou a mão no ouvido, fazendo ela ainda mais constrangida do que ficou.

— Obrigada, Hotch, obrigada. — Respondeu com ironia.

Ele riu e deu um gole da cerveja.

— Vem cá, David te trouxe aqui para arrumar um encontro, não foi?

— Por que você assumiu que foi David quem me trouxe aqui, e não ao contrário? — Retrucou ele. Emily deu-lhe de “sério”, já sabia que não tinha sido o contrário como ele havia sugerido. – É. Pois é. Ele me trouxe aqui para se distrair e talvez levar alguém para cama. — Confessou ele. Foram palavras do seu velho amigo. – Mas assim que encontrou com uma “amiga” sumiu dentre a multidão. — Relatou ele, fazendo aspas com os dedos quando se referiu a amiga de Rossi.

Emily riu. Bem que imaginou pelo o que ele já havia dito antes.

— Tão David Rossi. — Comentou ela. – E você permaneceu aqui, hun?! Esperando alguém para levar para cama? — Brincou ela.

— Não. — Negou. – Eu já estava indo embora na verdade. — Admitiu ele. Não fazia muito tempo que David tinha o deixado para alguém mais interessante, ele só estava terminando sua bebida para depois ir para casa.

— Mas aí eu apareci. — Completou Emily, sorrindo de lado.

— Aí você apareceu. — Repetiu sorrindo de cabeça baixa.

Emily abaixou a cabeça também, mordendo o lábio inferior.

— Pelo menos amanhã você pode dizer que teve um encontro. — Apontou Emily. – E a companhia não podia ser mais agradável. E bonita. — Enfatizou sorrindo enquanto olhava para ele. Tinha um rubor nas suas bochechas, mas tinha ganhado mais confiança por causa do álcool.

— Igualmente, certo?!- Respondeu, rindo.

— Certo! — Afirmou.

Os dois mantiveram o contato visual por um tempo, sorrindo um para outro até lembrarem da bebida esquentando em suas mãos. Beberam a cerveja pelo gargalo e conversaram sobre assuntos banais, riam algumas vezes, e vez ou outra trocavam olhares com sorrisos e depois olhavam para baixo envergonhados.

— Primeiro shot! — Exclamou ela, fazendo Hotch beber a tequila primeiro.

Revirando os olhos, Hotch pegou o copo de tequila e virou todo o líquido transparente em sua boca, fazendo uma pequena careta com o gosto do álcool. Emily ficou boquiaberta, achou que ele não faria isso, mas ele fez.

— Segundo. — Apontou ela. Sem animação em sua voz.

Hotch bebeu o outro copo sem pestanejar, sorrindo vitorioso para ela.

— Achou que eu não conseguiria? — Brincou ele.

— Eu esperava que não. — Afirmou. – Foi muito fácil, embora. — Apontou ela, rindo. – Ok, agora vou pegar para mim.

Dito isso, Emily levantou-se e foi até o bar pedir mais tequila. Agora o número de pessoas no balcão tinha diminuído, apenas algumas pessoas que estavam bebendo sozinha, ou acompanhando por uma pessoa, ocupava o espaço, o barman limpava um copo quando ela chegou até lá, pediu duas tequilas e deixou uma nota de 50 dólares em cima do balcão, pedindo que levasse mais bebida quando acabasse essa. Assim que pegou os dois copos de tequila acompanhado com um pote com limões cortados, ela virou-se para voltar a pequena mesa redonda que estava acomodada, sentou-se em seu assento encarando Hotch com um olhar desafiador.

— Tequila foi o que me derrubou em Vegas. — Recordou ela.

Hotch riu lembrando da noite em Las Vegas em que Emily bebeu tanto que apagou, a ressaca de manhã e ela reclamando toda hora no avião de volta para casa foi um tanto engraçado. Não que ele iria admitir isso em voz alta para ela, ou para qualquer um.

— Hora de encarar os seus demônios. — Brincou ele, apontando para as bebidas em sua frente.

Eles nem sabiam como começaram essa brincadeira – nem sabiam quando começaram a brincar um com outro assim, para começar – mas estava sendo divertido fazer essa minicompetição.

— Muito engraçado, Hotchner. — Riu ela, com sarcasmo.

A morena suspirou e pegou o copo com o líquido transparente em seguida, encarou o copo como se o mesmo estivesse lhe desafiando, então, depois de juntar mais coragem, virou o copo em sua boca bebendo todo o líquido de uma vez, bateu o copo vazio na mesa e logo depois pegou o outro copo preenchido com a bebida quente, tomou todo o líquido de uma vez fazendo uma careta assim que o álcool desceu por sua garganta. Seu rosto ficou todo vermelho como se realmente tivesse consumido algo superquente.

— Você tá legal? — Quis saber Hotch, preocupado, porém com um pequeno sorriso.

— Se eu cair, você me pega? — Perguntou ela, ainda com uma careta.

Hotch riu. Ela tava bem. A bebida ainda não alterou o seu sistema, mas estava quase. Embora Emily não fosse tão fraca para beber, ela até que aguentava muito, mas tinha os seus limites, como todos temos, e estava ciente de quando tinha que parar, aliás, Hotch também estava lá para se caso precisasse de um lembrete de que deve parar com a bebida. Por enquanto os dois estão apenas curtindo, tendo uma boa conversa e brincando um com outro como velhos e bons amigos. Embora não fossem isso. Pelo menos nunca tiveram algo assim só os dois, o clima entre eles sempre foi tão tenso, foram poucas das vezes que ficaram confortáveis na presença um do outro, bem pouca.

— Vou pegar mais! — Exclamou Prentiss, animadinha. Levantou da cadeira e correu até o barman que estava com uma badeja com vários copos de tequila a esperando. Ela sorriu e agradeceu, deixando uma gorjeta para o cara forte, que também agradeceu contente.

— Você pediu mais, hein?!- Comentou Hotch, encarando a quantidade de tequila na pequena bandeja que Prentiss trouxe.

A morena deu um sorriso maroto colocando a bandeja sob a mesa e sentando em seu lugar em seguida.

— Olha só para nós, se divertindo, bebendo e ouvindo uma boa música. — Comentou ela. A música que tocava estava um pouco mais alta (a pedido de alguns clientes divertidos e quase bêbados), mas estava alta no limite permitido para o estabelecimento. Tocava “I Lived” da banda One Republic, um grupo perto da caixa de som cantava em um uníssono, todos com copos grandes de cervejas nas mãos e dançando abraçados.

Hotch riu revirando os olhos divertido.

— Quais eram as chances, hun!?- Comentou Hotch, falando um pouco mais alto em cima do barulho.

O dono do bar começou a colocar bêbados encrenqueiros e divertidos demais para fora, dizendo que já tinha táxis esperando lá fora para leva-los. A música ainda persistia no mesmo volume, e o grupo animado saia do bar um atrás do outro, prometendo voltar outro dia e gritando pra todo mundo sobre a boate não muito longe dali. Alguns casais permaneciam, dois grupos de amigas entre 30 a 40 anos riam alto no canto do bar, os solitários ficavam acomodados no balcão reclamando de suas vidas para os barmen, um casal que acabara de se conhecer já saia de mãos dadas do estabelecimento, e quando a música ia diminuindo dando sinal que estava acabando, um homem vestido com uma camisa florida foi até um dos caras que trabalham no bar e que estava agora sendo responsável pela música, pediu outra música e voltou para o grupo mais jovem lá do bar.

— Eu sei! — Emily exclamou. – Eu não estava com muitas expectativas para a noite de hoje. Confesso que ter levado um bolo não foi o que esperava, mas não estava interessada em quem quer que Garcia tenha arrumado para mim. — Riu encolhendo os ombros. – Embora eu quisesse muito experimentar a culinária excepcional daquele restaurante, fiquei bem em saber que não teria que passar duas horas com um estranho. E então eu encontrei você aqui e, bem, se eu esperava ficar bem sozinha nesse bar, você me convidar para sentar junto com você foi...- Ela tinha um sorriso genuíno em seu rosto, e um rubor também, dessa vez não foi por causa da bebida. – Foi melhor do que esperado. — Admitiu finalmente, encarando o par de olhos castanhos a sua frente.

Hotch sorriu, pegou um copo de tequila e levantou para cima em forma de brinde, ela fez o mesmo em seguida, ainda ruborizando e sorrindo feito boba. No fundo começou a tocar “Please never fall in love again” deixando o bar em um clima acústico com o timbre acolhedor de Ollie MN.

— Para os encontros inesperados que fizeram nossas noites bem melhor do que o esperado. — Brindou ele.

Ela sorriu.

— Para os encontros inesperados! — Ela disse em resposta, elevando o seu copo para cima e levando a sua boca em seguida.

Os dois beberam em sincronia suas bebidas e fizeram uma pequena careta no final. Emily pegou o limão dessa vez, colocando na boca para desfazer um pouco o gosto amargo do álcool.

— Deveríamos fazer isso mais vezes. — Comentou Emily.

— Mal temos tempo de passar um minuto em nossa própria casa, como iriamos fazer disso um programa corriqueiro? — Brincou ele, recebendo um olhar mortal de Emily. – Você tem razão. — Afirmou.

— Como está Jack?

— Ele está bem. — Afirmou o pai sorrindo todo orgulhoso. – Espero vê-lo esse final de semana.

— Então é melhor parar de beber papai, ou vai ter uma ressaca muito ruim amanhã. — Disse ela, brincando com ele, sem perceber o que dissera.

Ele franziu o nariz fazendo uma careta.

— Você acabou de me chamar de papai?

Emily arregalou os olhos.

— Não foi minha intensão. Quer dizer, foi. Mas não foi para ser, você sabe...- Encolheu os ombros. Abaixou a cabeça envergonhada, temendo ter estragado esse momento o fazendo se irritar com ela, embora ela o conhecia melhor e sabia que ele não era esse tipo de cara.

— Calma Prentiss, eu entendi. — Riu ele.

Emily suspirou aliviada. – Você é um idiota. — Murmurou a morena.

— O que?

— Nada!

— Você disse alguma coisa.

— Eu não disse que você era um idiota. — Negou ela, fingindo demência.

Hotch riu, quase ofendido, mas riu dela por ter se entregado.

— Droga! — Reclamou ela percebendo o que tinha feito.

— Sabe, Prentiss, quem quer quem seja essa cara, ele perdeu muito por não ter aparecido. — Admitiu o moreno. Sorriu genuíno olhando para ela ruborizar. Ele bebeu mais um copo que estava na bandeja e desceu o copo vazio na mesa.

— Bem, esse é o meu ganho, então. — Pegou um copo com tequila. – Sabe, por ter encontrado com você. — Sorriu levantando o copo como forma de brinde e bebeu o líquido do copo em seguida.

Hotch passou a língua pelos lábios e olhou para baixo, sorriu sem olhar para ela. Emily se recostou na cadeira também sorrindo enquanto passava uma mecha do seu cabelo para trás da orelha.

— Mais dois shots! — Observou ela.

Pegou um copo e o entregou, e depois pegou um outro para si. Os dois beberam em uma só golada ao mesmo tempo, dessa vez não teve careta. Continuaram uma conversa animada depois disso, deixando para depois para beber o último shot. Riam e sorriam um para outro, trocavam olharem sempre que podiam, e de vez em quando flertavam amigavelmente.

Quando se deram conta o bar já tinha se esvaziado, o relógio marcava 02:40 da manhã e o dono do bar tinha colocado o último bêbado num táxi, agora só restavam eles e um outro casal que ainda vestiam os ternos do trabalho, tirando o dono e os dois barmen que limpavam o balcão.

— Eita, só tem nós aqui. — Prentiss riu colocando a mão sobre a boca. Hotch riu também.

— Eu não vi o tempo passar. — Admitiu o moreno.

— Nem eu. — Ela respondeu com os olhos brilhando para ele. – Acho que não queria que esse momento chegasse ao fim. — Admitiu soltando um zumbido de decepção.

— É, eu também. — Admitiu ele para a surpresa dela.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo, cada um pensando no que foi dito.

— Deveríamos ir. — Palpitou ela.

— Sim. Mas antes. — Apontou para os dois copos que continham tequila ainda intocados.

Emily o olhou de relance, sorriu e pegou a bebida no mesmo tempo que ele. Os dois brindaram batendo os copos um contra o outro, causando um tintilar baixinho, porém audível, e então beberam todo o líquido de uma vez.

— Vou chamar um táxi. — Avisou o homem dos cabelos negros.

Emily concordou com a cabeça e levantou da cadeira pegando o seu sobretudo e o vestindo. Pegou a bolsa e tirou o seu celular de dentro para verificar a hora. Tinha uma mensagem de Garcia perguntando como tinha sido o encontro, ela tinha mandando 4 horas atrás. Emily colocou a mão na boca sorrindo, escreveu o que repetiu com Hotch umas cinco vezes, porque ainda não acreditava que tudo isso foi real.

Hotch a chamou dizendo que já tinha um carro os esperando e os dois saíram pela porta do bar em um silêncio confortável, apenas aproveitando a companhia um do outro enquanto fazia o curto caminho até o táxi. Como um bom cavalheiro, Hotch abriu a porta para Emily entrar, assim que ela se ajustou no assento de trás, ele entrou sentando ao seu lado. Nenhum dos dois disseram o endereço ao motorista, ficaram apenas se encarando com o sorriso que nunca tiraram do rosto a noite toda, estavam mais perto dessa vez, seus braços se tocavam e seus rostos estavam a centímetros longe um do outro.

— Eu me diverti muito hoje. — Afirmou Emily, mordendo o lábio inferior.

Hotch riu abaixando o olhar, mas logo voltou a encara-la.

— Eu também. — Confirmou encarando os olhos castanhos dela, que mesmo no escuro podia vê-los brilhar.

Os dois ficaram em silencio, o olhar ia entre seus olhos e suas bocas, e seus corpo se moviam um para o outro como se fossem um ímã. Quando estavam pertos o suficiente, juntaram os seus lábios finalmente para um beijo casto, demorou tempo suficiente para realizarem o que tinham feito, nem lembravam de terem fechados os olhos, não se separaram, embora, ao invés disso, Emily abriu a boca dando Hotch o sinal verde para entrar com a sua língua, o homem assim o fez, passando sua língua calmamente pela boca dela, e ela respondendo com a própria língua. Os dois estavam se conhecendo, sentindo o gosto um do outro e como era a sensação de beijar-se, seus lábios se tocam e suas línguas batiam uma na outra com suavidade. Moveram a metade de seus corpos para ficarem um em frente ao outro, facilitando para beijarem, a mão dele foi instantaneamente parar na cintura dela, ele apertou-a puxando para mais perto de seu corpo, e a mão dela repousou no rosto dele, enquanto as mãos que apoiavam no assento do carro se tocaram bem no escuro. O beijo foi terno, foi para estabelecer-se, se conheceram, se exploraram como podiam, nunca aceleraram pois não precisavam. Ainda tinha o gosto do álcool que beberam. Era inebriante, era entorpecedor. Quase mágico. Não sabiam que precisavam disso, de um ao outro, até que o beijo aconteceu.

Quando cessaram o beijo foi por falta de ar, suas testas grudaram uma na outra enquanto controlavam a respiração. Depois de um tempo, finalmente se olharam, ficaram distantes alguns centímetros apenas para verem seus rostos, para confirmar que tinha sido real, tinha acontecido de fato. E quando a ficha caiu, nervosos, sorriram, a confirmação de que não tinha sido uma ilusão ou por causa da bebida fez o sorriso ser mais genuíno. Seus corações estavam acelerados como nunca, as pontas de seus dedos formigavam e seus lábios já sentiam falta um do outro.

— Desculpa, mas...- O motorista limpou a garganta, puxando o recém casal da sua libido. – Para onde vamos?

Os dois riram baixinho envergonhados. Não sabiam para onde iriam agora, depois desse beijo, depois da noite maravilhosa que compartilharam juntos, a única coisa que sabiam era que não queria que essa noite acabasse, queriam ficar na companhia um do outro até o sol nascer, e por mais tempo. Sentiram algo que há muito tempo deixaram adormecer dentro deles, se permitiram a fazer o que se prometeram não fazer pelas circunstâncias. Mas agora não ligavam porque, aquela barreira que construíram ao redor deles tinha sido derrubada, e eles não queriam subi-la de novo, não mais, não agora que tinha experimentado tudo isso.

— Para onde você quer ir? — Emily perguntou baixinho, roçando os lábios nos dele.

Ele não conseguiria dizer o que a sua razão insistia em comandar ao seu cérebro, porque significaria ficar longe dela, e ele não queria. Podia ver nos olhos dela que o sentimento era mútuo.

— Qualquer lugar que seja com você. — Ele respondeu, dando um selinho nos lábios da mulher em seus braços.

Ela sorriu dando um endereço para o motorista e se aconchegando nos braços do homem que lhe fez se sentir em casa. Os dois permaneceram abraçados até a corrida terminar e chegarem no local onde desejavam chegar.

Embora já estavam onde queriam estar.

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Bônus:

O celular a despertou com o barulho irritante da notificação. Achando que é trabalho, Penelope Garcia rolou em sua cama com o cabelo todo bagunçado e cara amassada, pegou o celular e abriu os olhos com a força do ódio. Engoliu a saliva, seus olhos pequenos não permitiu ler a mensagem, porém viu quem era o seu remetente e a hora.

Rugiu com o maxilar rígido. Desbloqueou o celular e foi nas mensagens, esfregou os olhos com a mão e grunhiu de raiva depois de ter lido a mensagem de Emily Prentiss as 02:40 da manhã.

— Que conveniente Prentiss! — Resmungou a loira rabugenta.

Jogou o celular de volta no criado-mudo e rolou na cama em seu edredom até virar em um burrito humano. Não acreditava que tinha acordado no meio da madrugada para saber da vida amorosa de Emily Prentiss. Ela não podia ter mandando ao meio dia, depois de ter acordado e se preparado para manhã. Ela tinha planos de não fazer nada nesse sábado, mas ninguém cooperava!

“Meu encontro foi perfeito Pen. Melhor do que esperado! ♥” – Emily P.

Notas finais
Não pulem o bônus!*

E aí, me sai bem? Espero que tenham gostado. E sim, eu tenho mais entretenimento para vocês, pq cês merecem!

Todo o amor do mundo, um bJuh no coreh ♥ e até mais =^,^=

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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!