Megaman Saga
1 Conexão Zero
"Ainda não.... só mais alguns momentos. X deve viver."
Através de mini-reploids de resgate, X (ou parte dele) é levado para um lugar diferente do que estaria acostumado. Numa espécie de QG secreto, uma voz eletrônica deu as boas vindas:
– Está na hora de acordar herói — em uma pequena mesa, o sobrevivente foi acordando bem devagar. Aos poucos seu sistema foi sendo religado, ainda um pouco danificado pela batalha final com Sigma:
– Zero! — chamou X, ao se levantar assustado. Certamente sua memória ainda funcionava bem, mas nesse caso, a lembrança da morte de seu parceiro lhe fez parar por um instante.
– Não se preocupe X, está em boas mãos — a voz foi rapidamente reconhecida por ele e logo a imagem de Dr. Thomas Light apareceu em uma tela enorme na parede daquele laboratório.
– Doutor? O que aconteceu comigo? E você me disse que eu não iria mais vê-lo — antes que o herói azul pudesse terminar, alguém adentrava aquela sala. Sem pensar muito X acionou seu canhão lazer e atirou. O alvo mostrou ter grandes habilidades ao desviar do tiro com um giro lateral, mas enfrentar Megaman X pode não ser a melhor ideia do mundo.
Tentando se aproximar mais, o individuo levou uma rasteira e caiu, sendo em seguida imobilizado. Ainda pode ver bem de perto a energia concentrada do X-Buster, apontado para sua face.
– Acabou pra você, Maverick! — Os segundos foram passando e a energia aumentando...
– Eu não sou um Maverick – tentou explicar — por favor acredite, estou aqui para ajudá-lo — X já estava quase disparando — eu posso ajudá-lo... a salvar Zero! — sábio ele foi ao escolher essas palavras, pois X o soltou e mirou na parede, em vez de atingi-lo, abrindo uma passagem.
– Então vamos sair daqui primeiro, isso aqui não é obra de Dr. Light — os dois fugiram do laboratório, passando por alguns corredores. Parece que X estava certo, sendo que reploids apareceram para impedi-los de sair. Enquanto corria, X atirava nos inimigos e seu "amigo" ficava atrás. Empurrando uma porta com um chute, Megaman X percebeu que a fuga tinha sido fácil demais.
– Pra onde devemos ir? — perguntou o misterioso aliado.
– Primeiro devemos encontrar um local seguro — X passou a observar, e só viu montanhas e um solo arido– vamos subir até o alto da montanha, de lá podemos ver tudo ao nosso redor.
X
Uma caverna foi o suficiente no momento. As energias do herói azul não tinham sido totalmente restauradas, assim o melhor foi parar mesmo.
– Ainda não me disse seu nome — perguntou X, se encostando nos muros da caverna.
– Eu me chamo Alry e apesar da armadura, não sou um reploid – ele conseguiu surpreender seu olvinte, pois todo seu corpo estava revestido com uma armadura (que o fez parecer um Maverick) além do fato de se movimentar muito bem.
– Se não é um Maverick, por que usa esta armadura, deve ter algum bom motivo — nessa hora Alry abaixou a cabeça e simplesmente uma lágrima caiu de seus olhos, algo que X não poderia compreender sendo um robô.
– Eu venho de um lugar muito distante, o mais longe que você possa imaginar — Alry disfarçou a tristeza e continuou — seu amigo não está morto, ele só está em outro lugar, em outra dimensão...
A reação de X foi levantar e dizer:
– Então me leve até lá. Agora! — no pulso de Alry, uma pulseira apitou e piscou, chamando a atenção de ambos.
– Droga! Temos companhia, X — sons estranhos de repente preocuparam-nos e antes que pudessem sair, duas cyber-motos pararam no local.
– Pensou que fugiria por muito tempo, Alry? — sem dar atenção, Alry só ficou olhando a X passar a sua frente.
– Onde está a educação dos senhores, primeiro a apresentação — disse X e apontou o X-Buster.
– Olha só Death, o rebelde arrumou um novo brinquedinho — o dito como Death lançou uma esfera que, perto de X, o prendeu numa teia de eletricidade — o chefe vai gostar desse ai, parece mais legal que o último — sem a possibilidade de reagir, Alry ainda tentou fugir, porém em vão, sendo pego por outra teia de eletricidade. Ele retrucou dizendo:
– Vocês pensam que acabou, mas saibam que esse é o "Guardião Azul"! — preso, X não compreendeu o que Alry disse, já os adversários riram.
– Essa foi boa, não é Steel! hahaha. Só faltava ele acreditar em lendas mesmo pra confirmar sua maluquice- foi então que o outro se aproximou de Alry.
– Não enrola rebelde, nós já sabemos que está com a Ampulheta — X continuou sem entender nada, tentando se libertar, sem sucesso.
– Eu a perdi por aqui — sarcástico — se a quer então procure você mesmo afinal, não é um planeta muito grande — Death também se aproximou e a partir de um holograma, mostrou a imagem de uma figura feminina, presa em um lugar estranho, aparentemente adoecida.
– Não... — ficou claro que Alry a conhecia — a Ampulheta está aqui, pode pegar, mas por favor, não façam mal a ela — X viu ele tirar a tal Ampulheta da bolsa (na época, que já era bem avançada, ninguém devia saber o que essa palavra "ampulheta" significava) e aproveitou que ambos os inimigos estavam desatentos com o objeto, se esticando e puxando Steel de uma vez só, de modo que a própria energia da teia se destruiu no choque entre eles.
Já liberado, só bastou um tiro de X e a esfera que prendia Alry também se rompeu. Mais dois e os adversários estavam no chão.
– Não podemos esperar mais, X, vamos sair daqui antes deles acordarem! — e num movimento rápido, Alry fincou a Ampulheta no chão.
– Mas pra onde vamos? — indagou Megaman X.
– Se você quer salvar Zero, então me siga — dito, a Ampulheta começou a brilhar e a areia girou dentro dela, logo depois saindo do pequeno objeto e envolvendo a todos. Alry e X foram sugados sendo jogados para um túnel no espaço/tempo.
Onde eles foram parar? Ai é papo para o próximo capítulo...
Notas finais
Ah e calma, Zero vai aparecer, mas sabem como é, as celebridades gostam de chegar atrasadas hahaha. Ixee ri igual ao Death agora =/
Até o próximo chapter pessoal !
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