Notas iniciais
Uma breve viajada nos últimos episódios de Miraculous. Foi feito com muito amor e aperto no coração. Espero que gostem.
Em caso de algum erro de digitação, por favor relevem, fiz no calor do momento então acabei nem revisando, Aproveitem. :)
História também postada no Spirit.
“Você tem sorvete na sua bochecha” ouvia Marinette pela sacada do quarto enquanto via a imagem de Adrien e Kagami andando pelas ruas de Paris naquela noite abafada. Um respiro profundo, chorar não era uma opção, já tinha chorado demais desde o acidente do mestre Fu. Pesado, cansativo, exaustivo e à beira da desistência, seu genuíno e platônico amor de desde que se entendia por gente havia, infelizmente, encontrado alguém a quem compartilhar de seus sonhos e propósitos, no qual Ladybug lutou tanto para conquistar. Mas estava tudo bem, ela sabia que as coisas melhorariam assim que viesse o próximo akuma e ela salvasse a cidade do amor mais uma vez ao lado de seu mais fiel, singular e preferido gato, jurava para si mesma enquanto beliscava pequenos pedaços de um macaron.
— maldito gato — falou com um sorriso discreto. Ela sabia que não importava o quando chat noir fosse impetuoso e insistente em seus sentimentos, ele sempre seria aquele que a levaria de volta pra calmaria depois da tempestade.
-me chamou? — disse o felino que descia do telhado da sacada da forma mais casual possível- uau! Que cara mais abatida. Você está bem?
— sim — respondeu de supetão. Não queria justificar nem mencionar, já que sentia as lágrimas chegando aos olhos e ameaçando cair pela face da azulada.
— você não parece bem.Olha pro seu rosto! Você quer chorar?! — chat noir estava espantado.
Se rendendo ao momento e às emoções que agora borbulhavam dentro de Marinette, ela se aproximou do herói e se escorou nas grades da larga sacada. Apertando os olhos e se recusando a todo custo chorar na frente daquele gato sabotador e malandro, que sempre aparecia nos melhores e piores momentos, soltou sem pensar duas vezes:
— eu desisti ... — Puxou um pouco de ar para terminar a frase sem gaguejar — eu desisti da pessoa que eu amo.
Agora já era tarde, já tinha falado -finalmente — em voz alta o que guardava no peito por tantas semanas e jurou censurar de seus amigos e Tikki.
— eu desisti da pessoa que eu amo porque ele não me ama da mesma forma, ele me quer apenas como uma amiga, eu sou apenas uma amiga — continuava, agora sem medir as palavras, sem se preocupar com o que pensariam dela ou o que ela sentiria por falar tudo isso — agora, ele já encontrou alguém, enquanto eu estou aqui com um copo de leite morno e doces que acabaram de sair do forno.
Chat noir nem precisou abrir a boca e Marinete já tinha empurrado o prato em sua direção deixando o gato se deleitar do lanche da noite dela.
— por que não se confessou? — finalmente respondeu chat — digo, se você tivesse falado com ele, as coisas não seriam diferentes?
— não! Não seriam, ele nunca me viu dessa maneira, não importava o quando eu tentasse ou me dedicasse, Adr..- se cortou no meio da frase, não iria confessar o nome de Adrien a ele — essa pessoa me via como uma companheira, apenas.
Agora ela tinha tocado na ferida mais profunda do herói, que sabia muito bem o que aquilo significava. Chat noir já havia perdido as contas de quantas vezes adormeceu em meio a lágrimas por não ter seus sentimentos correspondidos por sua parceira Ladybug. “ Já sabe que eu amo alguém, chat noir” ela sempre repetia quando o felino se confessava
-eu sei como você se sente, marinette — disse ele levantando seu olhar que antes estava direcionado ao chão da sacada — eu sei muito bem. Minha companheira de lutas, minha amiga, minha heroína favorita não partilha dos mesmos sentimentos que eu.
Agora foi a vez de Marinete se espantar, o fato de que aquele garoto que durante as brigas e combates contra hawk moth se mostrava tão forte e impune de dores externas agora se abria tão delicadamente naquela noite a surpreendia. Afinal, chat noir também era humano e carregava seus problemas nas costas como qualquer um quando estava sem aquela máscara que marcava seus olhos tão verdes como esmeraldas.
— quanta melancolia, hahaha — se desvencilhou do assunto dando uma mordiscada no macaron- vamos marinete, não se abale com isso, tenho certeza que ele foi um bobão por não perceber seus sentimentos, está perdendo a oportunidade de conhecer melhor essa garota extraordinária que está na minha frente.
— não puxe meu saco, gato — comentou Dupain-Cheng com risadas tímidas — Vamos, coma tudo, perdi meu apetite.
— sério? Oba! Que noite maravilhosa!
— sim, que noite maravilhosa — concordou Marinete, enquanto procurava discretamente para onde Adrien e Kagame haviam ido naquele tempo em que conversava.
Ela não sabia, Chat noir não sabia, e continuariam sem saber. afinal, se soubessem perderiam seus miraculous, e Marinette não estava pronta para encarar tão cruel destino.
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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