Meia Hora

25 Azumane Asahi/Nishinoya Yuu


Notas iniciais
Contém: Palavrões. Universo Alternativo. (Nossa, quase esqueci de avisar que é AU, jesus)

―Vai lá Noya! É sério!

Nishinoya tinha que se lembrar de nunca dar ideias estúpidas para o Tanaka.

No momento, eles estavam na lojinha de conveniência onde sempre compravam salgadinhos e bebidas.

―Eu tava zoando cara, eu não vou fazer isso!

Eles estavam na fila do caixa, e o único atendente ali era esse rapaz que tinha cara de gangster e que sempre estava ali quando Noya e Tanaka vinham comprar porcarias, e que era gato pra caramba.

―Caixa livre!― O moço disse e Tanaka começou a rir histericamente.

―Ryuu, para com essa bosta!― Noya deu uma cotovelada nas costelas dele.

A velhinha que estava na frente dos dois olhou para trás pela milionésima vez desde que entraram na fila, e Noya se arrependeu de ter nascido.

―Você não vai fazer porque não quer ou porque está com vergonha?

Noya queria muito fazer aquilo, mas talvez de um jeito menos ridículo e não na frente de todas aquelas velhinhas (já que, aparentemente, Noya e Tanaka só iam à lojinha quando estava rolando uma festa da terceira idade ou coisa do tipo).

―Cara, eu pago todas as suas refeições por dois meses se você fizer isso, na moral.

Porra, aquela era uma proposta tentadora.

―E o que você ganha com isso?

―Bom, primeiro você vai parar de me encher o saco falando sobre “o caixa gostoso da lojinha da esquina”.

―Eu não falo tanto assim sobre ele!― A velhinha estava olhando pra trás de novo, que bacana.

―Fala sim! Ainda mais quando tá bêbado! No último sábado você ficou dez minutos falando sobre como seria ótimo fode-

A frase de Tanaka foi interrompida por um chute no saco.

―Puta que pariu Noya!

―Você não tá percebendo que não é hora de falar essas coisas?― Nishinoya pediu desculpas mentalmente para todas as velhinhas que presenciaram aquela cena. ― Eu vou fazer, agora cala a boca.

―Ah, Noya! Eu sabia que pelo menos um de nós ia desencalhar até o fim do ano!

―Caixa livre!

A velhinha pagou seu pacote de bolachas de aveia e foi embora mais rápido que Noya esperava.

―Caixa livre!― Agora era a vez deles.

Aquilo ia ser muito bom ou muito ruim.

―Então você está livre?

E aí o mundo parou. O único som ouvido ali eram as risadas contidas de Tanaka.

―O-o quê?!― Parecia que o rapaz ia enfartar a qualquer momento.

―Eu perguntei se você está livre. ― Nishinoya estava com uma vontade imensa de pedir desculpas. Ele podia até estar vermelho, mas o moço do caixa com certeza estava muito mais.

―L-livre?!― Ele começou a tremer. Puta que pariu Tanaka, se o cara morrer a culpa é sua.

―Pra sair, hoje ou qualquer dia desses... ― Noya se lembrou dos cinco pacotes de batatinha que estavam e sua cestinha e os colocou sobre o balcão.

Ele passou os produtos pelo leitor de código de barras e os colocou em uma sacolinha. Noya entregou o dinheiro, sentindo-se muito envergonhado por ter feito aquilo. Ele também percebeu que o rapaz usava um crachá, e que seu nome era Azumane Asahi.

―Sete horas. ― O moço disse baixinho enquanto contava o troco.

―Oi?

―Eu saio daqui sete horas. ― Ele o entregou um punhado de moedas. ― Se quiser...

―Eu passo aqui sete horas então!

―Seu nome...?

―Nishinoya Yuu, mas pode me chamar de Noya!

Ele enfiou as moedas no bolso e saiu correndo dali sem se importar se Tanaka estava o seguindo ou não.

Um de nós vai desencalhar antes do fim do ano.

Notas finais
Essa ideia veio do Scott enquanto a gente tava na fila da Americanas.