Meet Me At The Coffee Shop
10 True Men Don't Kill Coyotes
Notas iniciais
– LIZ! LIZ! VOCÊ ESTÁ BEM? – perguntou Jess.
– JESS! ESTOU SANGRANDO E VOCÊ AINDA PERGUNTA SE ESTOU BEM?!? – disse.
Jess ficou vermelha e foi ligar pra uma ambulância.
– Na avenida Adams. Sim. O QUE? DAQUI A MEIA HORA?!? MAS ELA ESTÁ GRÁVIDA! AH, ENTÃO TÁ. DAQUI A 10 MINUTOS. – disse Jess no celular.
– Eles estão vindo daqui a 10 minutos. Aguenta firme, Liz. – disse Jess.
– Aquela filha da puta… fica falando no celular, atropela e depois nem dá assistência. Aquela mulher bocuda…tem cara de patricinha… — reclamou Jess.
– Esquece ela, Jess! Me ajuda aqui. – disse.
A ambulância chegou. Os caras me botaram numa maca e a partir daí caí no sono.
Quando acordei, vi tudo branco e estava rodeada de gente. Todos os caras da banda estavam lá, a Jess, e até a mamãe estava lá perto de mim.
– Onde é que estou? O que aconteceu comigo? – perguntei.
– Bom, você está aqui fazem 2 dias. Você foi atropelada na avenida Adams. – disse Anthony.
– Doutor, aconteceu alguma coisa comigo? – perguntei.
– Você apenas fraturou o pé. Mas nós vamos tratar dele. Não se preocupe. – disse o médico.
– Mas… o show é amanhã. Como vou poder ir? – perguntei.
– Nós podemos engessar o seu pé, mas terá que ter alguém cuidando de você. – disse o médico.
– Ah, então está bem. Mas e os biquínis? – perguntei.
– Eu e a sua mãe fomos à rua e compramos biquínis. Não esquente a sua cabeça com isso. – disse Jess.
– Podem me deixar a sós com o Anthony por um instante? – perguntei.
– Podemos. – disseram todos.
Assim que todos foram, comecei a falar:
– Ant, como minha mãe te conheceu?
– Eu só falei a ela que era um amigo de você que cantava numa banda que você começou a gostar nesses últimos meses… — disse ele.
– Mas, e o bebê? – perguntei.
– Não tocamos no assunto. – disse ele.
– Vocês conseguiram domar a boca da Jessica? – perguntei.
– Não precisamos fazer isso. Eu acho que ela já sabia da gravidade do problema e nem tocou no assunto. – disse ele.
– E… enquanto você estava aqui no hospital, eu compus uma música. Fiz umas adaptaçõezinhas. Vê aí se ficou boa. – disse Ant me entregando um papel.
Comecei a ler. O nome da música era ‘’True Men Don’t Kill Coyotes’’. Parecia até que o Ant sabia que eu sou apaixonada por coiotes. E ele me chamou de coiote… Aquele fofo do Ant… Eu na cama do hospital e ele escreve em minha homenagem uma música…
– E aí, Liz, gostou? – perguntou Ant ansioso.
– AMEI! Ficou perfeita. – disse.
– Liz, mudando de assunto, o médico tava me dizendo que se sua barriga estivesse grande, você correria um risco muito grande de perder o seu bebê. – disse ele.
– Mas Ant, eu nem ligaria, eu estava até pensando em fazer um aborto… — disse.
– ABORTO? VOCÊ ESTÁ LOUCA? HÁ UMA FUTURA VIDA CHEGANDO E VOCÊ QUER MATÁ-LA? – disse ele. Anthony ama crianças e apesar de eu ser muito nova pra ter um bebê, ele adorou a notícia de ser papai.
Passaram-se algumas horas e o médico engessou o meu pé e me deu alta. A mamãe foi embora, pois tinha que cuidar do papai, que ainda estava no hospital e a situação dele tava pior do que a minha.
A Jess foi dormir com o flea na casa dele enquanto o Ant essa noite foi dormir lá na minha kitnet do meu ladinho lá na minha cama de solteiro. Ele me abraçou forte a noite toda. Eu tava com muito frio esses últimos dois dias. O ar condicionado do hospital tava muito forte. Mas o Anthony me abraçou tão forte que eu fiquei quentinha.
Acordei umas 10 horas do dia seguinte. Eu vi a cama vazia, estranhei. Mas logo depois que eu me espreguicei, o Ant disse:
– Bom dia, preguiça do mundo todo!
– Preguiça do mundo todo? Eu tô de férias, Ant! – disse.
Ele saiu e foi correndo lá pra cozinha pegar algo. Quando ele voltou, ele estava carregando uma bandeja com um café da manhã que qualquer pessoa iria babar.
– SURPRESA! – disse ele.
– Nossa, Ant! Isso tudo… pra mim?
– Sim! Afinal, você iria preparar o café desse jeito? – perguntou ele.
– Sei lá, Ant, eu daria um jeitinho… — disse.
Comecei a comer com ele. Nunca mais tinha comido uma comida gostosa dessas. O Ant fez uma faxina na casa. Enquanto eu estava deitada no sofá assistindo TV. Eu insisti pra ele não fazer isso, mas como eu não podia mexer o pé pra correr atrás dele e fazer ele parar, tive que ficar de castigo.
Passaram algumas horas e a Jess chegou em casa. Ela já estava pronta para o baile e me avisou pra adiantar. Eram umas 3 horas da tarde e eu fui tomar banho (consegui fazer isso sozinha me apoiando na parede do banheiro) e depois eu me vesti. O Ant mandou eu esperar ele ir lá na casa dele se arrumar e preparar tudo com os caras.
Eu me arrumei e o Ant chegou pra me pegar. O visual lá do festival ficou maneiro. Eu cheguei mancando e me apoiando no Ant lá no baile. Passei a mó vergonha, porque nem todos viam que eu tava com o pé machucado. Chegando lá, já estava na hora deles tocarem. Enquanto eles estavam lá montando os instrumentos deles, eu fiquei sentada numa cadeira ao lado da Jess. Começamos a conversar sobre o que aconteceu nesses últimos dois dias que eu tava apagada. O povo gostou da batida deles. O Ant até tocou a música que ele fez em minha homenagem. Eles já tinham ensaiado e já tinham criado uma melodia pra música.Ele queria fazer uma surpresinha pra mim. A música ficou muito legal.
Assim que eles terminaram de tocar, eles desmontaram os instrumentos e o Anthony chegou pra mim:
– Te deixei muito de castigo?
– Não, Ant. Eu fiquei aqui conversando com a Jess e afinal, você estava fazendo o seu trabalho… E eu amei a surpresa. De coração. — disse.
Assim que eles terminaram de desmontar os instrumentos, entrou um DJ. Já tinha escurecido. Ele botou uma música lá maluca que ninguém tinha levantado pra dançar. Mas a outra música que ele tinha botado… Chamava-se Teenager in Love. Eu disse pro Anthony que me amarrava nessa música. E ele me perguntou:
– Vamos dançar?
– DANÇAR?!? Mas eu estou… — comecei a falar.
– Calma, Liz! Eu sei que você está desse jeito, mas esse baile é para dançar. Primeiro, coloque o seu pé machucado em cima do meu e se apoie em mim. – interrompeu-me Anthony, me explicando.
Eu fui apoiando o meu pé em cima do dele com cuidado e percebi que estávamos dançando e eu não sentia dor aluguma. Fui me envolvendo na dança e de repente o Ant começou a me beijar. Era uma sensação boa, foi uma forma de eu me esquecer das coisas que estavam me preocupando…
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