Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
7 Ta chegando a hora!
Notas iniciais
– Ai que dor! – Falei me deitando na cama com a mão na coluna. – Essa molequinha não para de chutar aqui dentro.
– Faz como a médica ensinou, respira cachorrinho. – Ju falou sentando no meu lado na cama.
Eu havia começado a sentir dores muito fortes e resolvi vim deitar, eles vieram comigo.
– AÍ! – Eu soltei um grito de dor, estava doendo demais.
– Vitor, corre aqui! – Ju chamou o Vitor.
– Que foi?
– Pega meu celular lá no quarto, vou ligar pra minha mãe, a Fatinha ta sentindo contrações.
– Não Ju! – Eu falei entre os dentes. – Deixa eles se divertirem. – Argh! — Senti minhas pernas ficarem molhadas.
– Fatinha! A bolsa estourou! – Ju falou. – Ai meu Deus, respira Juliana. – Ela falou consigo mesma. – Vitor, pega ela e leva lá pra baixo e pede um taxi, me espera, vou pegar a bolsa dela e do bebê e vou ligar pros meus pais.
– Ta. – Ele se aproximou de mim na cama e me pegou no colo.
– Alô mãe? – Ouvi a Ju falar quando o Vitor saiu do quarto comigo.
– Caramba, da ultima vez que eu te carreguei você não tava tão pesada assim.
– É, agora eu to com uma criança dentro de mim, natural. – Eu falei rangendo os dentes.
Entramos no elevador e a Ju correu pra nos alcançar.
– Ta mãe, estamos indo pro hospital, espera a gente lá. – Ela falou. – Tchau.
– Aí como isso dói! – Eu falei entre os dentes.
– Calma. – Ju falou saindo do elevador e ajudando o Vitor pra ele não tombar nas paredes. – Severino, para o primeiro taxi que passar ai, por favor! – Ju falou agoniada. – Ai meu Deus, meus pais tinham que estar aqui.
– Aqui o taxi dona Juliana. – Severino falou entrando de volta no prédio. – Parabéns dona Fatinha, aposto que vai ser um lindo bebê.
– Obrigada. – Sorri fraco. – Aí! – O Vitor me colocou dentro do taxi com todo cuidado, Ju veio no banco de trás comigo, e o Vitor na frente.
– Ai meu Deus! – Ju não parava de falar isso, parecia estar mais nervosa do que eu.
– Calma Ju, afinal quem ta sentindo as dores sou eu. – Falei entre um riso e um gemido.
– Fica na tua que eu to muito nervosa ta? Eu nunca testemunhei uma pessoa perto da hora de ter bebê! – Ela passava a mão na calça, sem parar, continuamente.
– E eu nunca tive um bebê antes, estamos numa situação parecida não? Tenta se acalmar.
– Ta. – Ela respirou fundo. Abriu a bolsa onde esta minhas roupas e as do bebê e tirou uma toalhinha de dentro e passou na minha testa, eu estava soando muito, e meu cabelo tinha grudado todinho no meu rosto. – To calma. – Sussurrou consigo mesma afastando uma mexa de cabelo do meu rosto.
– Isso. – Sorri fraco, as dores tinham aliviado um pouco. – Fica calma, vai dar tudo certo. – Pisquei pra ela que retribuiu o sorriso.
– Que papelão meu, em vez de mim estar de acalmando é ao contrário. – Murmurou entre um sorriso fraco.
– Relaxa Ju, natural você ficar nervosa. – O taxi finalmente parou na frente do hospital, Ju saiu, abriu a porta do lado onde eu estava sentada e uns enfermeiros vieram me tirar e me colocar na maca. Eles começaram a me levar pra dentro do hospital, olhei pra trás e o Vitor ainda estava lá perto do taxi.
– Vitor! – O chamei. – Vitor! – Ele sumiu do alcance da minha vista. – Ei, eu tenho que esperar meu amigo. – Falei tentando me contorcer pra olhar se ele estava vindo.
– Fica quieta. – Uma enfermeira falou. – O rapaz ta vindo, calma.
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