Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
22 "Me perdoa?"
Notas iniciais
Bruno se afastou de mim pondo a mão na cabeça, senti todos os olhares se voltados para nós dois, as lagrimas escaparam dos meus olhos rolando pelo meu rosto, eu só queria sair dali, não pensei duas vezes e sai correndo, precisava de um lugar para ficar sozinha, abri a primeira porta que encontrei e entrei, me encostando na mesma, fazendo a fechar-se.
Narrando: Bruno.
Quando meus lábios encontraram o da Fatinha, coisas estranhas aconteceram, meu coração disparou, comecei a soar, só queria lhe beijar, e nunca mais lhe solta, porém parei o beijo, minha cabeça começou a dar voltas, varias imagens da Fatinha passando pela minha cabeça, ela me olhava confusa, com lagrimas nos olhos, ela me olhava com medo. Minha cabeça parecia que ia explodir. Senti os braços do meu pai me ajudando a sair da pista de dança e me ajudando a sentar.
– Filho, ta tudo bem? – Minha mãe perguntou se ajoelhando na minha frente.
Muitas coisas estavam passando pela minha cabeça, muitas imagens da Fatinha, meu coração parecia que ia sair do peito de tão forte que estava batendo, estava tremendo, segurando a cabeça com as duas mãos, ela parecia que iria explodir.
– Maninho, ta tudo bem? – Agora a Ju falava, aquelas vozes ao meu redor estavam me deixando maluco, a voz da Fatinha ecoava na minha cabeça, dizendo “Eu te amo moreno”.
– Papai? – Mel segurou meu rosto. – Papai? – Lhe olhei.
– Eu tenho que sair daqui, eu preciso ficar sozinho. – Falei lhe olhando.
– Vem comigo filho. – Meu pai me ajudou sair dali. – Já, já voltamos Mel.
– Ta bom vovô. – Ouvi ela falando assim que nos afastamos.
Narrando: Fatinha.
Meu peito chegava a doer de tão forte que eu coração tava batendo, minha respiração estava ofegante, eu sentia muita falta de ar, as lagrimas não paravam de rolar nem um segundo pelo meu rosto.
Isso não podia ter acontecido de jeito nenhum, era um erro, eu não quero sofrer de novo, eu não podia ter me apaixonado pelo Bruno novamente, isso é mais que um erro, é uma burrice.
– Fatinha?? – Escutei vozes do lado de fora. – Fatinha cadê você, sou eu, o Vitor. – Era o anjo, abrir a porta do lugar onde tava e fui de encontro aos seus braços, que me acolheram, afundei meu rosto em seu peito. – Calma menina, calma. – Ele afagava meus cabelos. – Calma, eu to aqui. – Eu chorava feito criança, a ponto de soluçar. – Olha pra mim. – Ele afastou meu rosto com as mãos, me olhando nos olhos. – Respira Fatinha. – Eu soluçava muito. – Calma. – Vitor me abraçou novamente.
– Me ajuda. – Disse entre soluços. – Isso... – Solucei. – Não podia ter acontecido. – Falei rápido, para que o soluço não me interrompesse novamente.
– Calma linda, respira. – Ele colocou uma mexa do meu cabelo atrás da orelha.
– Loira? – Me virei ao escutar sua voz, nossos olhares se encontraram, ele estava sorrindo.
Narrando: Bruno.
Minha cabeça parecia que iria explodir, imagens da Fatinha não parava de passar, sua voz dizendo que me amava não parava de ecoar na minha mente.
Meu pai me levou para fora da festa.
– Filho, toma essa água. – Ele falou me entregando um copo d’água.
– Minha cabeça parece que vai explodir pai. – Falei bebendo a água.
– Como assim? – Sentou-se do meu lado.
– Minha cabeça ta dando voltas, imagens da Fatinha. – Apoiei as mãos na cabeça. E de repente, todas minhas memórias voltaram, todas, tipo mágica, eu simplesmente me lembrei de tudo. – Eu preciso falar com a Fatinha pai, eu me lembrei, de tudo. – Falei me levantando.
– Calma, vamos procurar ela. – Ele me entregou a bengala e fomos procurar pela Fatinha. Entramos num corredor perto da entrada do salão onde estava acontecendo a festa e a Fatinha estava abraçada com o Vitor, chorando. – Loira? – Ela me virou ao escutar minha voz, nossos olhares se encontraram, e eu sorri para ela.
– Quê? – Ela falou mais sua voz saiu rouca, lagrimas rolavam pelo seu rosto.
– Pai, Vitor, vocês podem nos dar licença? – Pedi e eles saíram, me deixando sozinho com a Fatinha, caminhei até ela, que me olhava confusa. – Quando a gente se beijou, um turbilhão de sentimentos tomou conta de mim, minha cabeça parecia que iria explodir, imagens suas passavam por todo momento, e eu me lembrei de tudo, as minhas memórias voltaram, como mágica.
– Você ta me dizendo que se lembra de tudo? – Ela disse em meio aos soluços.
– Exatamente minha loira. – Passei a mão no seu rosto. – De tudo. – Sabe, quando a gente se beijou lá no bosque, eu fiquei atordoado, sai dirigindo seu rumo, pensando no quanto eu te amava, e no quanto você era importante pra mim, então eu resolvi que iria no hostel te pedir desculpas por ter duvidado de você, pedir você em namoro, de novo, aí eu sofri o acidente.
– Você tava indo se desculpar comigo? – Ela sorriu em meio as lagrimas.
– Tava sim minha loira. – Segurei sua mão. – Me perdoa? Me perdoa por ter duvidado de você, me perdoa por te fazer sofrer tanto, me perdoa por ter te deixado sozinha quando você precisou de mim, me perdoa por ter te feito esperar todos esses anos por mim, me perdoa Fatinha? – Agora quem deixou lagrimas rolarem foi eu.
– Se eu te perdôo? – Ela falou sorrindo. – Claro que eu perdôo né Bruno. – Me aproximei dela, a envolvendo em meus braços.
– Eu te amo, muito minha loira. – Sussurrei em seu ouvido.
– Eu te amo tanto Bruno. – Ela me abraçou forte.
– Me chama de moreno? Eu tenho tanta saudade de você me chamando assim. – Sussurrei mais uma vez em seu ouvido.
– Eu te amo moreno. – Ela disse afundando a cabeça no meu peito. – Meu moreno. – Falou rindo.
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