Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
66 Passagem de tempo.
Notas iniciais
6 meses depois
Narrando: Fatinha.
O tempo passou tão rápido que eu mal notei, estava mais do que realizada com a minha família, a Mel, a Isa e o Bruno só me davam alegria, e me ajudavam sempre que eu ficava para baixo.
Quando a Isa completou 5 meses, fomos para casa da vovó, Bruno havia entrado de férias do trabalho, e Mel do colégio, dessa vez ficamos hospedados com a vovó, pois ela precisava do máximo de atenção, por conta de uma infecção, minha avó ficou bastante frágil, e precisou de ficar de cama por um longo tempo, então foi só a Mel e o Bruno entrarem de férias que nós fomos para lá. Os primeiros dias a vovó reagiu, e até saiu da cama e brincou com a Mel e com a Isa. Faltando 1 semana para voltarmos ao RJ ela fez sua “passagem” ela foi tirar o cochilo da tarde, e quando fomos a acordar para tomar o chá que ela sempre tomava as 17h, ela não acordou mais. Toda aquela situação foi difícil para mim, eu não queria ter a perdido, sim, eu queria que ela fosse eterna. Ficamos mais 2 semanas lá, e depois voltamos para o RJ. Com o apoio do Bruno e da Mel, eu segui em frente, com bastante saudade da minha avó, mais ciente de que, onde quer que ela esteja, ela agora esta perto dos meus pais, e do meu avô, e que com certeza ela estaria feliz.
Os meses seguintes foram normais, apenas rotina. O aniversario de 10 anos da Mel foi comemorado em casa, pois a mesma quis assim. Fizemos uma festa, porem em casa, daquelas que no final da noite resta bastante coisa para os pais limparem, foi muito bom e proveitoso, tanto para ela, quanto para nós.
A Isa acaba de completar 9 meses e já esta uma perfeita sapeca, engatinhando pela casa inteira, e até ficando em pé com o auxilio de alguém, ou se apoiando nos moveis.
Era sábado a noite, e estávamos na casa dos pais do Bruno, sábado em família, com direito a muita bagunça e pizza.
O bebê da Lia havia chegado, era um menino loirinho como ela, porem com os olhos azuis do Vitor, sabe quando o filho tem 50% da mãe e 50% do pai? Então, o pequeno Guilherme era assim, uma combinação perfeita da Lia e do Vitor. Ele já estava com 4 meses, um sapeca também, bagunceiro como a mãe.
– Fatinha, a sua filhota quer assediar meu filho! – Lia disse em meio a uma gargalhada.
O Gui estava no colo da Lia, que estava sentada no chão, e a Isa também estava no colo da tia, apertando as bochechas do amiguinho.
– Que isso amiga, ela só esta fazendo um carinho nele. – Ri da cena, me sentando próxima a eles. – Até eu quero fazer um carinho nesse gostoso! – Estiquei os braços para o Gui, que veio para o meu colo no mesmo instante. O Gui era meu afilhado, um gostoso.
– Oh amor, o Gui me trocou pela Fat, olha isso. – Lia fez bico, depois abraçou a Isa bem forte. – Há! Eu fico com a Isa pra mim. – Ela fez cara de sapeca, e eu ri.
– Ei, que pegação toda é essa com a minha afilhada Lia?! – Ju se juntou a brincadeira, pegando a Isa dos braços da Lia.
– A minha afilhada não quer saber de mim, só dá atenção pro dindo dela. – Lia fez bico.
Mel estava sentada no sofá conversando com o Vitor, Marta e Olavo conversando com Bruno, e Gil estava com a Ju, que agora esta com a Isa no colo.
– Ela nem te ouviu Lia. – Ju lhe dei língua, pondo a Isa sentada próxima aos brinquedos no chão.
– Vem cá príncipe da mamãe! – Ela esticou os braços para o Gui, que pulou para ela, ela começou a dar vários cheiros nele, e ele solava gargalhadas gostosas.
Mel levantou e sentou-se próxima a Isa, e começou a brincar com ela. Algum tempo depois ela levantou e foi ao banheiro, a Isa a seguiu engatinhando.
Ao chegar no meio da sala, ela se apoiou em uma das cadeiras, ficando de pé, eu a acompanhava com os olhos, então ela soltou a cadeira e deu alguns passos, depois caiu para frente, batendo a barriga no chão, tudo o que ouvimos foi um grito, acompanhado pelo choro.
– Calma amorzinho. – A peguei no colo no mesmo instante, acariciando sua barriga. – Foi só um susto princesa. – A balancei, tentando a acalmar.
– Como ela caiu? – Ju perguntou.
– Ela deu dois passos sem o apoio da cadeira, e depois caiu. – Sorri. – Minha princesinha deu seus primeiros passos sem apoio.
– Eita menina sapeca. – Bruno me abraçou por trás, brincando com a Isa. – Passou o susto né filha?
Ela se acalmou após as brincadeiras do pai, e logo foi pro chão novamente, engatinhando, sem tentar andar sem apoio. Eu estava em pé a observando, e Bruno me abraçou por trás.
– Cada dia ela cresce mais. – Ele disse próximo ao meu ouvido.
– Eu quero que ela continue desse tamanhinho pra sempre. – Senti meus olhos marejarem. – É tão bom, e tão angustiante ver um filho crescer, porque nós sabemos que não vamos poder os proteger para sempre, e isso nos causa uma angustia tão grande. – Disse.
– Nós vamos passar pelas dificuldades juntos, até o fim. – Ele disse me abraçando forte.
– Eu te amo demais Brunito, sempre soube que você era o homem da minha vida.
– Desculpe ter lhe feito esperar tanto.
– Valeu a pena. – Respondi.
– Eu te amo loira. – Ele me deu um beijo no pescoço, e depois voltamos à atenção para as meninas, que brincavam com o Gui e a Isa.
Fale com o autor