Meia Hora
57 Kageyama Tobio&Hinata Natsu
Notas iniciais
Estava quente e não havia uma nuvem sequer no céu, por isso o parque estava lotado.
Kageyama estava sentado em um banco perto do parquinho onde várias crianças brincavam, entre elas Natsu, a irmãzinha de Hinata.
Hinata pediu que ele vigiasse sua irmã enquanto comprava sorvete.
(Kageyama podia muito bem ter ido comprar os sorvetes, mas não, ele teve que ficar de babá.)
Ele nem estava prestando atenção na menina, se alguma coisa ruim acontecesse, ele provavelmente perceberia.
Tanto é que ele nem se deu conta de que Natsu desistira de brincar, e levou um susto quando viu a garotinha ruiva o encarando fixamente, parada ao seu lado.
Kageyama não sabia lidar com crianças. Ele nunca passara muito tempo perto de uma. Então, ele não fazia ideia do que fazer.
Por que ela estava o encarando assim? Será que estava com fome?
Depois de alguns longos minutos, ela resolveu falar.
—Cadê o Shouyou?
—Foi comprar sorvete.— Kageyama respondeu um pouco receoso.
Ela o encarou mais um pouco, e se sentou no banco.
—Quantos anos você tem?—Ela perguntou, balançando os pezinhos para frente e para trás.
—Quinze.
Natsu pareceu muito confusa com a resposta.
—Mas você é mais grande que o Shouyou! E ele também tem quinze anos!
Kageyama se controlou para não rir. Ela achava que a idade das pessoas estava relacionada à altura? Que bonitinho.
—Ei, Natsu!—Hinata voltou com três pacotes de picolé nas mãos.— Pare de atormentar o Kageyama!
—Eu não tô atormentando ele!
—Que seja. Aqui, seu sorvete.— Ele a entregou um picolé de morango.
—Morango não!— Ela cruzou os braços.—Eu quero de chocolate.
—Mas morango não é o que você escolhe sempre?
—É, por isso eu cansei, quero o de chocolate, me dá!
—Nem pensar, eu não quero morango!—Os dois começaram a discutir.
—Eu fico com o de morango.— Kageyama interveio, e pegou o picolé da mão de Hinata.— Pode ficar com o meu de chocolate.
—Obrigada!— Natsu pegou o picolé, mostrou a língua para o seu irmão, e voltou para o parquinho.
Ele começou a comer seu sorvete, quando percebeu que Hinata o encarava fixamente. (Seria uma mania de todos os Hinatas?)
—O que foi?— Ele perguntou irritado.
—Nada.
Fale com o autor