Mein Kampf

1 Capítulo único


Notas iniciais
Beeem, estou com essa ideia de escrever uma one-shot sobre o Hitler e a Alemanha há umas semanas, mas só consegui escrever agora. Sei que tá uma droga.
Referências ao terrível regime nazista na fic, pelo qual apenas me interesso para estudo. Me posiciono absolutamente contra qualquer ideal nazista.
Obs.: Mein Kampf foi o livro que Hitler escreveu. Traduzindo chama "Minha Luta".

Ludwig se sentia fraco. Tão fraco. A Primeira Guerra acabara com ele. Deixara-o sem forças. Tentava se levantar, não conseguia. Os outros nem o ajudaram. Claro, fora ele quem começara a primeira briga. Mas uma mãozinha naquele momento iria bem. Isso o deixou com uma pontada de raiva.

Sabia que os danos seriam grandes. Enormes, até. Claro, durante a Paz Armada desconfiara disso, mas imaginava que sairia ganhando, talvez.

Grande porcaria, foi só Alfred entrar na guerra que tudo ficou perdido pro seu lado.

Tentou se levantar. Havia uma escada a subir, e ela era grande.

Começou. Pensamento firme, ia conseguir; Se ao menos tivesse uma ajuda...

Olhou para o lado. Um homenzinho, estranho, baixo, com um bigodinho pequeno e esquisito. O homenzinho começou a falar. Falar. Falar coisas que chegaram ao ouvido de Ludwig, que rapidamente começaram a fazer sentido. Um sentido tremendo. O homenzinho falava sua língua. Não era seu filho, seu pai era Áustria, mas parecia ter um carinho tão grande por ele... Ora, vamos acolhê-lo, pensou Alemanha.

O homenzinho se apresentou. Suas idéias de falhas, correção, perfeição, influenciaram Ludwig de uma maneira quase doentia.

Mein Kampf. Minha Luta. O homenzinho dizia tudo nesse livro. Um livro que Ludwig leu, e apesar de sentir pontadas de contradição com as críticas a ele, gostou.

O homenzinho então passou a mandar em Ludwig. Fuhrer, agora tinha uma influência enorme sobre Alemanha.

Nazi, era agora seu novo nome. Havia uma bandeira nova também. Ele usava seu símbolo no braço, na manga do uniforme.

Heil Hitler, Ludwig começou a dizer.

O homenzinho queria mudar Alemanha para melhor, mas de um jeito seu. Pediu que cortasse o cabelo, comprasse roupas novas, usasse maquiagem, cortasse as unhas, trocasse os sapatos.

Até que ordenara a Alemanha que cortasse um pedaço seu fora.

“Vai ficar melhor sem ele”, dissera.

Kristallnacht. Noite dos Cristais.

Ludwig passara por isso com fúria e vontade. Mas as imagens só lhe causavam dor. Porque estava tirando pedaços de si mesmo fora, e isso era nojento.

Então o homenzinho quis invadir o vizinho Polônia, porque a mesma falha que havia em Ludwig, havia aos montes em Feliks.

Alemanha fez isso. Claro. Corrigir o errado, o impuro.

E Arthur não gostou. Declarou que a partir dali, estavam em outra guerra.

Até aí, tudo bem. Francis entrara na guerra contra os Nazi também, mas havia o Itália, por mais palerma e copião de ideais que fosse, ao seu lado.

E Ludwig estava ganhando. Agora tinha não só Feliks estava invadido, mas Francis, e um bocado de países. Inglaterra estava se ferrando legal, e França com sua resistência tosca.

E havia Kiku. Ridiculamente diferente de Alemanha, mas estava num projeto “Grande Japão”, e formaram uma aliança.

Agora era um trio. “Eixo”. Sim, lhe soava bem.

As coisas foram acontecendo.

Kiku invadiu território de Alfred. Este entrou na guerra.

Ludwig quebrou o trato que há algum tempo havia feito com Ivan.

E Ivan reagiu.

E Ludwig começou a perder.

E houve aquele dia.

1944.

O Dia D.

Dia da Desgraça.

Arthur virara o jogo de vez.

Depois disso, Alemanha foi perdendo.

Ficou completamente ferrado, e America fez questão de bombardear cada partezinha de Ludwig.

Acabou, perdera. O homenzinho estava acabado também, aquele que lhe dissera tantas coisa inspiradoras, estava ali, pedindo para morrer.

Um tiro.

E ele se fora.

Deixou Alemanha pra resolver o que não tinha solução.

Ficou só falando para Alemanha se corrigir, se erguer, ficar mais alto do que todos os outros, mas afinal, ele tropeçou.

E deixou Ludwig para trás. Deixou-o na mão.

Nunca seria perdoado.

Notas finais
Eaí, gostaram?
Sim?
Não?
Talvez?
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!