Doce.

Uma imensa xícara de chocolate quente em uma fria noite de inverno.

Cada sorvida aquece a garganta e o calor se alastra por todo o corpo. Cada lembrança é tão quente e saborosa como um doce chocolate quente.

Porém enfim o líquido chega até o estômago, dissipando todo calor e o sentimento bom. Tudo acabou e então o frio permanece impregnado nos ossos, tão fundo e dolorido não podendo ser ignorado.

Palavras ditas sem pensar, palavras muito pensadas e não ditas.

O orgulho avassalador que encarcera a boca e espreme o coração.

Arrependimento que corrói, lembranças que não se esvaem.

Meu corpo se contrai com seu nome, cada sílaba, cada letra.

Lembranças encarceradas que não ousam ficar presas.

O amargor escorre pela garganta.

Não! Sim! Sim! Não!

Tão confusas, tão confusas, uma decisão tão simples.

Um talvez é mais seguro, seguro para a minha insegurança, seguro para o orgulho e o nervosismo, seguro para as paranóias que rondam cada neurônio.

Apenas não tão seguro para o coração. O seu se cansou e foi embora e o meu ficou, ficou triste nunca podendo esquecer as lembranças que insistem em sair do baú que foram encarceradas.

Decisões. Eu nunca soube tomar elas, me desculpe por ferir você, magoar.

Mágoa eu engulo a cada vez que seu nome ronda a minha cabeça. Não uma, não duas, todos os dias.

Quando enfim eu acho que tudo sumiu e seu nome não me afeta, os resquícios de você que ficaram para trás apertam o meu coração e um arrepio percorre pela minha espinha quando eu percebo que tudo acabou, terminou, se deu fim... Mas não para mim que agora com muita angústia escrevo o que eu não pude dizer antes.

Eu te amo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.