Meia Hora

28 Midousuji Akira/Onoda Sakamichi


Notas iniciais
Universo Alternativo. Não achei que eu fosse escrever um MidoSaka tão cedo, mas aí está.

Parecia uma boa ideia passear pela floresta naquela tarde de sábado. É claro que Onoda não pensou na possibilidade de se perder quando decidiu fazer isso. Agora ele estava ali, andando em círculos no meio de todas aquelas árvores iguais.

―Mas que droga... ― Ele murmurou, percebendo que acabara de beber o último gole de água da sua garrafinha.

O som de galhos se quebrando o assustou, e Onoda se virou para trás imediatamente. Com certeza havia outra pessoa ali.

―O-olá? Tem alguém aí?

Mais galhos se quebrando e um som parecido com o sibilar de uma cobra.

―Que nojo!

Uma criatura antropomórfica saiu de trás de uma árvore. Onoda se arrepiou ao ver sua pele escamosa acinzentada.

―O-o quê...?

―Um humano, que nojo!

O ser era praticamente um humano com uma cauda e o corpo coberto de escamas, Onoda não sabia se existia algum nome específico para aquilo. Seria um híbrido de humano e lagarto?

―Ah, eu... Eu estou perdido, não consigo sair daqui.

­―Vocês humanos são sempre assim ― ele revirou os olhos negros e colocou a língua bifurcada para fora. ―, saem andando por aí e no fim acabam perdidos. Você teve sorte de não ser devorado.

Onoda se arrepiou mais uma vez ao se lembrar de todas aquelas histórias infantis que envolviam crianças sendo comidas por animais na floresta.

―Não por mim, eu não como humanos, vocês são nojentos. ― A criatura riu e seguiu para a esquerda. ― Vem.

Eles caminharam por alguns minutos em silêncio. Onoda pensou se deveria falar alguma coisa. Ele queria fazer algumas perguntas, mas não sabia se o ser estava disposto a respondê-las.

―Ahn, é...― Onoda se abaixou para desviar de um galho. ― Você tem um nome...?

A criatura o encarou com os olhos semicerrados. Ok, talvez fosse melhor ele ficar quieto.

­―Midousuji. ― Ele respondeu depois de um tempo.

―Eu sou Onoda Sakamichi.

―Eu não perguntei o seu nome.

Depois de mais alguns minutos caminhando em um silêncio desconfortável, Midousuji parou e apontou para frente. Dava para ver o asfalto não muito longe dali.

―A estrada fica para lá, você vai sozinho.

―Ahn, muito obrigado, Midousuji-kun! Por me ajudar a sair daqui...

―Nojento. ― Ele sussurrou, cobrindo a boca com a mão.

―O quê?

―Me chame se vir aqui de novo, é perigoso andar sozinho. ― Midousuji se virou e voltou para dentro da floresta.

Onoda com certeza voltaria ali outro dia.

Notas finais
Kimo