Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
43 Enjoo matinal.
Notas iniciais
3 meses passaram desde o casamento da Lia, a reforma no nosso apartamento havia ficado pronta á duas semanas, porém ainda não nos mudaríamos, resolvemos nos mudar depois do meu casamento com a Fatinha, que já estava com data marcada, seria daqui a 1 mês. Fatinha havia entrado de férias do trabalho, e a Mel de férias do colégio, como eu tinha apenas 6 meses na empresa, não receberia férias no final do ano.
O nosso apartamento havia ficado assim: Sala de estar, de jantar e cozinha – (http://2.bp.blogspot.com/_ZD06xx1sGM4/SYxgzX6RYbI/AAAAAAAAAfI/RwCBaTG0ciY/s1600/ESTAR+GOURMET.jpg) Banheiro – (http://www.simplesdecoracao.com.br/wp-content/uploads/2013/04/vidaeestiloDOTterra13.jpg) Quarto do casal – (http://www.morar.com/imgs/empreendimentos/fotos_decorado/1237293569_quarto_casal_1.jpg) Quarto da Mel – (http://artesanato.culturamix.com/blog/wp-content/uploads/2014/01/Quarto.jpg).
Narrando: Fatinha
Estávamos á um mês do meu casamento, estava uma pilha de nervos, porém estava muito feliz com tudo isso, havia entrado de férias do trabalho, assim como a Mel do colégio, e aproveitava minhas tardes livres para ficar com minha princesa, e organizando as coisas pro casamento.
Ontem fomos dormir já passavam das 02h da manhã, ficamos assistindo televisão até tarde, nós três, aproveitamos a noite de sexta feira juntos.
Acordei no susto, estávamos todos na mesma cama, Mel deitada sobre o peitoral do pai de um lado, e eu do outro. O sol entrava no quarto através das brechas da cortina.
Abri os olhos lentamente, levando a mão até a barriga, que estava doendo um pouco, uma dor diferente de cólica, uma ânsia de vomito insuportável, era isso que eu estava sentindo.
Me levantei rapidamente correndo até o banheiro, e pondo tudo para fora dentro da pia.
– O que foi Fatinha? – Era a Ju na porta do banheiro me olhando assustada.
– Acordei me sentindo mal. – Falei respirando fundo encostando a cabeça na parede. – Eu não comi nada de diferente ontem.
– Será que esse enjôo não possa ser... – Ela começou a dizer e eu a interrompi.
– Não Ju, não pode ser, eu me previno, e o seu irmão também. – Falei me virando para pia de novo, passando água por volta do pescoço, e depois escovando os dentes.
– Ta bem, agora vai se deitar mais um pouco e me da licença que eu preciso tomar banho. – Ela foi me empurrando para fora do banheiro.
– Ta bem, mais deixa a porta destrancada só por precaução. – Disse indo para sala, não queria acordar o Bruno e a Mel, ainda era cedo.
Resolvi me deitar no sofá mesmo, me deitei de barriga para cima, cobrindo os olhos com os braços, varias coisas passavam pela minha cabeça. Minha bendita menstruação estava atrasada á um bom tempo, e eu venho mudando de humor tão facilmente. Mais nós estamos nos prevenindo, não pode ser.
– Melhor eu matar logo essa duvida. – Falei comigo mesma, me levantando do sofá e discando o numero da minha ginecologista no telefone. – Alô, bom dia. – Falei ao escutar a voz da secretaria da Dra° Fernanda, a Silvinha.
– Bom dia. – Ela disse toda simpática, a Silvinha era um amor, uma senhora muito educada e prestativa.
– Oi Silvinha, é a Maria de Fátima, tudo bom? – Disse me sentando no sofá.
– Oi Maria, tudo bom sim querida, no que eu posso te ajudar?
– Então Silvinha, é que eu to querendo marcar uma consulta com a Fernanda, é urgente.
– Então... – Ela disse e depois ficou alguns segundos muda. – Hoje tem um horário vago entre as 14h e as 15h, se você chegar aqui depois das 14h e antes das 15h...
– Tudo bem Silvinha, muito obrigada, pode me encaixar nesse horário mesmo.
– Ta bom Maria, ta marcado.
– Obrigada mais uma vez. – Me despedir dela e desliguei o telefone, notando a Ju em pé na porta do quarto me olhando. – Que isso Ju? Ouvindo a conversa dos outros? – Me assustei ao vê-la ali.
– Desculpa Fat, num deu para evitar. – Sorriu sem graça. – Por que ta marcando uma consulta com a ginecologista ao sábado?
– O consultório abre aos sábados, e eu não queria esperar até segunda. – Disse tentando desviar do motivo da consulta.
– Por que é tão urgente assim? – Ela saiu da porta do quarto, sentando ao meu lado no sofá. – Você acha que pode estar...? – Me olhou preocupada.
– Ju, não comenta nada com ninguém, não to a fim de criar expectativas em vão. – Disse olhando para trás, verificando se não havia mais ninguém nos ouvindo. – Mais eu acho que posso sim estar.
– Ai cunhadinha. – Ela disse sorrindo. – Se for verdade eu vou ficar tão feliz. – Me abraçou forte. – Eu vou contigo na consulta, pra num levantar suspeitas, nós dizemos que vamos checar algumas coisas do casamento.
– Obrigada Ju. – Sorri, me afastando dela. – Cara, quando foi que o seu sabonete ficou com esse cheio insuportável? – Tampei o nariz fazendo careta.
– A partir do momento que você ficou grávida. – Ela disse “grávida” num sussurro, me fazendo rir.
– Vai se trocar Juliana sai de perto de mim com esse fedor. – Lhe joguei uma almofada, e ela se levantou indo pro quarto rindo.
Após ela sair me deitei de volta no sofá, pondo a almofada sobre o rosto, e ali escondendo um sorriso de felicidade, fiquei imaginando a cara de felicidade do Bruno se isso for verdade.
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