Notas iniciais
Logo amanheceu, o sol tentava invadir o quarto, o dia estava plenamente lindo, o céu sem nuvens, e o sol brilhava.
Levantei com o máximo de cuidado para não acordar nem o Bruno, e nem a Mel que dormiam feito anjos do meu lado. Quando conseguir me levantar o Bruno se moveu lentamente, abrindo os olhos.
– Bom dia meu amor. – Ele disse sorrindo, sonolento.
– Bom dia Brunito. – Inclinei meu corpo lhe dando um selinho. – Desculpa ter te acordado.
– Você não me acordou. – Ele continuava sorrindo, seu sorriso me tirava do chão. – Que horas são amor?
– 06:40 amor.
– Caramba, ta cedo.
– Eu sei, é que eu vou passar no mercado pra comprar algumas coisas para a Mel levar na mochila. – Falei prendendo o cabelo num coque alto.
– Eu vou contigo.
– Num precisa, moreno, fica ai dormindo.
– Eu quero ir. – Ele se levantou com cuidado, para não acordar a Mel, que dormia feito um anjo.
– Ta, vou tomar banho. – Lhe dei um selinho e sai do quarto.
Depois de tomar banho esperei o Bruno tomar banho também. Após isso saímos em direção ao mercado.
Bruno foi dirigindo meu carro, o radio estava ligado, para descontrair o ambiente.
– Amor, o dia ta lindo, né? – Bruno falou quando paramos na sinaleira.
– Muito bonito.
– Que tal irmos a praia mais tarde? – Ele disse me olhando. – Tem sei lá quanto tempo que não vou a praia.
– Uma ótima idéia amor. Depois do café da manhã, pode ser?
– Pode sim. – Trocamos um selinho e seguimos pro mercado.
O mercado não estava cheio, por isso chegamos logo em casa. Todos já estavam acordados, e Marta estava preparando o café da manhã com a ajuda da Ju e da Mel. Olavo estava sentado no sofá vendo jornal.
– Onde vocês estavam? – Mel veio correndo da cozinha.
– Passamos no mercado. – Disse. – Fomos comprar algumas coisas para a senhorita por na mochila.
– Eu to ajudando a vovó no café da manhã. – Ela tava com o rosto sujo de farinha de trigo.
– Ajudando? – Olavo disse rindo. – Você e a Ju tão é sujando a cozinha toda. – Continuou rindo.
– Meu Deus, filha, tem farinha até no seu cabelo. – Bruno disse rindo.
– Foi a tia Ju. – Ela deu de ombros.
– Olha que ela fez comigo! – Ju saiu da cozinha toda suja de farinha também.
Nós todos rimos da situação delas duas, e da Marta também, que não tinha ficado de fora da brincadeira. Depois de limpar a bagunça fomos tomar café. Lia, Vitor, Tatá e Gil chegaram pra buscar as meninas e aproveitaram para tomar café conosco também.
Narrando: Bruno.
Depois que todos seguiram para o acampamento, eu e Fatinha lavamos a louça do café da manhã e fomos nos arrumar para ir a praia. Meus pais também decidiram ir conosco, então demoramos um pouco mais para sair de casa por que minha mãe e a Fatinha se trancaram no quarto para se arrumarem. Eu e meu pai esperamos impaciente na sala enquanto elas se arrumavam.
– Isso é por que nós vamos a praia, se nós fossemos para uma festa iríamos chegar a festa quando ela acabasse. – Meu pai disse me fazendo rir.
– Muito engraçado você Olavo. – Minha mãe e Fatinha finalmente saíram do quarto. Minha mãe usava um vestido de crochê branco, assim como a Fatinha, que usava um amarelo.
– Finalmente nós podemos ir?! – Perguntei sorrindo para Fatinha.
– Let’s go baby! – Fatinha disse caminhando até a porta.
Seguimos para praia no carro do meu pai, que foi dirigindo, fui no banco da frente com ele, e minha mãe e Fatinha atrás, elas não paravam de rir, e conversavam o tempo todo.
A praia que escolhemos ir era 30 minutos de onde morávamos.
Escolhemos um lugar para ficar e nos acomodamos. Meus pais foram para água.
– Amor, vamos pra água também? – Fatinha pedia.
– Não, vamos ficar aqui, depois vamos pra água. – A puxei, fazendo a sentar entre minhas pernas. – Quero ficar um pouquinho grudado com você minha loira.
– É? Só um pouquinho? – Ela perguntou virando-se de lado para que pudesse ver meu rosto.
– Um pouquinho não, muito. – Lhe dei um beijo no pescoço. Ela se virou encostando sua cabeça no meu ombro.
Ficamos um tempo observando o mar, enquanto Fatinha brincava com minhas mãos.
– Minha loira, você não acha que ta na hora da gente sair da casa dos meus pais não? – Falei quebrando o silencio.
– Por que Brunito? Você não gosta de morar lá?
– Claro que eu gosto minha loira, mas eu quero ter a nossa casa, dormir contigo todas as noites, e também a Mel ta crescendo, ela vai querer ter um quarto só para ela.
– É, você tem razão, mas ta cedo pra pensar nisso...
– Eu não acho, eu até tava dando uma olhada em uns apartamentos lá em botafogo mesmo.
– E aí, achou alguma coisa que caiba no nosso orçamento? – Ela perguntou sentando de frente pra mim.
– Não. – Dei de ombros. – Mas eu acho que devemos começar a procurar. Eu quero viver numa casa nossa, eu, você, nossa filha e quem sabe um bebê.
– Bebê? – Ela riu boba. – Moreno, nós não dormimos juntos e você ta pensando em bebê? – Continuou rindo.
– É. – Entrelacei meus dedos em seu cabelo lhe puxando para perto. – Eu quero ter mais um filho contigo. – Falei com os lábios grudados no dela.
– Eu também quero. – Ela sorriu me beijando. Paramos o beijo, ofegantes. – Nós podemos conversar sobre isso depois. – Ela disse me dando selinhos.
Narrando: Fatinha.
Concordo plenamente com a idéia do Bruno, sair da casa dos pais dele,não que eu num gostasse de morar com eles, eu amava morar ali, tanto que morei todos esses anos. Mas agora aquela casa tava pequena pra todos nós, e o Bruno tem razão, logo, logo a Mel vai querer ter um lugar dela, ela vai querer ter o seu quarto. E se nós quisermos ter outro filho não caberia na casa dos pais dele.
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