Mein Herz ist auf dem See
12 Epílogo
Muitos anos se seguiram, anos de paz. Ernest encontrou-se novamente com o governador de Hartlepool. Ele fora a Wangerooge para oferecer suas condolências à Mina, mas teve uma surpresa inesperada ao vê-lo vivo, e acabou por ficar para a festa de casamento. Ernest nada contou sobre a sereia, nem sobre a traição do Capitão Jonh Robert e do Imediato Edward Morgan e nem sobre o naufrágio do HMS Hail Holy Queen, apenas confirmou sucesso do naufrágio do Le Lament de la Veuve e disse ter sobrevivido por milagre de Deus.
Dez anos depois, o Reino da França declarou guerra ao Reino da Grã-Bretanha, uma guerra que se pendurou por sete anos, Ernest foi convocado para servir como comodoro da Marinha do Sacro Império Romano, ele aceitou, mas não por toda a guerra. Ele conduziu apenas cinco combates bem sucedidos contra a frota francesa durante todos os sete anos de guerra e não chegou a navegar nas águas do Novo Mundo. Mas ainda sim foi condecorado pelo próprio Rei George II na Abadia de Westminster e em seguida foi nomeado cavaleiro pelo Sacro Imperador Francisco de Lorena. Ernest abandonou Marinha após o término da guerra, afim de cuidar de sua família, mas ainda sim será eternamente lembrado por sua bravura e seu senso de liderança.
Ernest e Mina viveram quase toda a vida na ilha de Wangerooge, Ernest, apesar de todos os seus títulos e sua remuneração pelo serviço militar decidiu viver uma vida simples e humilde ao lado da esposa. Eles tiveram uma única filha, tão bela e formosa quanto a mãe, de olhos claros e cinzentos como o mar sob o entardecer. Ernest nunca mais encontrou Pallas, porém ele jamais a esqueceu, sempre ao olhar o sol se pondo ao entardecer sobre as águas do mar ele se lembrará dela.
Mina estava sentada em uma cadeira de balanço na varanda de casa, voltada para o pôr-do-sol laranja sob o mar cinzento, embalando a filha recém nascida, que dormia tranquilamente nos braços da mãe. Mina sentiu as mãos quentes de Ernest rodarem sua cintura até chegar ao seu ventre, e em seguida sentiu um beijo no pescoço.
– Então... — disse ele — Já decidiu qual será o nome da nossa filha?
– Sim, — respondeu — será Pallas.
Fale com o autor