Meet Your Downfall
1 Unic
Notas iniciais
Soooooooooo... Eu fiz umas mudancinhas e tals, porque né... -q Mas whatever.
Essa é uma das minhas poucas fics de MCR que não é Frerard... e.e Eu não sei se eu que sou pervertida ou o quê -q
EEEEEEEEEEEEEEEEEEENFIM, dedico à minha bby linda, fofa, maravilhosa e ciumenta (né -q) Cold Blooded Woman, que pra mim sempre será Adrenaline Motivation (julgue-me, bby -q) u.u Bby você é infinitamente importante pra mim, não precisa ficar com tanto ciúme de cada um que vem falar comigo, ok? Love ya more than anything else, never ever forget that, okay? ♥
Enjoy!
Onde estou?
Não sei. Acho que ninguém poderá me dizer.
Tudo o que sei é que é uma sala ampla, clara e bem iluminada. Estou sentado sob uma cadeira de madeira particularmente desconfortável. Uma cadeira igual está posicionada à minha frente. Um nevoeiro bloqueia o horizonte. Não é um lugar muito... Bonito. É triste demais. Solitário demais.
Vazio demais.
Este lugar desconhecido lembra-me vagamente uma sala de hospital... Quem sabe a minha estadia em um leito hospitalar ajude nisso. Talvez isso afete meus pensamentos, afinal, ninguém realmente aprecia o fato de ter que ficar em um hospital por mais de dois meses. Eu sou a prova viva disso.
Sim... Prova viva... Não por muito tempo.
Apesar dos médicos se recusarem a dizer, eu sei que há algo errado com minha saúde. Ainda não sei o que é, mas sei que tem algo errado.
Voltando ao espaço à minha volta, continuo observando-o por um longo espaço de tempo, até que visualizo uma figura estranha se aproximando. De início, não posso distinguir quem ou o que era. Imagino ser um fantasma, mas é alto demais para isso. Logo vejo que é um homem. Um homem alto, pálido e magro. Seus olhos são de um preto opaco e envoltos por fundas olheiras. Seu rosto possui uma aparência fina, como se ao menor toque, pudesse se quebrar. Seus dedos longos e finos aparentam fragilidade e seu corpo é longo e esguio. Veste uma roupa longa e de um branco acinzentado, parecida com a minha roupa de hospital.
Não.
É idêntica à minha roupa de hospital.
O tal homem me olha com certa animação. Imagino o que tanto lhe diverte.
–Olá. – sua voz é estranha. É fraca e sombria, mas enche a sala onde nos encontramos de uma maneira que me faz tremer.
–O-oi... – gaguejo. Minha voz já não estava normal há tempos. Agora ela não passa de um sopro. Um sopro fraco.
–Suponho que saiba por que estou aqui.
Faço que não com a cabeça. Ele ri levemente. Um riso particularmente sombrio. Ele dá a volta na cadeira e se senta, isso tudo sem desgrudar os olhos de mim.
–Meu caro, você não sabe quem sou eu, não é?
–Não... Quem é você?
–Vai ter que descobrir sozinho... – o homem misterioso me lança um sorriso enigmático – Diga-me, meu caro rapaz, como se sente?
–Mal... Meus últimos meses têm sido assim...
–O que sente?
–Dor no peito, dificuldades para respirar... Coisas assim.
–Isso não lhe dá nenhuma dica do que está havendo com você?
–Não... Mas confesso que sinto que há algo errado comigo... Como se... Os médicos estivessem escondendo algo de mim...
O homem faz que sim levemente.
–Você tem toda a razão. Estão escondendo algo de você. Cabe a você descobrir o que é. Pelo menos, já sabe que algo está para acontecer com você. De qualquer forma, vejo que algo lhe aflige dentro de seu coração. Compartilhe sua dor comigo. Estou disposto a te ouvir.
–Não há nada me afligindo... Só essa doença incômoda que todos se recusam a me contar o que é... E... Claro... A expectativa de morte... – pronuncio minhas últimas quatro palavras de forma sussurrante.
–É a morte que te assusta?
–Sim, por quê? – o homem volta a sorrir leve e divertidamente.
–Eu sei mais sobre você do que pensa, meu caro... Sei que é outra coisa que o persegue...
Tremo levemente ao tornar a ver seu sorrisinho. Ele se levanta da cadeira e aproxima o rosto do meu, sussurrando três palavras que quase me fazem irromper em lágrimas:
–Perder sua amada...
Suspiro, tentando conter um soluço de dor.
–Vocês iam se casar, não é? Em alguns meses... Antes de essa doença aparecer, não?
Faço que sim levemente.
–Vocês tiveram que cancelar tudo, pois está fraco demais para andar até o altar, não é? – ele continua a jogar em minha cara tudo o que estava acontecendo nesses últimos meses por uns bons dez minutos, até que começo a chorar em silêncio. Ao perceber isso, o homem para, se senta novamente na cadeira, cruza as pernas e começa a observar o espaço à sua volta, aparentemente esperando que eu acabasse de chorar. Quando isso acontece, ele volta a me encarar e diz:
–Não é necessário chorar por isso. Você pode perder algumas coisas, mas ganhará outras.
–Vou deixar minha família e minha amada, o que poderia recompensar isso? – retruco, com a voz fria.
–Paz. A paz que você tanto procurou.
Lanço-lhe um olhar confuso e ele sorri.
–Ah, meu caro, eu te acompanhei por toda a sua vida... Você nunca me notou, fato, mas eu sempre estive com você! Vi sua infância solitária e sem amigos, vi sua visita à cidade para ver o desfile, vi seus anos de adolescente rebelde... Acha mesmo que não vi isso tudo? Ainda não descobriu quem sou eu?
Balanço a cabeça negativamente. O homem suspira profundamente.
–No fundo, você sabe que está cansado disso tudo. Dessa vida parada e agitada ao mesmo tempo. De permanecer na mesma cama de hospital dia e noite. De ver sua amada se dividir entre ficar com você e procurar outra pessoa. Quando isso tudo passar, finalmente terá a sua merecida paz...
–Espere aí, está dizendo que eu vou morrer?!
–Achei que já soubesse disso... Ou, pelo menos, suspeitasse. – ele parece surpreso de verdade – Acho que já entreguei parte do seu “problema”, então... De qualquer forma, espero ter lhe ajudado com essa pequena reflexão. Acho que ficará mais fácil saber qual o seu problema e saber quem eu sou. Até um dia, meu caro. – o homem se levanta e faz menção de se afastar.
–Espere! – ele me encara novamente – Afinal, quem é você?
Ele sorri de um jeito sombrio.
–Eu sou a tua morte.
Após essa fala, o homem se afasta. Fico sentado na cadeira longamente, pensando em tudo o que havia sido dito. Afinal, quem é esse homem? E qual é o meu problema?
Vejo uma luz se aproximando. Vai ficando cada vez mais próxima e clara, até que...
... Acordo.
Estou mais uma vez em meu quarto de hospital. Os médicos olham para a tela de um computador com uma expressão nada boa. Ao verem que acordei, todos se viram em minha direção ao mesmo tempo e sorriem tristemente. O médico de cabelos loiros e olhos verdes se aproxima e diz:
–Que bom que acordou... Temos notícias para o senhor...
–Pode falar.
–Sentimos muito, mas... O senhor tem câncer.
Suspiro profundamente. Não há nada que eu podia fazer. Não há comentários a fazer.
Olho para a direita e vejo-o. É ele. Câncer me olha com o mesmo sorriso divertido no rosto. Sorrio de volta, mas é um sorriso triste. De repente, noto que Câncer parece querer me dizer algo. Ele se aproxima de mim lentamente, sussurrando em meu ouvido:
–Seu pior pesadelo torna-se realidade...
Notas finais
Sim, a história é tosca, as falas são toscas, EU sou tosca, mas foi o que deu, né galerinha -q
Eu sinto que falta alguma coisa, mas vai ficar assim mesmo. É uma da manhã, eu tô com fome e já estou falando merda. ENTÃO, nem ligo se estiver faltando alguma coisa.
CARA, EU VOU SAIR DAQUI PORQUE EU NÃO SEI MAIS DO QUE EU TÔ FALANDO, SÉRIO e.e
Cya c:
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