Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
23 "Bruno, você ainda me ama?"
Notas iniciais
– Vamos voltar para a festa? – Ela falou saindo dos meus braços.
– Claro, vamos. – Peguei sua mão e fomos em direção ao salão onde tava tendo a festa.
– Bruno, espera. – Ela me parou antes de entrarmos no salão. – E a gente, como é que fica? – Falou franzindo as sobrancelhas.
– O que você acha? – Sorri lhe dando um beijo na testa. – A gente ta junto minha loira. – Sorri e entrei no salão com ela.
– Papai, mamãe. – Mel correu em nossa direção. – Mim desculpem, eu só... – Ela interrompeu a fala olhando para as nossas mãos dadas. – Vocês tão de mãos dadas. – Sorriu toda boba. – Isso quer dizer que...?
– Filha, eu me lembrei de tudo que eu não conseguia me lembrar. – Falei para ela. – E eu e sua mãe nós resolvemos, né loira? – Falei olhando para Fatinha que sorria toda boba.
– HOJE SEM DÚVIDAS O MELHOR DIA DA MINHA VIDA! – Mel gritou pulando nos braços da mãe, que a encheu de beijos.
– O meu também. – Ela falou baixinho, mas eu ouvir.
Ficamos dando atenção para nossa filha durante a festa toda, depois do parabéns a festa continuou rolando até as 23hrs da noite.
Narrando: Fatinha.
Depois que a festa acabou fomos para casa de taxi, Mel dormiu durante o caminho, deveria estar muito cansada, ela nunca se divertiu tanto quando hoje, ela tava deitada no meu colo e no do Bruno.
Quando chegamos no prédio o Bruno fez questão de a levar no colo até em casa, apesar de ter algumas limitações ainda ele conseguiu a levar até o quarto e a por na cama. Marta e Olavo chegaram logo atrás da gente, Ju não veio para casa.
Depois de tomar banho fui pro quarto me trocar, eu também estava cansada demais.
– Fatinha? – Olhe para trás e o Bruno tava em pé na porta.
– Oi Brunito. – Sorri. – To tão cansada, eu vou ir dormir.
– Dormi comigo? – Ele falou sorrindo. – Tanto tempo que nós não dormimos juntinhos... – Ele sorriu malicioso.
– Só dormir, ta?
– Ta. – Estendeu a mão pra mim. – Vem. – Lhe dei a mão e saímos do quarto deixando a Mel dormindo.
Fomos para o quarto onde o Bruno tava dormindo e ficamos deitados, o Bruno acariciava meus cabelos e eu passeava minhas mãos livremente por sua barriga, até adormecermos.
O dia não demorou para amanhecer, o sol invadiu a pequena janela que havia no quarto, o clareando completamente. O Bruno se moveu me despertando de vez.
– Bom dia, loira. – Ele sorriu se espreguiçando.
– Bom dia. – Sorri fraco, me sentando na cama.
– Por que você ta seria? – Perguntou ao perceber minha cara fechada.
– Bruno, eu acho que nós precisamos conversar, sobre tudo que aconteceu, não da pra simplesmente esquecer, ou fingir que nada aconteceu.
– Ta, vamos conversar. – Sentou-se me olhando.
– Bruno, você ainda me ama? Você não ta confuso em relação aos seus sentimentos? – Lhe perguntei.
– Você esta confusa em relação aos teus? – Ele respondeu.
– To. – Respondi. – Eu não tenho duvida de quanto eu te amo Brunito, e esse tempo que a gente foi convivendo juntos eu me apaixonei por você de novo, eu tinha certeza de que você não iria se lembrar mais de mim, pra falar a verdade eu já tinha até me conformado, mas aí você se lembrou... – Eu estava com medo de me machucar de novo, de sofrer de novo, talvez do jeito que tava antes seja o jeito melhor, sendo apenas amigos, pensei comigo mesma. – Bruno, eu to com medo de me machucar, com medo de amar você tão intensamente quanto antes e sofrer de novo. – Falei deixando lagrimas rolarem pelo meu rosto.
– Esse tempo que eu não me lembrava de você, eu fui me apaixonando de novo, sabe as vezes eu ficava apenas te admirando, tentando me lembrar de algo, de você. – Ele se aproximou de mim colocando a mão no meu rosto. – Não precisa ter medo de amar Fatinha, o amor foi feito para vencer barreiras, e eu to aqui contigo agora, pra enfrentar as próximas barreiras contigo. – Ele sorriu. – Se você achar que é melhor a gente se afastar, pro teu bem eu vou te entender, ta? Mas saiba que eu sempre vou ta aqui.
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