Meeting You!

16 Capítulo 16 Meus sentimentos por você parte II: Luau


Notas iniciais
Oi. Fico até sem graça de aparecer de novo. Alguém ainda está interessado na fic? Quero pedir desculpas, isso não é agradável e foi muito ruim da minha parte deixar vocês esperando por tanto tempo, ainda mais depois de ter avisado para alguns, que me enviaram mensagens, que a fic iria retornar em setembro ou outubro. Me perdoem. Estou morrendo de vergonha de mim mesma. >.< Eu também odeio quando um autor me deixa esperando e eu fiz isso por um ano. Eu realmente tive alguns problemas, mas foram resolvidos, mas quando comecei a escrever de novo, não estava satisfeita com o que botar no capítulo. :/ Ainda não estou 100% satisfeita, mas eu queria postar algo. Sinto falta de vocês. Vocês me perdoam? Por favor! Boa leitura!

Capítulo 16 Meus sentimentos por você parte II: Luau

– Então, Izaya, já conversou com o Shizuo? –

O moreno em questão soltou um suspiro alto e cansado, abrindo espaço para a loira sentar ao seu lado.

– Não. Ainda não tivemos a oportunidade. Não sei nem como iniciar o assunto, Vorona. As coisas estão estranhas, é complicado até olhar nos olhos dele, sempre que estamos juntos o ambiente fica tenso.

– Sei que vai ser complicado e até mesmo constrangedor, mas você não pode recuar por se sentir constrangido.

– Eu sei. O moreno falou em um suspiro, seus olhos brilhando com as lágrimas que se formavam. – Mas ele está mais recluso e fechado do que quando nos conhecemos.

A loira arqueou uma sobrancelha, como um ato indagador. Izaya riu de canto.

– Shizuo achava que eu era uma garota.

Os olhos da loira se iluminaram com a explicação e Izaya pode ver o brilho divertido no olhar dela.

– Imagino que tenha sido um impacto bem interessante.

– Sim. Pode até ter sido rápido a forma que as coisas se desenrolaram até ficarmos juntos, mas demorou até ele entender quem é o verdadeiro Izaya Orihara, ele estava tão focado na outra eu...

– Com a “outra eu” você está se referindo a...

– “Iza-chan”, a eu feminina que o Shizuo vivia sonhado em namorar desde criança.

– Mas valeu a pena?

– Cada segundo.

A loira sorriu, compreensiva, para o moreno e disse:

– Então o que está esperando para roubar a atenção dele novamente? Deixe-o ainda mais louco do que antes, provoque e tente-o até leva-lo a loucura. Leve-o a ponto de ficar a mercê da insanidade se não o tiver em seus braços.

– Essa é, e sempre foi a minha intenção. Desde que o olhei nos olhos e senti o corpo dele contra o meu. – o moreno abraçou seu próprio corpo, como uma proteção – Eu só... me perdi, não sei por onde recomeçar.

A loira sorriu maliciosa.

– Pois eu sim.

– Como loirinha?

– F-E-S-T-A. Festa. Esqueceu-se do luau hoje? A mãe do seu loirinho está dando uma ótima oportunidade a vocês.

– Não sei se isso é uma boa ideia, festas são imprevisíveis.

– Exatamente, Izaya. Por isso é uma excelente ideia. Tudo pode acontecer em uma festa.

– Mas é um luau...

– Gato, para de arranjar desculpa, vai logo se embelezar e ficar mais pedaço de mau caminho do que você já é. Se eu fosse você prepararia a calça mais skinny que tiver.

– Ainda não entendo porque estou te contando tudo isso e aceitando sua ajuda... Há menos de 24 horas atrás eu estava pronto pra arrancar os seus cabelos...

A loira deu um risinho nervoso.

– Sinto muito. Não quero ficar em maus termos com você e me sinto culpada pela situação que vocês estão. Quero ajudá-los, vocês formam um casal muito bonito.

O moreno observou a menina ao seu lado por um tempo, suspirou e passou a mão pelos cabelos para espantar o desconforto.

– Então... Eu devo apostar em uma calça skinny?

A loira encontrou os olhos do moreno e ficou aliviada e agradecida pela chance que ele estava dando a ela.

– Com um bumbum como o seu é quase um pecado não apostar em uma.

Os meninos aguardavam as meninas, Izaya e Shinra terminarem de se aprontar.

Kadota, Masaomi, Mikado, Tom e Erika, que tinha acabado de descer, conversavam baixo. Olhando de forma furtiva o amigo loiro sentado no sofá encarando o chão como se fosse a coisa mais interessante na casa.

– Gente, desculpa a demora! – Shinra descia exasperado – mas garanto a todos que vai valer a pena. Apresentando as meninas mais gatas de todo o mundo!

“Shinra não precisa exagerar” Celty descia com o caderno nas mãos. Um vestido de seda cor de rosa de alcinhas abraçava seu corpo, dando uma imagem graciosa a menina, seu cabelo estava preso com alguns fios soltos caindo no rosto da menina.

– Mas meu amor, sua beleza é incomparável e-

– Elas têm que está bonita assim Shinra! Pelo tempo que elas demoram pra se arrumar...

– Com licença – Erika se virou para Masaomi, que tinha feito o comentário anterior. – Nós gostamos de variar e diferenciar, não usamos sempre calças jeans ou sociais e camisas como vocês. Mas até que eu vou deixar essa passar. Vocês arranjaram uma forma de estarem diferentes. – Erika disse enquanto avaliava os meninos.

Masaomi usava uma calça preta com blusa branca abotoada até os três últimos botões, de onde uma gravata preta adornava seu pescoço e cintos atravessavam sua cintura Para conferir um visual mais “despojado”.

Mikado estava com uma calça capri jeans azul e uma blusa azul com a escritura “This is not just cuteness But too much sexyness”, claramente um presente do namorado. Um colete preto caia sobre a blusa.

Tom usava uma camisa polo verde e bermuda caqui. Por alguma razão também carregava óculos escuros.

Shinra usava uma camisa Havaiana, com estampas praianas e uma calça branca. — Mas o que mais poderíamos esperar? É Shinra!

Shizuo estava usando uma calça jeans e camisa branca de botões de tecido bem fino com mangas enroladas até os cotovelos. A blusa estava desabotoada e podia-se ver uma camiseta preta colada no corpo, favorecendo seus músculos.

– Você estão super gatos!

– Estamos não querida, Somos! – Masaomi rebateu.

– Nossa que humildade!

– Só estou dizendo a verdade. – Kida olhou as meninas e sorriu de canto – já vi que vamos ter trabalho hoje.

Seu comentário fez as meninas rirem.

– Você está linda, amor. – Kadota abraçou sua namorada por trás e beijou levemente sua bochecha.

Erika usava uma bermuda de cós alto que chegava até metade de suas coxas, uma blusa amarela clara e uma blusa de renda solta branca transparente por cima, presa dentro da bermuda. Seu cabelo estava solto, a franja presa para trás, no meio do cabelo, por um grampo em forma de flor.

– Meninas vocês realmente estão lindas, mas onde está Vorona? – Tom perguntou.

“Ela ainda não desceu?”

– Não.

“Estranho, ela foi a primeira a terminar de se arrumar...”

–Ah, Celty. Ela entrou no quarto dos meninos com o Izaya e não saiu de lá até agora. – Erika informou.

– Vorona? – Mikado perguntou.

– Com Izaya? – Kida questionou.

A morena deu de ombros. A sala ficou em silêncio por alguns minutos.

– Vocês acham que é melhor irmos lá em cim-

– Desculpa interromper Shinra! – sons de passos foram ouvidos na escada, onde os dois últimos adolescentes desciam – Já estamos prontos. – a loira terminou com um sorriso.

Vorona usava uma saia verde comprida de tecido fino, uma abertura até o meio da coxa se formava em ambos os laterais. Usava também camiseta branca colada no corpo. Sua cintura estava adornada por um cinto marrom de espessura grossa. Seus longos fios dourados estavam presos em uma trança embutida que caia pelos seus ombros.

– Uau! Você está linda! – Tom disse se aproximando da loira e juntando seus lábios rapidamente. Vorona sorriu e agradeceu timidamente.

– Izaya? Vem cá. Mostra pra todo mundo como você está lindo!

O moreno acanhadamente, parou no meio da sala, evitando contato visual com um certo loiro sentado no sofá. Esse por sua vez, quase teve um ataque do coração ao olhar para o moreno.

Shizuo quase riu ao olhar as botas, para onde quer que fosse, Izaya sempre usava botas. Mas seu coração quase parou quando olhou a calça que o menino usava. Se é que aquilo pode se chamar de calça. Imagens da primeira vez que viu Izaya invadiram sua mente, se ele achava que aquela calça estava apertada na época... a que o moreno estava usando agora deveria colocar o time completo da Interpol atrás dele.

Izaya usava uma calça skinny preta de cós baixo, que valorizava seus quadris. Algumas partes da pele de sua coxa estavam a amostra por cortes espalhados estrategicamente ao longo das pernas, não eram grandes o bastante para dar uma visão clara das belas pernas do garoto, mas era o suficiente para dar asas a imaginação. Como sempre, Izaya optou por uma blusa preta de mangas compridas, mas dessa vez, sua gola em forma de V era larga o suficiente para deixar parte de sua clavícula aparecendo, a gola era trançada por um laço que estava solto.

– Então Shizuo, o que achou do meu trabalho? – Vorona perguntou maliciosa.

O loiro em questão só conseguia olhar fixamente para o moreno, que olhava para qualquer direção que não fosse a do loiro.

– Eu, er... ele... Iz-... eu... – Shizuo tentou responder a pergunta, mas nada coerente saia de sua boca. As meninas deram uma risadinha.

– Vou considerar isso como uma aprovação.

“Pessoas, vamos logo ou perderemos parte do luau”

– Claro. Vamos logo gente. Hoje é dia de festejar.

– Gente olha só o carro que veio buscar a gente! – Erika falou enquanto olhava pela janela. – Shizuo que tipo de contatos seus pais tem?

Os adolescentes foram correndo para fora e se depararam com uma limusine.

– Provavelmente deve ser cortesia do dono do hotel.

– Gente essa noite promete! – Kida disse enquanto arrastava Mikado até a limusine.

Assim que os adolescentes se acomodaram, o vidro que separava a parte do motorista e do passageiro abaixou.

– Boa Noite, eu sou Azuma e vou ser seu chofer hoje. Poderiam me informar quem é a srta. Erika? – Uma homem de meia idade uniformizado perguntou através da divisória.

– Sou eu.

– A sra. Heiwajima pediu que lhe passasse essa carta. Disse para abrir com cuidado.

– Obrigada, Azuma-san.

– Caso queiram alguma coisa apertem o botam verde no painel que se encontra próximo aos bancos, ele está ligado a um sistema de comunicação com o motorista. Se quiserem colocar alguma musica ou filme o painel também irá auxilia-los nisso. Qualquer dúvida estarei disponível. Divirtam-se jovens.

Dito isso, o homem fechou novamente a divisória e deixou os adolescentes se divertirem.

Celty, puxou seu ipod e conectou ao painel indicado pelo homem. Os adolescentes passaram o caminho flertando e conversando uns com os outros.

Erika tinha um desafio a sua frente. A carta que estava em suas mãos lhe assegurava que a sra. Heiwajima tinha cumprido com sua palavra e lhe fornecera a ferramenta que pedira. Mas como fazer os dois teimosos estarem no local em questão? Era o que a menina estava tentando formular. Erika observou a tensão e timidez entre o casal, sorrindo ao perceber que não se tratava somente de tensão comunicativa, mas, também, sexual. Era evidente pelo jeito como Shizuo não parava de olhar para as coxas de Izaya, e o moreno seguia os movimentos do loiro com o olhar, corando levemente em alguns momentos. Talvez somente “deixar as coisas rolarem e o destino agir” fosse bom o suficiente para o plano. Mas ela nunca foi de esperar que as coisas acontecessem.

“vou somente dar uma ajudinha” ela se decidiu.

Ao chegarem no hotel os jovens ficaram admirados com a beleza do lugar, o local era amplo, moderno e confortável. Os funcionários encarregados pela recepção de convidados dirigiram os jovens até a entrada da área tropical do lugar, onde a festa estava sendo sediada.

A decoração estava maravilhosa. A festa estava ocorrendo em três partes conjuntas, interligadas por pequenos caminhos de pedra e trilhas. A primeira era na área da piscina, que estava linda com os jogos de luzes do local, a área ao redor era decorada com vegetação havaiana, o que ajudava a criar um ambiente tropical. Um minibar fora montado em frente à entrada de vidro para a pista de dança do hotel, as paredes transparentes permitiam a visão litorânea do local aos que estavam lá dentro e a passagem da luz para a área da piscina, essa era a segunda área. Seguindo a trilha obtia-se acesso a praia, onde havia uma grande fogueira, nessa área atrações típicas de uma festa havaiana aconteciam em um pequeno palco próximo. Mesas e cadeiras, com material semelhante a troncos de árvores, estavam espalhadas em frente ao palco. Garçonetes com cangas estampadas e biquínis coloridos serviam aos convidados que resolveram relaxar ao estilo havaiano.

Não demorou muito e os adolescentes começaram a desfrutar das apresentações e comidas servidas. Erika e Celty foram tentar aprender a Hula com as dançarinas contratadas, seus pescoços ganharam adornos floridos, presentes das profissionais.

As meninas agradeceram e chamaram Mikado e Masaomi. Os quatro despareceram, com a desculpa da Erika de que “Uma amiga teria a chamado”. Kadota preferiu nem saber o que estava acontecendo e se levantou para ir até o bar, Shizuo se levantou seguido de Tom para segui-lo.

– Os quatro podem parar.

– Shinra.

– Celty, love. Por favor me diga o que vocês estão armando.

–Ah... er... Nó estamos só – Mikado começou, mas foi interrompido pelo celular da Celty.

“Não é bem nossa armação, foi tudo bem mais da Tia Namiko, mas estamos de acordo com ela”

A menina recolheu o celular e começou a digitar de novo.

“Não aguento mais ver meu primo sofrer, Shinra. E o Izaya, também, não merece isso”

Mais pausa para digitação.

“Os dois estão tão apaixonados, mas são tão idiotas que... Precisamos nos intrometer”

Shinra sorriu quando percebeu a preocupação e frustração nos olhos da menina. Sempre soube o quão próxima ela e o amigo são e que fariam de tudo um pelo outro, mas também sabia que ambos eram precipitados em suas ações.

–A mãe do Shizuo não perde uma rodada do jogo... – Shinra comentou – eu entendo, não vou impedir o que quer que esteja acontecendo, mas vou avisa-los para não tomarem atitudes precipitada. Shizuo e Izaya são fortes, mas fracos emocionalmente no amor. As coisas podem sair do controle rápido. Seja lá o que vocês planejaram, tomem cuidado para não machucarem nossos amigos.

Celty sorriu e apressadamente andou até o garoto, envolveu seus braços ao redor do pescoço do mesmo e lhe presenteou com um beijo leve e doce.

A menina sorriu para o namorado e mostrou a tela de seu celular uma última vez antes de sair apressada com seus cúmplices.

“Obrigada. Eu te amo.”

Shinra foi deixado ao redor de muitas pessoas, paralisado e com um sorriso bobo no rosto. Como era bom beijar sua doce Celty.

Shizuo e Izaya eram dois idiotas por deixarem uma discussão se prolongar tanto assim. Não havia nada melhor do que o afeto compartilhado pela pessoa amada.

– Izaya, vamos tira essa cara de enterro.

– Vorona, já tivemos essa conversa hoje mais cedo...

– Exato, lindo. E o que combinamos? – a loira perguntou com uma das sobrancelhas levantadas, sorrindo sugestivamente.

Izaya desviou o olhar, meio que sorrindo, a menina se esforçava para anima-lo, ele sabia que ela se sentia culpada por tudo que aconteceu e estava grato a mesma pelo empenho em ajuda-lo a reparar a situação.

– Que eu deveria “seduzir o meu loirinho” – o menino respondeu tentando imitar o tom da loira. O que arrancou uma risada da mesma.

– Isso foi horrível, mas sim. Vamos começar esse jogo a-go-ra. – ela disse enquanto se levantava da mesa.

– Vorona eu disse, que não sabia o que fazer ainda...

– Izaya. Você sabe onde os meninos foram? Correto?

– Sim, eles estão no bar. – o moreno respondeu com as sobrancelhas franzidas.

– E do bar nós temos uma visão panorâmica de onde?

– Da pista de dança. – os olhos do menino ficaram intensos e um sorriso extremamente malicioso se formou nos seus lábios – É uma excelente ideia.

– Sim, eu sei. Vamos que está na hora de você botar esse olhar sedutor e quadril sexy para em ação.

No balcão do bar, os dois amigos tentavam animar o loiro.

– Todo relacionamento passa por provações. Algumas são mais difíceis que as outras, mas vai ser bom para a maturidade de vocês.

– Eu não quero saber de maturidade, Tom.

– Shizuo o que o Tom quer dizer...

– Kadota eu sei. Eu já entendi. Obrigada, vocês são ótimos amigos, mas eu não quero conversas profundas agora. A única coisa que eu quero é o Izaya. Como estávamos antes e-

– Oi loirinho.

Os meninos se viraram para encontrar uma menina ruiva de olhos verdes, corpo maravilhoso e sorriso encantador. Ela estava usando um corpete bem marcado na cintura e seios e uma saia rodada.

– Por que a cara triste? Ainda não encontrou ninguém para adoçar a sua noite? – a menina continuou enquanto se debruçava no balcão do bar, dando uma ótima visão de seu decote para o loiro.

– Não estava procurando ninguém.

– Ah que pena, mas a festa está tão boa. – ela disse sentando-se ao lado do loiro e cruzando as pernas nuas, debruçou seu cotovelo no balcão e se aproximou mais ainda do loiro – e agora está ficando melhor ainda – ela completou enquanto olhava o loiro de cima a baixo.

– Bom saber que alguém está se divertindo.

– Ah, mas eu quero me divertir ainda mais – a menina abre um largo sorriso, puxa uma mecha do cabelo para trás e começa a subir uma das mãos pelo braço do loiro – o que você acha de me ajudar, eu prometo que posso melhorar o seu humor em um instante. O que acha de festejar comigo a noite toda.

– Me desculpa moça — o Loiro disse com as sobrancelhas franzidas e afastando a mão da menina delicadamente — mas eu não estou interes-

– Shizuo. – Kadota chamou.

– Que foi?

– Vira pra pista.

– Mas o que, Kadota, eu estou falando com a moça aqui e... Tom? – Shizuo estranhou o amigo estar parado olhando fixamente para a direção contrária do bar. Olhou para seu outro amigo que ria nervosamente e desviou os olhos para a direção que tinha capturado a atenção de seus amigos e o mundo parou de existir. Não ouviu os comentários de Kadota, nem o amigo comentando algo com o Tom, não ouviu nem mesmo a ruiva confusa ao seu lado. Aliás, por que ela estava ali mesmo? Tanto faz, nada mais importava. Porque bem ali, há apenas alguns metros de distância estava a pessoa mais querida do mundo para ele, a mais desejada, a pessoa mais incrível que já conhecera. Izaya.

O moreno estava dançando na pista de dança, movendo os quadris e a cabeça no ritmo da música de um jeito bem sensual, como se quisesse passar algo através da dança, como se houvesse algo dentro dele que quisesse sair. A pesar dos movimentos bem feitos e tentadores, a expressão do moreno era sofrida, mas isso não o impedia de embalar na música e logo fazer as pessoas ao redor se animar. Izaya parecia dançar sozinho e ao mesmo tempo com todo mundo. Sua entrega a dança deixava todas ao seu redor extasiado, ainda mais Shizuo, que estava em uma faze de abstinência do moreno. O loiro sorriu, sofrido, como queria envolver seus braços naquela cintura e se mover junto com o amado. Exatamente como aquele cara estava tentando fazer agora e... Espera, mais que isso?

Na pista de dança um homem jovem, de cabelo castanho e olhos azuis tentava embalar o moreno, que ao sentir a presença de outra pessoa saiu do transe que a música o colocara. Vorona o tinha deixado ali por alguns minutos, indo buscar algo para beberem quando esse cara achou que podia roçar nele.

– Ei, delícia. Você também se move assim em uma superfície mais macia.

Assim que ouviu o comentário, Izaya tentou se desvencilhar, mas o homem tinha conseguido firmar o abraço.

– Isso é algo que você não precisa saber. Agora me solta por favor, minha amiga está esperando.

– Amorzinho, garanto que posso te satisfazer bem melhor do que a sua amiguinha adolescente.

– Eu vou pedir de novo dá pra me soltar?

– Não até você concordar em subir comigo e-

A multidão começou a se abrir ao redor dos dois, murmúrios assustados, e um loiro enfurecido logo apareceu no caminho.

– Você não vai subir pra lugar nenhum com ele. – o loiro falou em um tom perigosamente calmo.

– E que vai me impedir? – o homem sorriu debochadamente – Volte para seus amiguinhos e deixe que adultos de verdade tomem conta das diversões por aqui.

O loiro avançou para cima, mas não podia acertar o homem, pois o mesmo ainda segurava Izaya por trás. Ele não correria o risco de machucar o moreno.

– Ei doçura – o homem se dirigiu a Izaya – que tal você falar pro seu amigo voltar de onde veio e começarmos a nos divertir – o homem disse enquanto passou uma das mãos da cintura do moreno ate seu quadril e apertou uma das nádegas enquanto mordia o lóbulo do mesmo.

Izaya soltou um grito estridente e pisou no pé do rapaz, ando uma leve cotovelada no diafragma do mesmo.

– Agora já chega, não pense que sou uma princesa indefesa pra você fazer o que bem entender e-

Izaya foi interrompido pela mão do loiro o puxando para trás de si e a visão do rapaz sendo levantado pela camisa e recebendo um soco do mesmo. O moreno nunca pensou que o som de um punho encontrando seu alvo fosse ser tão prazeroso.

– Isso foi por ter se atrevido a encostar no Izaya. – Shizuo disse novamente, acertando outro soco — Ele é bom demais pra alguém da sua laia. – dessa vez a frase foi acompanhada de um chute, o impacto fez o homem cambalear até a multidão. O loiro já ia pra cima do homem novamente, mas Izaya agiu rápido, não queria que o loiro se metesse em confusão por algo assim.

– Shizuo! – ele disse enquanto abraçava o loiro – Shizuo olha pra mim – ele puxou o rosto do loiro na direção do seu olhar — olha pra mim, não vale a pena. Acalme-se.

Ao encontrar os olhos rubros do moreno o loiro se acalmou e levou a sua mão de encontro a do moreno, levando-a até sua mão. – eu to bem. Obrigada, mas não vale a pena.

O moreno começou a direcionar o loiro até a saída da pista, antes que um segurança aparecesse, mas foi impedido por um forte aperto em seu pulso.

– Não tão rápido, ainda não desisti de você. – o homem disse enquanto sorria malicioso – é ainda melhor se você tiver compromisso, eu prometo que vou te fazer gritar até ficar rouco.

Shizuo já ia preparando outro soco, mas os três foram surpreendidos por pulsos finos apertando a mão que segurava o moreno e em um movimento rápido e bem aplicado o homem estava no chão. Em frente ao atacado estava uma loira de olhos clros, sua expressão era gélida.

– Vorona. – Tom e Kadota, que tinham se aproximado da confusão se pronunciaram.

– Não sabia que conhecia movimentos de luta. – Tom emendou.

– A família dela é dona de um dojo. Tive aulas lá quando criança. – Shizuo comentou.

– Shizuo, tira o Izaya daqui. – a loira disse, enquanto aquecia o pulso – pode deixar que eu tiro o lixo. – Ela completou fazendo o loiro sorrir.

– Te devo uma.

– Nunca me deveu nada.

Shizuo começou a puxar o moreno pelo pulso, o qual ainda estava atordoado pela situação.

– Shizuo! Shizuo! – vozes suspeitas começaram a se fazer presentes na multidão, por onde sua mãe, Celty e o resto de seus amigos começaram a surgir.

Assim que viu sua mãe algo começou a alfinetar a mente do loiro.

– Mãe.

– Segura. – Namiko jogou algo para o loiro que pegou o objeto facilmente, uma caixa como as de relógio.

– Cobertura 1001. Se você seguir a esquerda vai encontrar os elevadores.

O loiro abriu a caixa e encontrou um cartão, mas precisamente, um cartão que permitia entrada para um quarto no hotel.

– Mãe, o que você fez?

– Shizuo – Celty se intrometeu – pega o cartão e suba com o Izaya, você precisam conversar em um lugar que não sejam interrompidos.

– Izaya seja honesto – Mikado disse.

– Não tenha medo de demonstrar seus sentimentos e mostrar o que deseja. – Kida aconselhou.

– O quarto é premiado de coisas para pombinhos em lua de mel, tenho certeza que é perfeito para vocês. Vocês vão encontrar muita coisa pra fazer depois da conversa. – Erika disse maliciosa. Fazendo o moreno corar.

– O que?

Shizuo olhou para seus amigos e para o cartão em suas mãos e balançou a cabeça sorrindo.

– Você vão ter que se explicar depois.

– Bobagem, nosso plano deu certo e ainda nos deu uma super ação Shizaya e-

Kida tampou a boca da Erika e sorriu para o casal

– Aproveitem.

– Mas oq-

Izaya não pode terminar, pois sentiu seus pés deixarem o chão, e foi jogado nos ombros do loiro.

– Shizuo, me põe no chão, eles aprontaram alguma e –

– Obrigada. – o loiro disse aos amigos antes de se virar e andar na direçã apontada por sua mãe.

– Shizu, eu-

– Izaya. – na posição que o moreno se encontrava, não conseguia ver o rosto do loiro, mas sentiu a emoção pura e sofrida na voz dele.

– A gente pode deixar isso pra depois, mas eu não aguento mais. Precisamos conversar agora. Não aguento mais essa tensão e confusão. Está na hora de deixar meus sentimentos claros. E prepare-se, pois também espero ouvir os seus.

Notas finais
Então... O que acharam? Desculpa, mas a parte boa vai estar no próximo capítulo. Por favor não me matem. Quero muito saber a opinião de vocês, estão gostando do caminho que a fic está tomando? A volta dela foi boa? Senti muita saudades, estou distribuindo cookies e cupcakes virtuais para vocês! Beijos!