Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
36 Passeio em família.
Notas iniciais
Narrando: Fatinha
O dia inteiro foi tranqüilo, Bruno veio me pegar na hora do almoço e fomos pra casa curtir nossa filhota, e decidimos que a noite iríamos andar de bicicleta perto da lagoa, Mel adorava andar de bicicleta pela aquela área. Após o almoço voltamos pro trabalho e Marta disse que levaria Mel pra dar uma volta no shopping, dar uns mimos pra ela.
No final da noite o Bruno me ligou.
– Alô? Loira? – Ele falou quando atendi.
– Oi moreno.
– Que horas você ta liberada? – Eram 18:40
– Daqui a 20 minutos amor.
– Ta bom, eu to saindo daqui e 10 minutos, se eu demorar de chegar aí é por que eu to no transito.
– Ta amor, eu espero você.
– Viu, beijos loirinha, te amo.
– Te amo moreno. – Nos despedimos e desligamos o telefone.
Os 20min passaram voando, e eu estava do lado de fora da agencia esperando pelo moreno. Após 5min ele chegou.
– Demorei?
– Não moreno, 5min. – Disse colocando o cinto.
– Eu quero um beijo. – Lhe olhei e ele fez biquinho, soltei o cinto e lhe beijei intensamente. Quando a falta de ar chegou, nos separamos.
– Nossa. – Ele disse ofegante. – Tudo isso é saudade?
– É sim. – Sorri ofegante também.
– Sabe o que eu tava me lembrando? – Ele disse e eu neguei com a cabeça. – Semana que vem, próxima sexta feira é o seu aniversario.
– Você se lembra? – Eu perguntei incrédula.
– Claro que eu lembro, como poderia esquecer?
– Sei lá moreno. – Eu disse ainda surpresa.
– O que você quer fazer?
– Ficar em casa com minha família, como faço todos os anos.
– Nada disso, esse ano tem que ser especial! – Ele disse decidido.
– Ah moreno, eu num sei não.
– Ta decidido, nós vamos fazer alguma coisa e ponto. – Ele disse sorrindo, e eu me fiz por rendida. – 26 anos né?
– Uhum, to virando uma senhora já. – Eu disse o fazendo rir.
– Oh drama dessa mulher, cê continua novinha amor. – Ele disse e eu rir.
– Novinha? Quase 30 e sou novinha?
– Quase 30 nada, e você ta com corpinho de 18 ainda, não mudou nada.
– É?
– Quer dizer, mudou algumas coisas sim, ta bem mais gostosa. – Ele prolongou a palavra “bem” e eu rir descontroladamente.
– É? Como assim? – Me fiz de desentendida.
– Quer mesmo que eu fale? – Eu assenti com a cabeça. – Seu corpo evoluiu, seus seios cresceram... – Ele falou me fazendo rir envergonhada. – Quer que eu continue?
– Não moreno, já entendi.
– Enfim, são 26 anos de pura gostosura. – Ele disse e eu gargalhei.
– Menos amor, bem menos. – Disse em meio a risada, e ele riu também.
– Vamos? Mel deve estar nos esperando ansiosa.
– Partiu! – Disse pondo o cinto
Fomos o caminho conversando sobre besteiras, coisas do dia á dia, trocando carinhos quando parávamos no semáforo.
Chegamos em casa e a Mel tava deitada no sofá vendo TV, e a Marta trabalhando.
– Nossa, que preguiça boa hein filha? – Bruno disse ao ver a preguiça dela, toda esparramada no sofá.
– Preguiça nada papai. – Ela pulou de pé. – Tava só esperando vocês chegarem!
– Num falei amor, ela ia ta ansiosa aqui esperando. – Bruno disse a pegando no colo.
– Eu vou tomar banho, e volto. – Dei um beijo na Mel, outro na Marta e fui me banhar.
Narrando: Bruno.
Após nos arrumarmos passamos no misturama pra fazer um lanchinho natural, antes de seguirmos para lagoa.
Após o lanche fomos pedalando até a lagoa, não era muito longe, por isso não cansamos. Apostamos até uma corrida pra ver quem seria a primeira a chegar na mesma, eu e Fatinha deixamos a Mel ganhar e ela ficou numa felicidade que só.
Após uns 30 minutos dando varias volta pela lagoa, paramos para descansar, nos sentando na grama.
– To mortinha! – Fatinha apoiou a bicicleta numa arvore e sentou-se no meio das minhas pernas.
– Eu não cansei! – Mel disse fazendo bico.
– Tu tomou o que filha? Energético? Só pode né? – Eu ri.
– Olha quem estar ali Mel, num é a Mariana e o Pedro? – Fatinha apontou para a dra° Mariana e um menino andando de bicicleta também, no mesmo momento eles nos viram e vieram em nossa direção.
– Será que é o destino? – Mariana disse rindo ao se aproximar.
– Deve ser. – Falei e rir também.
– Mel! – O menino disse largando a bicicleta de lado e indo de encontro com a Mel, eles se abraçaram.
– Pedrinho, tem um tempão que não vejo você, to com saudade de brincar contigo. – Mel disse.
– Não seja por isso, vamos brincar agora, de bicicleta.
– Vamos! Eu posso? – Ela perguntou pra mim e para a mãe.
– Claro meu amor, só num se afasta muito hein? – Fatinha disse.
– Fica tranqüila, vou ficar de olho neles. – Mariana disse montando na sua bicicleta. – Até daqui a pouco. – Saiu pedalando atrás deles dois.
– Hoje à noite ta tão perfeita. – Eu disse puxando a Fatinha para perto de mim, o mais perto possível.
– Ta incrível mesmo, o céu esta nos presenteando com tantas estrelas. – Ela disse aconchegando a cabeça no meu ombro.
– Todas essas estrelas são lindas, porém há uma coisa mais linda que elas nesse momento. – Eu falei e Fatinha me olhou confusa.
– O que? – Ela perguntou me olhando.
– Esses seus olhinhos brilhando são mais lindos do que qualquer uma dessas estrelas. – Eu disse e um sorriso apareceu nos lábios dela. – E esse teu sorriso então, o que dizer dele? É simplesmente o sorriso mais lindo que eu já vi.
– Para moreno, to ficando sem graça. – Ela disse escondendo o rosto com as mãos.
– Sabe qual frase se encaixa perfeitamente pra você? – Perguntei e ela negou com a cabeça. – “ Com jeito de mulher, e olhar de menina” te descreve essa frase.
– Ah moreno, para. – Ela escondeu o rosto nos meus braços.
– Tão linda envergonhada. – Segurei seu rosto com as mãos lhe enchendo de beijos. – Eu te amo e sou muito apaixonado por você.
– Você hoje ta determinado a me deixar sem graça né?
– Você é tão linda quando fica assim. – Eu disse lhe dando um cheiro no pescoço.
– Eu te amo tanto moreno. – Ela disse aconchegando seu corpo no meu, olhando pro céu.
Ficamos cerca de 20 minutos ali, abraçados, ouvindo nossas respirações, observando as estrelas e vendo a nossa filha brincar com o Pedro e a Mariana.
Por um segundo que tirei os olhos da Mel, para olhar pra Fatinha, escutei um grito fino, e olhei diretamente pra Mel, ela estava caída.
– Mel! – Me levantei, levantando a Fatinha junto comigo. – Filha! – Corri em sua direção.
– Aí papai. – Ela disse, lagrimas escorriam pelos seus olhos. – Meu joelho.
– Calma, deixa papai ver. – A peguei no colo, ela havia arranhado um pouco o joelho.
– Oh meu amor, cê tem que ter mais cuidado. – Fatinha olhou o arranhão na perna da Mel.
– Eu me distraí. – Ela tava com a mão no joelho.
– Chora não meu bem, foi só um arranhadinho, nem ta sangrando. – Mariana disse, tirando a mão dela de cima. – Pedro, me da sua garrafa de água filho.
– Não, água não! – Mel meio que entrou em pânico.
– Calma filha, é só para num ficar pior. – A segurei feito bebe nos meus braços.
– Deixa eu molhar um pouco. – A Mariana derramou um pouco d’água na mão e passou sobre o joelho da Mel, que deu um gritinho de dor, acompanhado por lagrimas.
– Ta ardendo, muito. – Disse chorando.
– Vai melhorar filha. – Fatinha disse. – Num chora.
– Já passou Melzinha – Pedro disse e a Mel deu um meio sorriso.
– Não, isso foi um sorriso?! – Fatinha fingiu surpresa e a Mel deu uma gargalhada, assim como todos nós. – Uma gargalhada agora? – Fingiu surpresa outra vez.
– Para mamãe. – Mel disse parando de rir.
– Nossa, você é uma menina forte mesmo. – Fatinha sorriu. – Merece uma recompensa, né gente?
– Oh se merece! – Mariana entrou na brincadeira.
– Deixa eu pensar em algo. – Fatinha olhou em volta. – Hm, será que essa menina forte aí gosta de algodão doce? – Fatinha disse a provocando, sabia que ela amava algodão doce.
– Será que ela merece? – Entrei na brincadeira e a Mel sorria daquela situação.
– Vamos lá comprar? – Fatinha disse caminhando até o local onde vendia algodão doce. – Cê quer também Pedrinho?
– Precisa se incomodar não Fatinha, eu compro pra ele. – Mariana disse.
– Não Mari, eu faço questão. – Fatinha pediu dois algodões doces e entregou para as crianças.
– Muito bom. – Mel disse de boca cheia e nós rirmos.
– Né? Mamãe também quer. – Fatinha se aproximou da Mel e abriu a boca, a Mel colocou um pouco na boca da mãe. – Delicia mesmo.
Enquanto as crianças comiam os algodões doces, ficamos sentados conversando sobre coisas aleatórias, na hora de voltar pra casa pedir pro meu pai vir nos buscar de carro, por conta das bicicletas, e assim ele fez.
Nos despedimos da Mariana e do Pedrinho, e fomos pra casa, após um banho e um jantar preparado pela dona Marta, fomos dormir.
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