Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
58 Primeiro dia na casa nova.
Notas iniciais
Amanheceu e eu fui acordada por vários beijos do Bruno no meu pescoço, após alguns minutos trocando carinhos na cama resolvemos levantar, tomamos banho juntos, depois levamos as malas pro carro e fomos tomar café na parte externa da pousada. Ligamos para casa e avisamos que estávamos pegando a estrada e a Mel ficou hiper feliz.
Daí partimos, fomos no carro conversando, e depois de algum tempo eu peguei no sono, de repente havia me dado um sono enorme, então eu adormeci.
Fui acordada com um peso sobre mim. Abri os olhos assustada.
– Surpresa! – Era a Mel, o carro estava estacionado na frente do prédio.
– Filha! – A abracei bem forte, olhei para fora do carro e Ju e Bruno estavam abraçados. – Que susto cê me deu meu amor. – A afastei um pouco, para que pudesse olhar seu rosto.
– Papai que ligou pedindo pra eu descer pra te acordar. – Ela riu, afagando meus cabelos.
– Ai que saudade! – A abracei forte de novo, depois a larguei e ela desceu do meu colo, desci do carro também, abraçando a Ju. – Cê cuidou da minha filha né?
– Cuidei sim. – Riu para a Mel, que riu também. – Ou ela cuidou de mim. – Deu de ombros.
Subimos pro apartamento e fomos almoçar, ficamos horas na mesa conversando com a família, Lia e Vitor também estava lá, depois fui ligar para a minha avó.
Passamos o resto do dia jogados no sofá conversando, até a noite cair, quando a noite caiu, eu e Bruno resolvemos que queríamos passar a nossa primeira noite no nosso apartamento novo, como já estava tudo arrumado lá, e só precisa levar nossas roupas, assim fizemos, levamos a maioria das nossas coisas e deixamos o resto para buscar depois.
Não havíamos contado dos nomes dos bebês, pois queríamos ter certeza do sexo deles antes.
– Lar doce lar! – Me joguei no sofá da nossa casa.
– Vamos vir morar aqui de vez né? – Mel se jogou ao meu lado, deitando na minha perna.
– É sim filhota, amanhã vamos fazer as compras, por que os armários estão vazios.
– Mais nem por isso vamos deixar de ficar na casa dos seus avos. — Bruno sentou do meu outro lado, passando os braços por volta do meu pescoço.
– Oba! Eu to muito feliz sabia? – Mel sorriu largamente.
– Papai também esta muito feliz, a vida me deu um presente e tanto! – Bruno disse e eu sentir meus olhos marejarem.
– O que foi mamãe? Você ta triste? – Mel percebeu, e eu sorri, deixando as lagrimas escorrerem.
– Não meu amor, é emoção. – Limpei as lagrimas rindo.
– Ih filhota, isso aí é por causa dos hormônios da gravidez, sua mamãe ta toda emotiva. – Ele me deu um beijo na bochecha.
– Aí, parem. – Puxei a Mel, a fazendo levantar e me levantei do sofá limpando o rosto. – Não me façam chorar. – Ri.
Ficamos ali por mais um tempo e depois fomos dormir, eu e Bruno ficamos um pouco com a Mel no quarto dela, e depois fomos pro nosso quarto, que era ao lado.
– Boa noite meus amores. – Bruno acariciou minha barriga, depositando um beijo ali. – Boa noite minha loirinha. – Me deu um selinho, me puxando pra perto.
– Boa noite amor. – Retribuir o beijo, e acariciei a barriga, fechando os olhos.
Bruno levou uma das mãos até minha barriga, fazendo um carinho gostoso ali, o que estava me dando mais sono.
De repente a porta do quarto começou a abrir devagar, então me virei e acendi o abajur, era a Mel abraçada com o travesseiro.
– O que foi meu amor? – Me sentei na cama lhe estendendo os braços.
– Eu to com medo de dormir sozinha. – Disse manhosa caminhando até meus braços.
– Medo? – Ri fraco.
– É, tem problema eu dormir aqui essa noite? – Fez bico.
– Claro que não filhota. – Bruno sentou atrás de mim. – Vem aqui, vem. – A pegou no colo, a colocando deitada na cama e ela sorriu manhosa.
– Vish meu amor, que filhota manhosa essa nossa. – A fiz cócegas.
– para mamãe, para. – Disse dengosa, e eu ri, me deitando ao seu lado.
– Vamos dormir meus amores? – Bruno deitou, puxando a Mel mais para perto, e eu me aconcheguei ao lado deles.
Alguns minutos fazendo carinho os cabelos da Mel eu adormeci.
Estava num sono pesado e profundo até começar a sonhar, sonhei que eu estava num parque com a Mel, o Bruno e dois bebês num carrinho, uma princesinha, e um principezinho, lindos, nossos bebês, por um segundo eu tirei os olhos deles e quando os olhei novamente o menino não estava no carrinho, e tudo começou a girar.
– Não! – Acordei assustada, respirando rapidamente.
– O que foi?! – Bruno se sentou, ligando o abajur. – Fatinha o que foi meu amor? – Ele se sentou ao meu lado, me abraçando.
– Que foi mamãe? – Mel que olhou assustada, eu respirava rapidamente, e tremia.
– Loira, o quê foi? – Bruno afagou meus cabelos.
– Um pesadelo. – Disse por fim, com a voz falha.
– Calma mamãe, foi só um sonho ruim. – Mel se juntou ao abraço.
– Bruno, pega água pra mim? – Pedi, me afastando deles e me encostando na cabeceira da cama. Estava com um pressentimento ruim, um aperto no peito, levei a mão até a barriga, acariciando ela.
– Claro, já venho. Mel fica aqui com sua mãe. – Ele se levantou e me deu um beijo na testa.
– O que acontecia no seu sonho mamãe? – Mel se sentou ao meu lado, encostando a cabeça no meu braço e levando uma das suas mãos até minha barriga.
– Nós estávamos num parque, eu, você, seu pai e seus irmãos, eram uma menina e um menino, eu tirei o olhar deles por uns segundos e quando eu olhei novamente o menino havia sumido, e tudo começou a girar. – Disse a envolvendo nos meus braços.
– Fica calma mamãe, nem eu e nem o papai vamos deixar nada acontecer com os bebês. – Ela disse e eu sorri fraco.
– Aqui a água amor. – Bruno sentou perto de mim, me dando a água.
Contei-lhe sobre o sonho e ele me tranqüilizou, prometendo que ninguém iria tirar nossos filhos da gente, depois nos deitamos novamente, Bruno no meio e eu e Mel aconchegadas nos braços dele.
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