Medo do desconhecido - Contos e poesias sombrias
5 Apenas um devaneio
Notas iniciais
Como encontrar a paz que tanto nos foge, que se amedronta dentro das preocupações infindas do mundo.
Ser humano, que tanto precisa de teus sentimentos, engula tuas lágrimas
A dor é passageira, o ódio deveria ser
Mas e o amor?
Se este deveria ser eterno, o contrário dele nunca deveria sequer existir
Seria o ódio uma necessidade ou um devaneio?
Alguns dizem que o ódio é tão irracional quanto o amor
Mas seria o amor irracional?
Podemos amar qualquer um racionalmente, mas porque odiar alguém da mesma
forma, já que isso é pura perda de tempo?
Os sete mares gritam por marujos sedentos por sangue. Deveriam também gritar por piratas cheios de amor
Por que sentir? Onde encontrar a verdadeira paz?
Se a paz for subjetiva, porque simplesmente não podemos encontrá-la tão facilmente?
Respire fundo, olhe dentro de si mesmo
Onde está o ódio do qual estávamos falando mesmo?
Vês que de tanta loucura que falamos, acabou o ódio se perdendo?
Seriam os loucos desprovidos de ódio?
Que qualidade teria a loucura se algo assim pudesse ser comprovado
Mas e o amor? Não seria também uma longa amostra de amor?
Afinal aqueles que mais enlouquecem, são os doentes de amor
Logo conclui-se que os loucos amam, mas não odeiam
Onde estão os vários “normais” de terno e gravata que rondam o mundo
Com suas pronúncias bonitas, seus discursos coerentes
Com seus ódios prontos a explodir, mas com o aplauso daqueles que julgam os mesmos como celestiais
Quanta loucura escrita em um texto sem fundamento, além de não possuir o mínimo respaldo daqueles que julgam o português correto
Mas afinal, quem pode dizer o que está correto neste mundo?
E quem pode dizer que não está?
No final, tudo é devaneio
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