Meia Hora

11 Matsuoka Rin/Nitori Aiichirou


Notas iniciais
Essa história se passa antes de Eternal Summer. Eu tava querendo escrevê-la há um bom tempo, decidi deixar pra esse negócio de meia hora. Foi inspirado numa tirinha que eu vi no tumblr. Não é nem um pouco romântica, já vou avisando vocês.

―Vocês!― O capitão Mikoshiba gritou.

Os dois meninos se viraram, encarando o veterano parado no meio do corredor fazendo uma pose ridícula.

―O quê?― Rin perguntou com tom entediado. Ele esperava que Seijuurou não estivesse falando com eles, mas como os três eram os únicos que estavam no corredor naquele momento, não tinha outra opção.

―Vamos ver um filme!

―Qual filme?― Nitori perguntou parecendo interessado. Rin soltou um muxoxo insatisfeito, ele não estava com nenhuma vontade de assistir a qualquer filme que fosse.

―Esse aqui!― Ele tirou um DVD do bolso de trás da calça (que bolso grande). ― Ritsuko, a mulher do trem!

―É de terror? ― Nitori exclamou, ainda mais interessado. Rin não queria ver nenhum filme, muito menos daquele tipo.

―Sim! E é muito assustador! Meu irmão ficou dois meses sem dormir direito depois que viu.

Ótimo, as próximas noites de Rin acabaram de ser arruinada. Não que ele tivesse medo de filmes de terror, de jeito nenhum, ele só preferia não assistir a eles.

―Vamos, Rin-senpai?― Droga, ele não conseguia dizer não àqueles olhos azuis brilhantes.

―Tch, tanto faz.

E menos de cinco minutos depois, os três estavam amontoados no sofá da sala de TV da Samezuka.

Foram duas horas de um misto de tédio e desespero para Rin. Os efeitos especiais eram uma porcaria, mas a história (“baseada em fatos reais”) era de arrepiar. Mikoshiba gritou como uma criança e Nitori teve pelo menos quatro ataques de riso.

Na volta para o quarto, Rin se assustou com a própria sombra umas duas vezes, mas como ninguém disse nada, ele ficou quieto.

―Esses filmes de terror são sempre tão falsos, é tão engraçado! ― disse Nitori, subindo para a sua cama. ― Você viu aquela hora que o trem passou em cima do cara? Parecia carne moída!

―É, eu sei, vamos dormir. ― Rin sentiu um arrepio assim que pensou na tal cena.

Na hora que ele deitou a cabeça no travesseiro, o rosto distorcido de Ritsuko apareceu em sua mente, e ele se segurou para não acender a tela do celular e iluminar o seu redor. Calma, Rin, você já é quase um adulto, você consegue dormir depois de assistir a um filme de terror!

―Nossa, tá frio, né?― ele disse depois de alguns minutos. Não estava frio, era setembro!

―Um pouco...

―Ai, você não quer deitar aqui comigo? Estou com frio... ― Essa era a pior desculpa do universo, mas situações desesperadoras pedem medidas desesperadas.

―Hm, tá bom. ― Ele desceu a escadinha de metal e tateou a cama antes de se deitar. ― Quer meu cobertor?

―Sim, estou morrendo de frio!― Rin sentiu o outro cobertor sendo colocado sobre o seu. Ficaria um calor do inferno, mas era melhor do que continuar com medo.

Eles ficaram deitados de costas um para o outro por algum tempo, até que Nitori resolveu falar.

―Rin-senpai, você ficou com medo do filme?

―Não! De jeito nenhum!― ele respondeu imediatamente. ― Só estou com frio!

―Tá bom. ― o grisalho respondeu em tom sarcástico. ― Então o que é aquela mulher pálida debaixo da escrivaninha?

―Cala a boca e dorme. ― ele ralhou, chutando as pernas do outro.

―Eu tô brincando!― Nitori se defendeu antes de se calar e adormecer.

Rin não dormiu naquela noite.

Notas finais
Capítulo programado na véspera do Natal, ho ho ho