Medo do escuro

4 O plano de fuga


Notas iniciais
leia os outros 2 cap.

Caminhei por algum tempo a procura de meus amigos, o primeiro que eu avistei foi Rosana, logo depois encontrei Miguel junto com Douglas, e todos diziam que seus pais estavam esquisitos, e que estavam praticamente os obrigando a volta para a escola assombrada.

Logo depois avistamos um grupo de adolescentes como nós, eram em cerca de 6 meninos e 4 meninas, e ambos conseguiram sair da casa. Decidimos reunir o máximo de crianças e adolescentes possíveis, para planejarmos um plano de fuga daquele acampamento sombrio. Nós nos separamos em grupos para encontrar o máximo de pessoas sobreviventes em menos tempo.

Depois de muito tempo já começava a escurecer e conseguimos reunir mais 5 garotos e 1 garota. Cada um contou como conseguiu escapar da casa mal assombrada, mas no final toda história terminava com os pais obrigando-os a voltarem para escola, isso fez com que minha tese de lavagem cerebral fosse comprovada. Já era tarde a lua já dominava o céu então decidimos cada um voltar para casa e agir normalmente, sem demonstrar atos que pudessem comprometer ao nosso plano de fuga, combinamos também de voltar ao mesmo local as 14 horas.

Voltei para cabana onde meus pais estavam, disse que estava cansado e que realmente foi tudo imaginação da minha cabeça, para que não houvesse nem um problema ou discussão. Na cama não conseguia dormir, pois, lembrava de tudo o que tinha passado naquela casa e também me culpava pela morte de Antônio, quando me lembrava de seu rosto enquanto o lobo o mutilava e de seus gritos de dor e medo, eu chorava pois foi eu que o incentivei a vir para este lugar! Me lembrava das gargalhadas do homem de capa preta, fortes, vibrantes e inesquecíveis, não conseguia acreditar que tudo aquilo era real.

Quando amanheceu eu não tinha nem mesmo cochilado, as lembranças vinham de forma bagunçada e aleatórias em minha cabeça, não consegui nem tomar direito meu café da manhã, tudo que eu comia me fazia passar mal, e meus pais continuavam a me induzir para voltar a escola mal assombrada.

Finalmente eram 14 horas eu nem tinha tocado no almoço, e fui correndo para o local combinado, ainda não tinha chegado muita gente, fiquei imaginando apenas o pior.

– Será que aconteceu alguma coisa com eles? – dizia um garoto próximo a mim.

– Não sei, eu espero que não – mas no fundo eu também pensava o mesmo.

Vinte minutos depois começaram a chegar, eles chegaram em grupos, quando todos estavam reunidos começamos a pensar em um plano para escapar daquele lugar. Várias ideias surgiram, mas nem uma boa. Não tínhamos sinal de telefone e haviam homens armados do lado de fora e nos limites do acampamento, que era todo murado, a noite vigias ficavam rondando o acampamento para que ninguém fugisse.

Todas as formas possíveis já estavam bloqueadas então, combinamos de roubar algumas facas da cantina e sequestrar o coordenador do local, para utiliza-lo como refém para sairmos do acampamento, mas isso precisaria de tempo e planejamento, não podia haver falhas, qualquer erro podia custar nossas vidas. Ficamos o dia todo planejando como seria.

Dividimos um grupo pequeno de 4 pessoas para seguir o coordenador do local, separamos outro grupo de 6 pessoas para roubarem as facas, facões e qualquer coisa que pudesse ser usada como arma. Eu, Miguel, Rosana e Douglas estávamos encarregados de planejar como seria a estratégia de captura do homem, os outros estavam encarregados de distrair os guardas.

Já estava escuro mais todas as missões foram cumpridas, roubamos um ótimo número de facas, facões, toras de madeira, e partes de canos de ferro. O grupo de espionagem descobriu que o nome do coordenador era Rogério e que ele ficava em uma sala das 14 até as 16 horas e era nesse momento que iriamos captura-lo. Nós escondemos todas as nossas coisas e nos separamos de novo e combinamos de se reunir de manhã as 8 horas para começar a agir.

Ao chegar na cabana onde estavam os meus pais, eles estavam bebendo um tipo de liquido rosa e borbulhante.

– Pai, o que é isso? – perguntei.

– É uma bebida típica do lugar, e é totalmente grátis! – respondeu ele.

– Você foi hoje na casa mal assombrada, filho? – perguntou-me curioso.

– Não pai, sai para conversar com os meus amigos e acabou passando o tempo sem que eu percebesse – respondi rapidamente com medo.

– Então não deixe de ir amanhã em! – exclamou ele.

A bebida estranha que meus pais bebiam, podia ser o que estava fazendo eles agirem de modo estranho, pois ela me parecia muito suspeita. Fui direto para o banheiro pois não tinha tomado banho o dia todo, e já estava fedendo, após o banho quase não consegui jantar pois tudo me lembrava as vísceras de Antônio.

Quando cheguei em meu quarto, estava morto de cansaço pois não tinha dormido noite passada, mas mesmo assim foi difícil dormir, pois, todas aquelas cenas passavam em minha cabeça me deixando louco, mas depois de batalhar muito consegui dormir.

Deu exatas 8 horas todos os integrantes do sequestro estavam no local combinado. Eu, Rosana, Douglas e mais dois garotos iriamos emboscar o coordenador, estávamos apenas repassando o plano e esperando com que o mesmo entrasse na sala.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.