Meio Bruxa, Meio Deusa
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Mentira.
Enfim, oque eu queria dizer é que esse é o penúltimo capítulo! Sim, minhas amoras (eu adoro amoras) o próximo capítulo é o epílogo!
Espero que gostem do capítulo!
– Avada Kedavra! – gritou Astrid Jacob apontando a varinha para a filha.
Coral rolou para o lado. Eu também te amo, mamãe, pensou ela.
Coraline havia sido a única sonserina de toda a escola que ficara para lutar contra Voldemort. Agora, com dezessete anos, Coral continuava a mesma. Suas feições estavam mais duras, ela se tornara um tanto amarga e seu coração tornou-se de pedra.
Afrodite parecia ter uma birra particular com Coral. A filha de Hades só se apaixonara duas vezes na vida; uma por Régulos Black, mas ele morrera e não pertencia á mesma época que ela. E, a mais recente, por Draco Malfoy.
Só de pensar aquilo, Coral ficava com dor de cabeça. Oque ela fizera á Afrodite para merecer aquilo?
E agora, durante a batalha de Hogwarts, Coral estava lutando com sua Astrid Jacob, sua mãe, que estivera em Azkaban por todo esse tempo, só voltando á liberdade durante a fuga em massa da prisão.
– Estupore! – disse Coral.
– Protego! – defendeu-se Astrid; ela riu desdenhosa – Que tipo de sonserina é você, filhinha?
– Crucio! – gritou Coral furiosa.
Caso aquela maldição tivesse pegado em Astrid, ela estaria perdida. Mas a mulher desviou-se. Os anos em Azkaban haviam tirado sua beleza angelical, seu cabelo não tinha o mesmo brilho maravilhoso que tinha nos tempos de escola.
– Você não pode me matar com feitiços, amorzinho! – riu Astrid insana – Conjunctivitus!
– Protego! – disse Coral.
Tem razão, mãe. Não posso matá-la com feitiços.
Coral escondeu-se atrás de um pilar de pedra.
– Bombarda! – gritou Astrid – Saia daí, sua covarde!
A filha de Hades apontou para o chão aos pés da mãe, concentrou-se profundamente e descarregou toda a raiva que vinha sentindo desde o quinto ano. O chão rompeu-se e chamas verdes saltaram para fora.
– Estupefaça!
O feitiço atingiu o peito de Astrid; a comensal da morte caiu de costas no buraco do Tártaro, que fechou-se com sua passagem.
Coral, por um segundo, permitiu-se á sentir pena da mãe.
– Não – decidiu em voz alta – Ela não merece.
Ouviu o som da batalha que vinha do Salão Principal e correu até lá. A filha de Hades estava com uma aparência horrorosa; tinha os cabelos negros desgrenhados e as pontas chamuscadas e a pele pálida suja com poeira e com inúmeros cortes.
Ela entrou no Salão Principal, que estava apinhado de gente, no momento que Harry e Voldemort trocaram feitiços.
– Avada Kedavra!
– Expelliarmus!
Coral sentiu seu coração na boca; desde quando Expelliarmus poderia competir com o Avada Kedavra? Mas, então, ela o viu. Tânatos estava parado, invísivel, ao lado de Voldemort.
O feitiço recoxeteou e Voldemort caiu morto no chão. Coral estava estática e não sabia oque fazer. Ela queria chorar pelas mortes, pular de alegria pela vitória e chorar mais um pouco pelos amigos.
Coral rompeu a multidão e correu para abraçar Harry no momento que Tânatos sumia com uma figura fantasmagórica de Voldemort, ele parecia emburrado. Todos avançaram comemorando sobre o Menino Que Sobreviveu Multiplas Vezes. Depois de abraçar o amigo, Coral saiu pelas sombras do meio daquela confusão. Ela agora estava em um corredor deserto de Hogwarts.
– Lamento – disse uma voz ao seu lado.
Tânatos era sem dúvida um dos deuses mais bonitos do Olimpo, com seu rosto sério e olhos melancólicos.
– Teve muito trabalho essa noite – disse Coral um pouco amargurada.
– De fato – disse Tânatos – Uma das almas em especial, me pediu para entregar uma mensagem á uma mulher chamada Molly Weasley.
– Foi o Fred? – sussurrou Coral.
– Sim – confirmou – Um rapaz um tanto irritante, fazendo piadas sobre meu trabalho. Ele disse que eu pareço com um personagem de um desenho mortal. As Aventuras de Billy e Mandy. Fred disse que eu pareço-me com um tal de Puro Osso.
– É mais ou menos – sorriu Coral.
O deus deu-lhe um aceno com a cabeça e desapareceu. Coral vagou por Hogwarts destruída e sentou-se na entrada de pedra da escola.
– Coral! – exclamou uma voz atrás de você – Por Merlin! Eu achei que você tivesse morrido!
Ela nem precisou virar a cabeça para reconhecer o dono da voz.
– Achou mesmo que eu ia morrer, Malfoy? – perguntou sem encará-lo – Eu voei num dragão. Depois disso, acho que nada mais me mata.
– Éramos muitos – disse Draco em voz baixa.
– Mas nós vencemos – disse Coral firmemente – E agora, espero que você vá para Azkaban.
Draco sentou-se ao seu lado e olhou para a entrada da escola, que estava queimada e destruída.
– Desculpe-me – murmurou Draco.
Ela olhou-o de esguelha. Malfoy tinha os cabelos loiros bagunçados e sujos e milhares de machucados espalhados pelo rosto.
– De boa – respondeu Coral abraçando as pernas – Não foi exatamente sua culpa tudo isso.
Malfoy assentiu silenciosamente e olhou-a.
– Mas... Então, meus pêsames pelos seus amigos – disse ele estudando-a com os olhos cinzentos – Soube sobre... O Weasley.
– Foi uma explosão, não seus amiguinhos – respondeu seca – Mas Lupin e Tonks não podem dizer a mesma coisa.
– Você tem muitos preconceitos contra comensais – disse Draco numa tentativa de brincadeira.
– Não tenho preconceitos, odeio todos igualmente – respondeu-lhe.
Coral voltou á encarar o pátio destruído. Draco suspirou e fez o ato mais inesperado que Coralina esperaria de uma Comensal da Morte: Ele abraçou-a. A filha de Hades afastou-se quase que instintivamente.
– Ah – disse Malfoy – Desculpe-me. Eu só... Hãn...
– Tudo bem – disse Coral ficando de pé – Eu vou ver se posso ajudar alguns feridos.
Draco levantou-se também e ficou na frente dela. Eles de fato estavam muito próximos, quase podiam sentir a respiração um do outro. Malfoy aproximou-se fechando os olhos para beijá-la... E Coral colocou um dedo sobre seus lábios.
– Eu te dei essa intimidade, Malfoy? – perguntou Coral erguendo as sobrancelhas.
O loiro ergueu as sobrancelhas surpreso.
– Mas – disse – Eu... Eu achei que...
– Achou que depois de tudo isso um beijo ia me fazer mudar de ideia? – perguntou a filha de Hades desdenhosa.
– Então mais beijos mudariam sua opinião? – perguntou Draco com um sorriso malicioso.
Coral encarou-lhe séria, dizendo que mais beijos não mudariam sua opinião.
– Eu vou voltar ao Salão Principal para ajudar os feridos – informou Coral — Algum sonserino tem que manter a honra da Casa, não?
Ela virou-se de costas para seguir seu caminho, mas Draco puxou-a pelo pulso e deu-lhe um rápido selinho.
– Tudo bem – respondeu o sonserino sorrindo.
Coral seguiu para o Salão Principal corada. Aparentemente, seu olhar medonho não estava mais surtindo efeito. Ao entrar naquele leito de enfermo, suas entranhas reviraram-se. Pode ouvir as vozes de Olho-Tonto, Fred, Tonks e Remo ecoando em sua cabeça. Eles haviam ido para os Campos Elíseos, podia sentir isso.
Bellatrix e Voldemort, por outro lado, não tiveram nem chance á um julgamento. Os dois foram enviados para o lugar mais sombrio e tortuoso dos Campos de Punição, onde ficariam perto também de Pedro Pettigrew.
Coral experimentou fechar os olhos e concentrar-se no que acontecia no Mundo Inferior. Ela viu o relance de Dumbledore abraçando Remo e Tonks, recebendo-os no Elíseo. Essa imagem trouxe lágrimas aos seus olhos.
Ela abriu os olhos e seguiu seu caminho até o lado de Sra. Weasley, que apesar de cuidar dos ferimentos de Gina, chorava abertamente.
– Sra. Weasley – disse Coral suavemente enquanto colocava a mão em seu ombro.
– Coral! Querida! – a ruiva abraçou-a ainda com as lágrimas descendo – Fico feliz que... Esteja bem...
– Ele está bem, Sra. Weasley – disse Coral – Foi para os Campos Elíseos. O Céu.
– Eu sei – disse a mulher emocionada – Ele era... Tão bom...
E desatou á chorar abraçada com Coral. Aquele havia sido o dia mais longo da vida de Coraline, e sem dúvida o mais difícil, mas ela tinha uma certeza:
Acabara. Agora tudo estava bem.
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