Meet And Love

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Notas iniciais
Meninas, primeiramente, me desculpem por não ter postado ontem! Meu dia foi uma loucura e quando eu finalmente pude postar a internet caiu... Haha. Enfim, o episódio tá bem grandão e cheio de imagens pra vocês, pra compensar. Espero que gostem! Nesse capítulo, vocês vão conhecer novos personagens. Essa é a Júlia: http://oi46.tinypic.com/106iopi.jpg Essa é a Fernanda: http://weheartit.com/entry/13163146/ e esse é o Gabriel: http://weheartit.com/entry/13888282/ (ulala) Boa leitura, leiam as notas finais! :)

Júlia

''There’s gonna be one less lonely girl… One less lonely girl, there’s gonna be one less lonely girl, one less lonely girl…”

Estiquei meu braço, ainda com o rosto coberto pelos travesseiros, e tateei minha mesa de cabeceira até encontrar meu celular. Ouvindo a música, apertei qualquer botão para que o despertador parasse de funcionar. Suspirei e finalmente retirei minha cabeça da montanha de travesseiros, permitindo que a luz do sol penetrasse meus olhos. Semicerrei-os, já que ainda não estava acostumada com a claridade e sentei na cama. Coloquei minhas havaianas e andei até o banheiro, olhando-me no espelho.

Minhas olheiras iam até o inicio das minhas maçãs do rosto e meu cabelo estava desarrumado, apontando para várias direções. Suspirei e liguei o chuveiro, despindo-me aos poucos. Minhas olheiras estavam tão profundas porque eu não havia dormido nada durante a noite; ficara pensando na briga que tivera com meu namorado, Gabriel. A briga ocorreu pois ele me viu conversando com Pedro, meu melhor amigo. É um motivo idiota, eu sei. E é exatamente por isso que eu estou brava com ele. Namoramos a tanto tempo que ele já deveria confiar em mim, certo?

Após tomar meu banho, coloquei um roupão e sequei meu cabelo, deixando-o liso. Fui até o quarto e abri meu guarda-roupa, olhando para as fileiras de roupa. Suspirei e peguei as primeiras peças que apareceram (http://www.polyvore.com/acabei/set?id=52210434). Fui ao banheiro novamente e passei corretivo, base, pó, rímel, lápis e um gloss. Estava saindo do meu quarto quando o celular começou a tocar.

- Fala, Fê. – sorri levemente. Fernanda era minha melhor amiga de infância, e eu não poderia me imaginar sem ela.

- Oi, Jú. E aí, como é que você tá?

- Ah, tô bem... Por que a pergunta?

- Porque eu sei que você brigou com o Gabriel ontem, né. Pra variar...

- Entendi... Pois é, mas eu vou levando. Nada que um bom corretivo não faça. – rimos juntas.

- É, mas sem depressão. Tô indo pro parque daqui uma meia hora, quer me encontrar lá?

- Ou ir pro parque com você ou ficar em casa o dia inteiro assistindo filmes tristes e comendo brigadeiro... É, acho que eu vou com você. – rimos novamente – Vou arrumar o Buddy e já saio de casa.

- Tá bem, até daqui a pouco.

- Até.

Assim que desliguei o celular, fui até a sala (http://oi48.tinypic.com/maz537.jpg) e abri a casinha onde Buddy (http://data.whicdn.com/images/10859873/tumblr_lm7x0dMfi11qaetsho1_500_large.jpg) ficava.

- Bom dia, garoto! – dei uma risada assim que ele pulou em mim, lambendo todo o meu rosto – Vem, vou colocar a guia em você. Hoje tem passeio!

Depois de alguns minutos de luta com Buddy, finalmente consegui colocar a guia nele. Peguei minha bolsa e saímos de casa, caminhando até o parque. Era tão bom andar pela cidade sem me preocupar com nada... Observei as árvores, os carros que passavam e os pássaros que voavam em sintonia pelo céu.

Um tempo depois já estávamos no parque. Sentei em um banco e peguei Buddy, acariciando sua cabeça. Buddy era um presente de Gabriel, e olhar para ele sem lembrar do meu namorado era quase inevitável. Meus pensamentos foram interrompidos um tempo depois, assim que senti alguém me abraçar por trás.

- Sua louca, quase me mata de susto! – Fernanda caiu na risada enquanto eu tentava me recuperar do meu quase-ataque-do-coração.

- Você tinha que ver a sua cara – ela falou, em meio a gargalhadas.

- Se eu não estivesse com o Buddy no colo eu juro que te esganava – dessa vez, ri junto com ela.

- Ainda bem que ele está aí, então. – ela sorriu ironicamente e sentou-se ao meu lado.

- É, ainda bem mesmo. Tá legal, Fê, me diz o verdadeiro motivo de você ter me chamado.

- Do que você está falando? Como assim, verdadeiro motivo? – ela olhou para mim, intrigada, enquanto tirava Buddy do meu colo e passava para o dela.

- Fala sério, dona Fernanda. Você nunca levantaria na manhã de um sábado para vir ao parque. Me fala o que você tá tramando. – dei uma risadinha quando vi seu olhar culpado – Tá vendo só? Eu te conheço.

- Não conhece não, Jú. Eu não tô tramando nada, ué! Não posso mais convidar minha melhor amiga pra dar uma volta no parque?

- É claro que pode, mas... – fui interrompida por uma voz masculina que vinha de trás de mim. Uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar, a qualquer momento e em qualquer situação. Gabriel.

- Droga, Gabriel, eu disse que era pra você esperar meu sinal! – Fernanda falou, tapando o rosto com as mãos.

- Eu sabia, sabia que você estava tramando algo! – dei um sorriso vitorioso, porém, alguns segundos depois, minha ficha caiu. Fernanda havia me chamado para o parque para que eu conversasse com o Gabriel, e essa era a última coisa que eu queria fazer.

- É, você me pegou, iupi! Agora levanta e vai falar com ele. – ela disse, enquanto me levantava do banco e me empurrava. Quando eu ia começar a protestar, Gabriel já estava na minha frente, e carregava um buquê de rosas.

- Hm... Oi. – eu disse.

Oi? Droga, Júlia. Você brigou com o garoto por uma hora ontem e passou a noite inteira em claro e, quando finalmente o encontra, você diz... “oi”?

- Oi. – ele falou, quase como um sussurro. Olhei para trás, porém Fernanda e Buddy haviam sumido.

- Então... – comecei a falar, porém ele me interrompeu. Maldita mania.

- Olha, Jú, eu não sei ao certo o que te dizer... Ontem foi um erro, eu sei. Mas eu estou disposto a consertar esse erro. Eu trouxe flores. – ele estendeu o buquê para mim.

- É assim que você quer consertar seu erro? Me dando flores? – perguntei, sem nem ao mesmo olhar para o buquê.

- Não, eu... – ele suspirou, largando as flores no chão. – Olha, Júlia, eu te amo muito. Você é a garota mais especial que eu já conheci e eu não quero que o nosso namoro acabe por causa de um ciúmes bobo ou de uma briga idiota. Nosso amor vai superar isso, eu tenho certeza... E, se não for agora, eu tenho certeza que será depois, e... Na verdade, não importa o futuro. O que importa é o presente. E eu te amo muito pra deixar que ele acabe.

- Sabe o que é estranho? Eu já ouvi esse discurso antes. E eu achei que você ia mudar, que ia confiar em mim, mas, pra minha grande surpresa, nada mudou. E estamos aqui novamente.

- Você não quer mesmo me perdoar? – ele piscou os olhos lentamente e aproximou-se de mim.

- Não é que eu não queira te perdoar, Gabriel. O que aconteceu não é algo tão simples que eu posso escolher se vou te desculpar ou não. Aliás, eu já fiz isso outras vezes e olha o que aconteceu...

- Então eu vou te mostrar que dessa vez vai ser diferente.

E, então, ele me beijou. E, como ele disse, foi realmente diferente. Não foi como das outras vezes, quando eu sentia borboletas no estômago, pernas bambas e ficava com a respiração ofegante. Eu simplesmente... não senti nada.

- Para, Gabriel. – eu sussurrei, assim que nos soltamos – Eu não quero ser forçada a nada. Se você continuar insistindo, aí eu não terei forças pra te perdoar. Só... deixa as coisas acontecerem naturalmente, tá? Obrigada pelas flores. – soltei um sorriso fraco e fui até Fernanda.

- E aí, se acertaram? – ela falou enquanto arrumava o pelo de Buddy.

- Não. Aliás, acho que terminamos de vez.

- O quê? – dei uma risadinha ao ver sua expressão de surpresa – Mas vocês se beijaram, eu... Como assim?

- Pois é, ele me beijou... E foi exatamente por isso que eu terminei com ele. – sorri novamente ao ver sua expressão tornando-se ainda mais confusa – Eu simplesmente não senti nada quando ele me beijou. Nada. E, por isso, acho que não merecemos mais ficar juntos, entende?

- Ah, Jú, mas pensa bem... Será que isso é o certo a fazer? Quero dizer, vocês foram feitos um pro outro..

- Não, não fomos. Se tivéssemos sido feitos um para o outro, ele não seria ciumento, não desconfiaria de mim toda hora... Fê, eu tenho certeza que o que eu fiz está certo. E, desculpa, mas você não vai me fazer mudar de ideia.

- Uou, então tá.. Olha, desculpa qualquer coisa, viu? Sei que não foi o melhor a ser feito ter chamado o Gabriel aqui sem que você soubesse, mas eu só estava tentando ajudar.

- Eu sei, Fê. Sei que você não fez por mal. Não precisa se desculpar, viu? Agora, senta aí, vamos comer alguma coisa.

- Ah, Jú, desculpa, mas não vai dar... Eu achei que você fosse se acertar com o Gabriel e passar o resto do dia com ele, então eu marquei de ir na casa da Rafa.

- Ah, é, Fernanda? Então tá, vai lá com a “Rafa”, vai. – falei, afinando a voz e pegando o Buddy do colo dela – Eu tenho o Buddy.

- Idiota. Você sabe que é minha melhor amiga, não sabe? – ela sorriu e beijou minha bochecha – Mas ainda não tem total exclusividade sobre mim, então, hasta la vista.

- Então é assim? Vai lá com a Rafa, Fernanda, eu não me importo. Aliás, se eu por acaso perder nosso anel da amizade, saiba que a culpa não foi minha...

Apenas ouvi sua risada escandalosa do outro lado da quadra. Peguei Buddy e coloquei sua guia novamente, saindo do parque e indo para casa.

(...)

Assim que cheguei em casa, tirei a coleira e a guia de Buddy e o deixei solto pela casa. Fui até meu quarto (http://oi47.tinypic.com/2qswf1x.jpg) e me esparramei na cama, sem nem ao menos me importar em tirar o sapato. Eu estava muito cansada, afinal, passara a noite anterior em claro. Peguei o controle da televisão e fiquei passando os canais distraidamente, até que vi um canal que me interessara. Voltei alguns canais e sentei-me no sofá, prestando toda a atenção do mundo às palavras que eu ouvia.

É oficial! O cantor Justin Bieber irá dar início à sua nova turnê, Believe, ainda esse mês. As fãs que sonham em encontrar o cantor já devem ir economizando; o cantor passará pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Porto Alegre. Segundo fontes próximas ao cantor, o famoso ritual onde Justin chama uma fã ao palco e canta uma serenata, entregando flores para ela, continuará sendo uma grande característica dos shows do ídolo teen. Quem sabe não é a sua chance?”

Um sorriso enorme iluminou-se em meu rosto. Justin-Bieber-estava-vindo-para-o-Brasil! Era muito difícil de acreditar, praticamente impossível. Eu não conseguira ir nos shows da My World Tour, pois estava viajando com meus pais, o que me custou outra noite em claro chorando... Mas, agora, eu tinha esperanças de que eu poderia ir. Desliguei a televisão, que já passava outra matéria, e saí correndo e cantando pela casa, louca para gritar para o mundo todo que eu ia respirar o mesmo ar que Justin Bieber.

Notas finais
Então, meninas, gostaram? Espero do fundo do meu coração que esse capítulo tenha agradado a todas... Fiz vocês esperarem bastante por algo que nem tá lá essas coisas, eu sei, mas com o decorrer da história a fic vai ficando mais interessante, eu prometo :) O capítulo ia ser maior, mas achei que ia ficar super cansativo, então dividi ele em dois, e depois de amanhã eu posto o resto. Sim, isso mesmo, DEPOIS DE AMANHÃ: Acabou que eu não vou poder postar todos os dias :( Acho que dia sim, dia não, fica melhor pra mim, pois eu posso escrever capítulos maiores/melhores, me organizar melhor, esperar bastante reviews... Espero que me entendam. Deixem reviews, recomendações, tudo o que puderem! Até o próximo capítulo. ♥